quinta-feira, 31 de março de 2011

Aspirina diária reduz risco de morte por câncer, diz estudo

Uma pequena dose diária de aspirina é capaz de reduzir substancialmente o risco de morte por uma série de tipos de câncer, segundo sugere um estudo britânico.

A pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford verificou que uma dose diária de 75 mg reduziu em até 20% a chance de morte por câncer.

O estudo, publicado na última edição da revista científica The Lancet, analisou dados de cerca de 25 mil pacientes, a maioria deles da Grã-Bretanha.

Especialistas dizem que os resultados mostram que os benefícios da aspirina comumente compensam os riscos associados, como aumento da possibilidade de sangramentos ou irritação do sistema digestivo.

Outros estudos já haviam associado a aspirina à redução dos riscos de ataques cardíacos ou de derrames entre as pessoas nos grupos de risco.

Mas acredita-se que os efeitos de proteção contra doenças cardiovasculares sejam pequenos entre adultos saudáveis. Também há um risco maior de sangramentos no estômago e no intestino.

Porém a pesquisa publicada nesta terça-feira afirma que, ao avaliar os benefícios e os riscos do consumo de aspirina, os médicos deveriam também considerar seus efeitos de proteção contra o câncer.

As pessoas que consumiram o medicamento tiveram um risco 25% menor de morte por câncer durante o período do estudo, e uma redução de 10% no risco de morte por qualquer causa em comparação às pessoas que não consumiram aspirina.

Longo prazo

O tratamento com a aspirina durou entre quatro e oito anos, mas um acompanhamento de mais longo prazo de 12.500 pessoas mostrou que os efeitos de proteção continuaram por 20 anos tanto entre os homens quanto entre as mulheres.

Após 20 anos, o consumo diário de aspirina ainda tinha o efeito de reduzir em 20% o risco de morte por câncer.

Ao analisar os tipos específicos da doença, os pesquisadores verificaram uma redução de 40% no risco de morte por câncer de intestino, 30% para câncer de pulmão, 10% para câncer de próstata e 60% para câncer de esôfago.

As reduções sobre cânceres de pâncreas, estômago e cérebro foram difíceis de quantificar por causa do pequeno número de mortes por essas doenças entre as pessoas pesquisadas.

Também não havia dados suficientes para analisar os efeitos da aspirina sobre cânceres de ovário ou de mama, mas os autores da pesquisa sugerem que a razão para isso é que não haveria mulheres suficientes entre as pessoas analisadas.

Mas estudos de larga escala sobre os efeitos da aspirina sobre esses tipos específicos de câncer estão em andamento.

O coordenador do estudo, Peter Rothwell, disse que ainda não aconselha os adultos saudáveis a começarem a tomar aspirina imediatamente, mas afirmou que as evidências científicas estão “levando as coisas nessa direção”.

Segundo Rothwell, o consumo diário de aspirina dobra os riscos de grandes sangramentos internos, que é de 0,1% anualmente. Mas ele diz que os riscos de sangramento são “muito baixos” entre adultos de meia idade, mas aumentam bastante entre os maiores de 75 anos.

Segundo ele, o tempo ideal para começar a considerar tomar doses diárias de aspirina seria entre os 45 e os 50 anos, por um período de 25 anos.

Fonte: BBC Brasil


No Help Saúde você também pode fazer buscas por remédios. Ex: Aspirina


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terça-feira, 29 de março de 2011

Apneia pode levar homens mais vezes ao banheiro durante a noite

Especialistas defendem que médicos devem ter isso em conta se o paciente relata que acorda muito para ir ao banheiro

Um estudo israelense mostrou que a apneia pode ser a causa oculta que interrompe o sono masculino para ir ao banheiro ao longo da noite.

A pesquisa comparou dois grupos de homens, entre os 55 e os 75 anos de idade. O primeiro, com diagnóstico de hiperplasia benigna de próstata (HBP) e pelo menos um episódio de urinação noturna, e o grupo controle, sem diagnóstico do problema e com um ou nenhum episódio de urinação durante a noite.

Os pesquisadores israelenses constataram que 57,8% dos homens do primeiro grupo poderiam sofrer de apnéia obstrutiva do sono, possível causa das interrupções que, até então, acreditava-se serem causadas pela noctúria – necessidade de esvaziar a bexiga durante o sono.

Roncos, sonolência diurna e pausas na respiração – que acabam acordando o indivíduo – são as principais características da apneia obstrutiva do sono.

