segunda-feira, 9 de maio de 2011

Será que o sal vai te matar?

Todo mundo sabe que a ingerir muito sal pode levar a pressão alta, doenças cardíacas e até mesmo a morte. Mas uma pesquisa realizada na Bélgica pode mudar esses nossos conceitos sobre o sal na nossa alimentação. Cientistas que ao longo de 8 anos estudaram sobre o assunto constataram na pesquisa que a baixa ingestão de sal não está ligada à melhora da saúde, o grupo que consumia menos sal tinha 56% a mais de chance de ter ataque do coração do que o grupo que procurava pelo saleiro em todas as suas refeições.

Entretanto no estudo havia dois grandes impasses. Os pesquisadores testaram os níveis de sódio dos participantes apenas duas vezes: uma vez no início da pesquisa e outra no final. Os níveis de sódio podem variar ao longo dos dias no nosso organismo, então eles não apuraram devidamente as substâncias para fazer uma avaliação correta. Outro fator foi que o grupo estudado era formado por pessoas brancas, relativamente jovens, mais magras do que o normal para os padrões americanos e tinham uma pressão sanguínea normal antes dos estudos começarem. Anteriormente outras pesquisas mostram que esses grupos seriam os mais propensos a os impactos negativos do sal.

Ainda assim, os resultados são confusos para a batalha contra o consumo do sal.

Novas diretrizes federais recomendam a adultos saudáveis a não ultrapassar o consumo de 2.300 mg de sal por dia.Mas alguns grupos que o ideal seria 1.500 mg por dia – a quantidade recomendada a afro-americanos e pessoas que já tem hipertensão.

Ano passado, um dos maiores grupos de comidas manufaturadas aceitou, por pressão pública, a cortar o nível de sódio de vários de seus mais populares produtos. E no “The New England Journal of Medicine” publicou um alarmante estudo que previu que 99 mil casos de ataques cardíacos poderiam ser evitados todos os anos se as pessoas cortassem o consumo de sal para 1.200 mg por dia.

Então aonde a nova ciência irá nos levar em relação à ingestão de sal? Veremos em breve como isso termina.

O estudo foi publicado no Journal of the American Medical Association.



Fonte: CBSNews


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