Conduzido na Ben-Gurion University, de Israel, o estudo foi publicado na edição de março e abril do periódico Journal of the American Board of Family Medicine.

“Se a noctúria grave em pacientes de HBP é, na verdade, um transtorno de sono pré-existente, eles agora podem ser tratados para ajudar a melhorar a qualidade de vida nesse quesito”, disse Howard Tandeter, pesquisador do departamento de medicina familiar da universidade israelense.

Tandeter recomenda que os médicos fiquem atentos a pacientes de HBP que acordam frequentemente durante a noite para urinar, pois a apneia pode ser a causa do problema, que deve ser tratado.

Ele explica: “Mesmo entre os homens com condições de saúde que justificam a noctúria, os transtornos de sono podem ainda ser a principal causa da necessidade de despertar durante a noite. Portanto, deve-se levar em conta o diagnóstico deste tipo de problema sempre que o paciente relatar a necessidade frequente de urinar durante a noite. Este é um problema que tem tratamento”.

Fonte: IG


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quinta-feira, 24 de março de 2011

Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose

O Brasil reduziu de 73.673 para 70.601 o número de casos novos de tuberculose entre 2008 e 2010 – o que representa 3 mil casos novos a menos no período. Com a redução, a taxa de incidência (número de pacientes por 100 mil habitantes) baixou de 38,82 para 37,99. São números positivos, mas que ainda fazem da tuberculose um dos principais problemas de saúde pública do Brasil, exigindo esforços para acelerar a diminuição do número de novos casos.


No país, a tuberculose é a terceira causa de óbitos por doenças infecciosas e a primeira entre pacientes com aids. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24), em Brasília, pelo secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose.

Atualmente, o Brasil ocupa o 19º lugar no ranking dos 22 países que concentram 80% dos casos em todo o mundo. Nesta lista, quanto mais elevada é a posição ocupada pelo país, melhor é a situação. Com relação à incidência, o Brasil é o 108º colocado. “Nós acreditamos que, mantido o progresso atual, em cinco anos estaremos muito próximos de deixar o grupo dos 20 países com mais casos no mundo”, afirma o secretário.

A tuberculose é uma das doenças que devem ter indicadores reduzidos pela metade até 2015 em relação aos registros de 1990, conforme previsto nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Há duas décadas, a incidência da doença era de 56 casos por 100 mil habitantes e a mortalidade, de 3,6 por 100 mil. Até 2015, os indicadores devem chegar a 28/100 mil e 1,8/100 mil, respectivamente.

Jarbas Barbosa afirma que a meta de redução da mortalidade deverá ser atingida. Em 2009, a taxa ficou em 2,5 óbitos por 100 mil habitantes. Porém, quanto à incidência, Barbosa reforça que é necessário acelerar o ritmo de queda dos casos, embora tenham sido registrados números positivos nos últimos anos.

“A população deve ficar atenta ao principal sintoma da tuberculose, que é tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Apresentando esse sintoma, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. Se for tuberculose, o tratamento é iniciado imediatamente e a cadeia de transmissão é interrompida”, esclarece o secretário. Ele chama atenção para o fato de que o tratamento dura seis meses e não pode ser interrompido. Dessa forma, é possível obter a cura da doença e a redução da transmissão.

Em 2008, o percentual de cura foi de aproximadamente 73%. A meta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), da Secretaria de Vigilância em Saúde, é atingir 85%, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: Portal da Saúde


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terça-feira, 22 de março de 2011

22 de Março - Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado no dia 22 de Março de 1993 pela Assembléia Geral da ONU e a cada ano se comemora este dia, que tem como intuito conscientizar os cidadãos da importância deste elemento, através de atividades concretas que promovam a conscientização pública, difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos proposta pela Agenda 21, durante a ECO 92. A água não é apenas um recurso, mas aquilo que nos sustenta em diversos aspectos e principalmente como seres vivos.

A água é essencial em todos os aspectos de nossa vida, principalmente se tratando de saúde. Elemento básico para manutenção e sustentação de nosso corpo, representando cerca de 60% do peso de um adulto, a água é o principal componente das células e por isso todas as nossas reações químicas internas dependem dela. A água também é essencial para transportar alimentos, oxigênio e sais minerais, além de estar presente em todas as secreções, no plasma sanguíneo, nas articulações, nos sistemas respiratório, digestivo e nervoso, na urina e na pele. Poucos sabem, mas a água também é encontrada em 20% dos ossos. Não à toa sentimos sede quando nos esforçamos demais.

Hoje alguns médicos afirmam que não há uma quantidade específica de líquido a ser ingerida, como muitos sugerem. Para esta corrente de médicos, a necessidade é uma resposta automática do organismo podendo ser ativada por inúmeros fatores como: esforço físico, temperatura do ambiente, estado de saúde. No calor, as pessoas custam sentir maior necessidade em ingerir líquidos, mas médicos alertam para o fator “sentir sede”. Quando o indivíduo passa um longo período sem ingerir qualquer tipo de líquido e sente sede, este é um sinal de que ele já se encontra em processo de desidratação. Importante também, é observar esta questão nos mais idosos, pois quanto mais velho, menos capaz é o organismo de perceber os sinais de desidratação e enviar-los ao cérebro.

A prevenção da desidratação é simples:

• Consuma líquidos e alimentos ricos em água, como frutas e vegetais.
• Beba um copo de água entre cada refeição
• Consuma alimentos leves, frescos e crus, como frutas e saladas

Infelizmente ainda não se tem um cálculo exato para definir a quantidade de água que deve ser ingerida por dia. Todavia existem algumas indicações como: beber no mínimo oito copos de 225 ml de água por dia.

Contudo a melhor forma de ser manter hidratado constantemente é se conscientizando de que água é a melhor escolha como bebida. Isso significa beber água em todas as refeições e também nos intervalos, ao invés de café; e substituir o álcool por água com gás.



Fonte: Editoria do Help Saúde


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segunda-feira, 21 de março de 2011

Paralisação Nacional dos Médicos – 7 de abril

No próximo dia 7 de abril, quinta-feira, acontece o Dia Nacional de Paralisação do Atendimento aos Planos de Saúde. A mobilização foi definida pelas entidades médicas nacionais (Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional dos Médicos), em plenária realizada em São Paulo, com a participação de inúmeras entidades, conselhos, sindicatos, associações e sociedades de especialidades.

São três diretrizes nacionais do movimento: organizar a luta por reajustes de honorários, tendo como balizador os valores da CBHPM/ Sexta Edição; exigir a regularização dos contratos entre operadoras e médicos, conforme a Resolução ANS Nº 71 / 2004; e promover ações no Congresso Nacional, visando a aprovação de projetos de lei que contemplem a relação entre médicos e planos de saúde.

As entidades médicas encaminharam cartas à população, aos médicos e às entidades. Abaixo você pode ter acesso aos documentos.

Carta às Entidades Médicas
As entidades sugerem que as Comissões Estaduais, compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades concluam, até o final de março, uma avaliação da situação econômica com levantamento dos valores pagos pelos planos de saúde que atuam no estado. Leia a carta aqui.

Carta aberta à população
À população, as entidades explicam que a paralisação trata-se de um ato em defesa da saúde suplementar, da prática segura e eficaz da medicina e, especialmente, por mais qualidade na assistência prestada aos cidadãos. O objetivo é protestar contra a forma desrespeitosa com que os médicos e os pacientes são tratados pelas empresas que atuam no setor. Leia a carta aqui.

Carta aos Médicos
Aos médicos, as entidades médicas pedem a suspensão, no dia 7 de abril, no consultório e em outros estabelecimentos, de todas as consultas e procedimentos eletivos de pacientes conveniados a planos e seguros de saúde, com agendamento para data oportuna. Leia a carta aqui.

Boletim Especial
A Comissão de Saúde Suplementar (COMSU) divulgou um Boletim Especial sobre a paralisação do atendimento aos planos de saúde. Leia o boletim aqui.


Fonte: CFM - Conselho Federal de Medicina



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quinta-feira, 17 de março de 2011

Refrigerantes podem aumentar pressão arterial, diz estudo

O consumo de refrigerantes e outras bebidas com grande quantidade de açúcar traz risco de aumento da pressão arterial, segundo afirma um estudo realizado por especialistas americanos e britânicos.

A pesquisa, feita com 2,5 mil pessoas e publicada na revista científica Hypertension, afirma que beber mais de 355 ml diários de bebidas com gás ou sucos de fruta contendo açúcar é o suficiente para desequilibrar a pressão.

Embora o motivo exato desta relação entre pressão e refrigerantes ainda não seja clara, os cientistas acreditam que o excesso de açúcar no sangue prejudica o tônus das veias sanguíneas e desequilibra os níveis de sal no organismo.

Na pesquisa, os participantes - todos americanos e britânicos, com idades entre 40 e 59 anos - anotaram o que haviam comido nas 24 horas anteriores e fizeram um exame de urina, além de terem medida a sua pressão arterial.

De acordo com a pesquisa, para cada lata de bebida com açúcar consumida por dia, os participantes tinham em média uma alta de 1,6mmHg (milímetro de mercúrio) em sua pressão sistólica (quando o coração se contrai e bombeia sangue no corpo).

Já a pressão diastólica - quando o coração relaxa e recebe o sangue do sistema circulatório - teve um acréscimo de 0,8mmHg para cada lata de refrigerante ou suco contendo açúcar bebido por dia.

Os cientistas descobriram que o consumo de açúcar era maior entre aqueles que tomavam mais de uma bebida açucarada por dia.

Além disto, segundo o estudo, os indivíduos que consumiam mais de uma dose diária de refrigerantes e bebidas açucaradas ingeriam em torno de 397 calorias a mais por dia do que as pessoas que bebiam produtos sem açúcar.

A entidade American Heart Association, sediada nos Estados Unidos, recomenda que não se consuma mais do que três latas de refrigerante de 355ml por semana.

Os cientistas também verificaram que, em geral, as pessoas que consumiam muitas bebidas açucaradas tinham dietas menos saudáveis e tinham uma tendência maior para o sobrepeso.

No entanto, segundo o estudo, a ligação entre refrigerantes e o aumento da pressão foi verificada nas pessoas entrevistadas independentemente destes fatores.

Sal e açúcar

No estudo, a relação entre bebidas açucaradas e pressão alta foi muito evidente em pessoas que consomem grandes quantidades tanto de sal quanto de açúcar. Médicos afirmam que o excesso de sal na dieta contribui para o aumento da pressão arterial.

"É amplamente sabido que, se você tiver muito sal em sua dieta, você terá mais chance de ter pressão alta", diz o cientista responsável pelo estudo, Paul Elliott, da Escola de Saúde Pública do Imperial College (Londres).

"Os resultados deste estudo sugerem que as pessoas também devem ter cuidado com quanto açúcar consomem", afirma.

A pressão alta é o maior fator de risco para doenças cardiovasculares. Médicos estimam que uma pessoa com uma pressão de 135mmHg por 85mmHg tem duas vezes mais chance de ter um enfarte ou um derrame cerebral do que alguém com 114mmHg por 75mmHg.

A entidade British Heart Foundation, com sede no Reino Unido, afirma que mais estudos são necessários para entender melhor a relação entre pressão arterial e açúcar.

A nutricionista-chefe da fundação, Victoria Taylor, diz que evitar o consumo em excesso de bebidas açucaradas é o melhor caminho para impedir a obesidade, outro fator de risco para doenças cardíacas.

Fonte: BBC Brasil


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terça-feira, 15 de março de 2011

Odontologia do Trabalho

A Odontologia do Trabalho tem por objetivo assegurar a melhoria da saúde oral dos trabalhadores, o diagnóstico precoce de doenças orais decorrentes do trabalho, além da manutenção da saúde oral dos profissionais da empresa, evitando prejuízos maiores ao trabalhador e à própria instituição.

Atribuições do Cirurgião Dentista do Trabalho segundo o Art. 3°da Resolução CFO 25/2002:

  • Identificação, avaliação e vigilância dos fatores ambientais que possam constituir risco à saúde bucal no local de trabalho, em qualquer das fases do processo de produção;
  • Assessoramento técnico e atenção em matéria de saúde, de segurança, de ergonomia e de higiene no trabalho, assim como em matéria de equipamentos de proteção individual, entendendo-se inserido na equipe interdisciplinar de saúde do trabalho operante;
  • Planejamento e implantação de campanhas e programas de duração permanente para educação dos trabalhadores quanto a acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e educação em saúde;
  • Organizar estatística de morbidade e mortalidade com causa bucal e investigar suas possíveis relações com as atividades laborais;
  • Realização de exames odontológicos para fins trabalhistas.

Reconhecida há nove anos pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), a odontologia do trabalho tem como objetivo a busca permanente da compatibilidade entre a atividade laboral e a preservação da saúde bucal do trabalhador. No Congresso, encontra-se em fase final de tramitação o projeto de lei 422/2007, que altera as Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho, incluindo o dentista do trabalho no SESMT, juntamente com o médico, engenheiro, técnico de segurança e enfermeiro do trabalho, em empresas com mais de 100 colaboradores.

O especialista em odontologia do trabalho deverá, como todos os profissionais que integram a saúde do trabalhador (Sesmt, CIPA) atuar na prevenção da saúde dos funcionários, visando o aumento da eficiência do setor industrial e da produtividade dos serviços, com redução do tempo perdido por acidentes de trabalho e doenças profissionais. A diminuição do índice de ausências dos empregados é relevante para as melhores condições de saúde bucal dos trabalhadores.

Um fator muito importante que deve ser avaliado são os problemas bucais que afetam diretamente os trabalhadores, através do levantamento epidemiológico das patologias e do estudo do impacto que possa ocasionar nesses operários e conseqüentemente no ambiente laboral.

Com base no que foi exposto conclui-se que a presença do dentista do trabalho dentro da empresa é de fundamental importância, para a implantação de programas de atenção em saúde bucal voltada ao trabalhador, e tem como objetivo principal a promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde bucal do trabalhador contribuindo para uma melhor qualidade de vida, melhorando a auto-estima, conseqüentemente diminuindo o absenteísmo e aumentando a produtividade.

Abaixo estão pontuados os objetivos mais importantes da Odontologia do Trabalho:

  • Diminuição do absenteísmo tipo I (falta ao trabalho) e do absenteísmo do tipo II (de corpo presente-colaborador vai ao posto de trabalho, mas não consegue desempenhar suas funções),
  • A prevenção de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais sistêmicas endocardites bacterianas 40 a 45% são de origem bucal, febre reumática, sinusites, bem como doenças ocupacionais bucais como: câncer bucal, CA em lábios e anexos, desgastes dentários por bruxismo (estresse), erosão dentária por ação de névoas ácidos; bem como cáries, gengivites, periodontites dentre outras.
  • A diminuição do absenteísmo gera um aumento da produtividade e como conseqüência uma melhora significativa no desempenho dos negócios;
  • Auxilia as organizações e estabelece uma imagem responsável perante o mercado, auxiliando nas Certificações (ISOs e OHSAS 18001);
  • O empregador será beneficiado, podendo assim ser orientado a minimizar perdas decorrentes de:
  1. Afastamentos por acidentes de trabalho (23% decorrentes de problemas bucais);
  2. Afastamentos por doenças ocupacionais e cáries (dor, colaborador não dorme; automedicação, fadiga; causam muitos acidentes de trabalho);
  3. Atuação de sindicatos e fiscais da DRT;
  4. Processos trabalhistas e cíveis.

Benefícios da Odontologia do Trabalho para o funcionário:
  • Aumento da auto-estima, melhoria da qualidade de vida, conseqüentemente gerando aumento da produtividade;
  • Preservação da saúde bucal e sistêmica;
  • Aumento da satisfação pessoal, elevando auto-estima e aumentando a produtividade.

Este texto foi escrito pelo cirurgião dentista Marcos Renato dos Santos cadastrado no HelpSaúde


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quinta-feira, 10 de março de 2011

Brasileira está usando menos camisinha, segundo Ibope

Pouco mais de metade dos brasileiros adultos usa camisinha em novos relacionamentos, e a proporção de mulheres que se protegem vem caindo. Os números são de uma pesquisa divulgada ontem pelo Ibope Mídia, que entrevistou 18.884 pessoas em nove regiões metropolitanas e no interior de Estados do Sul e do Sudeste, entre agosto de 2009 e julho de 2010.
"Em 2002, 60% das mulheres declaravam usar camisinha em novos relacionamentos", afirma Dora Câmara, diretora do instituto. Em 2010, apenas 49%.
Para Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, a menor presença das campanhas contra a Aids na mídia tem levado à queda no número dos que usam camisinha. "A tendência das pessoas é relaxar na prevenção."
A pesquisa, com questões sobre saúde, alimentação e consumo, mostra que 62% das pessoas só vão ao médico quando estão doentes. Esse percentual é maior entre os homens (64%).
"No Sistema Único de Saúde, a pessoa só vai mesmo se está doente. O cara não vai ficar na fila para fazer uma revisão de rotina", diz Lopes.
As dietas são uma grande preocupação do brasileiro, segundo o estudo. Para 79%, é importante manter a forma física. Entre as mulheres, 40% dizem estar sempre tentando perder alguns quilos, contra 29% dos homens.
A dieta constante é sinal de que ela não está funcionando, analisa Lopes.
A medicina homeopática e a caseira são confiáveis para 53% dos brasileiros, segundo os dados da pesquisa.
"Quase 70% das doenças são simples e se curam sozinhas. O médico homeopata tem uma relação mais intensa com o paciente do que o alopata, por isso dá resultado", diz Lopes.
Já o chá receitado pela avó pode estimular a automedicação. "Como muitas vezes a pessoa se cura sozinha, acha que o chá funciona."

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Mulheres que fumam na pós-menopausa têm mais risco de câncer

Dois estudos publicados nesta quarta-feira reforçaram os riscos e benefícios do estilo de vida no combate ao câncer, demonstrando os riscos do tabagismo para mulheres na pós-menopausa e os efeitos protetores dos exercícios no intestino.

As mulheres na pós-menopausa que fumam ou costumavam fumar correm um risco até 16% maior de desenvolver câncer de mama em comparação com mulheres que nunca fumaram, destacou um artigo publicado na edição on-line do "BMJ" (British Medical Journal).

As mulheres que foram extensivamente expostas ao fumo passivo, tanto na infância quanto na idade adulta, também podem correr mais riscos de desenvolver câncer de mama, acrescentaram.

No entanto, este risco aparente não se aplica a mulheres expostas moderadamente ao fumo passivo.

O estudo foi realizado com quase 80 mil mulheres americanas com idades entre 50 e 79 anos e que foram acompanhadas por 10 anos.

Uma pesquisa separada publicada pelo "British Journal of Cancer" demonstrou que pessoas com estilo de vida mais ativo corriam pelo menos três vezes menos riscos de desenvolver grandes tumores nos intestinos, conhecidos como pólipos, que costumam ser precursores de câncer.

A conclusão se baseia em um apanhado de 20 estudos publicados.

"Há muito sabemos que um estilo de vida ativo pode proteger contra o câncer de intestino, mas este estudo é o primeiro a examinar todas as evidências disponíveis e demonstrar que uma redução dos pólipos intestinais é a explicação mais provável para isto", explicou a principal autora do estudo, Kathleen Wolin, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Saint Louis, no Missouri.

"A prática de exercícios traz muitos benefícios, inclusive o fortalecimento do sistema imunológico, reduzindo a inflamação nos intestinos e ajudando a reduzir os níveis de insulina, todos fatores que nós sabemos serem propensos a influenciar o risco de desenvolvimento de pólipos", acrescentou.

Meia hora de exercícios moderados por dia --qualquer um que provoque perda de fôlego suave-- e a manutenção de um peso razoável são chaves para reduzir os riscos de câncer de intestino, destacou o Cancer Research UK, que publica o jornal.


Fonte: Folha de S. Paulo



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terça-feira, 1 de março de 2011

Beijo: durante a folia de carnaval, fique atento com a sífilis

Além de correr atrás dos trios elétricos e dançar bastante durante os cinco dias de carnaval, tem gente que aproveita a folia pra beijar muito na boca. Só que os foliões devem ficar atentos com as doenças que podem ser adquiridas pelo beijo, entre elas a sífilis. Mais conhecida como uma doença sexualmente transmissível, a sífilis também pode ser passada através da saliva. Isso porque no segundo estágio da doença surgem pequenas feridas na boca.

O assessor técnico do programa nacional de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Valdir Pinto, explica que a transmissão da doença pelo beijo depende da fase da doença. “É preciso saber o seguinte: a ferida não vai estar do lado de fora da boca. É uma ferida pequena, que pode estar na parte interior dos lábios. Então, qualquer um pode pegar sífilis sem nem se dar conta do risco. Mas é importante ressaltar que só passa pelo beijo se a ferida estiver na boca. Caso esteja no pênis ou na vagina não irá passar pelo beijo, mas pode passar pela relação sexual, caso não use o preservativo”.

Segundo Valdir Pinto, por ano surgem quase um milhão de novos casos de sífilis no Brasil. Por isso, a recomendação é sempre usar camisinha nas relações sexuais, inclusive durante o sexo oral e ficar atento se o parceiro tem alguma ferida suspeita na boca.

Por Soraya Lacerda – Ascom/MS e Juliana Costa – Web Rádio Saúde

Fonte: Portal da Saúde


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