quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cirurgia Plástica Hoje

A cirurgia plástica representa, na atualidade, uma importantíssima ferramenta social. Ela proporciona saúde, beleza, elegância, bem estar físico e mental, aumenta auto-estima , melhora o desempenho profissional e devolve forma e função à órgãos e sistemas através da reconstrução.
A busca constante por um corpo belo e harmônico através da cirurgia plástica não é novidade e continua numa crescente exponencial. Com a globalização e exposição cada vez mais frequente da imagem pessoal pelos diversos meios de comunicação, esta procura tem aumentado de maneira compreensível. Os celulares, a internet, o GPS e similares contribuíram bastante para o fato. Estes estão presentes no cotidiano de grande parte da população brasileira e mundial.
Com o aumento da longevidade e das condições sociais da população como um todo, a vida com mais qualidade é algo onipresente. É cada vez mais frequente a procura da cirurgia plástica e dos procedimentos estéticos pela população da terceira idade. O bem estar físico, social e mental constituem pré requisitos para a definição de saúde pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ninguém quer apenas viver mais. Qualidade de vida é algo essencial. Isto não se discute.

Outro motivo que tem levado cada vez mais pacientes a procurarem o consultório do cirurgião plástico é a vida profissional. Com o crescimento econômico, aumento do desenvolvimento industrial, comercial e de serviços do Brasil, o nível de exigência das empresas e dos consumidores tem aumento na mesma proporção. São frequentes gerentes, presidentes de empresa, corretores, advogados, médicos e outros profissionais liberais que realizam cirurgia plástica para melhora da imagem pessoal por motivo profissional.

A reconstrução de membros lesados por traumas ou após ressecção de tumores, o tratamento das queimaduras, a reconstrução mamária pós mastectomia para tratamento do câncer de mama são alguns exemplos da cirurgia plástica reconstrutora e reparadora. Estas foram as precursoras da profissão e são extremamente gratificantes. Devolvem forma, função e qualidade de vida aos pacientes.

Os caminhos que levam à procura da cirurgia plástica são os mais diversos possíveis. Mas é preciso lembrar que este não é um procedimento realizado por qualquer médico. É preciso procurar profissionais sérios com residência e especialização pelo MEC e/ou pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Isto pode ser facilmente verificado nos sites do MEC, SBCP e CRM.

Boa cirurgia!

Fonte: Dr. André Araujo Ferreira Martins. CRM: SP 131482

Cirurgião cadastrado no Help Saúde.


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terça-feira, 27 de setembro de 2011

27 de Setembro - Dia Nacional da Doação de Órgãos

No Dia Nacional da Doação de Órgãos o HelpSaúde traz essa temática para conscientizar sobre a importância dessa decisão e explicar melhor o que se trata.

O que é transplante?

É a transferência de células, tecidos e órgãos vivos com a intenção de restituir uma função perdida. Em geral, essa transferência se dá de um indivíduo para outro. Mas também pode ser autóloga, para o mesmo indivíduo. Exemplo disso é o cultivo de pele para repor uma área queimada extensa.

Grande parte dos transplantes, realizados no Brasil são feitos a partir da doação de órgãos de indivíduos que morreram recentemente. Os transplantes vindos de um doador vivo também são realizados, mas com menor frequência. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que a doação de órgãos cresceu 16,4% este ano e que de janeiro a junho, foram realizados 2.367 transplantes de órgãos de doador falecido.

É importante discutir essa questão com seus familiares, pois segundo as leis brasileiras o transplante de um indivíduo falecido só pode ser realizado mediante autorização da família. Converse com seus familiares e manifeste a sua vontade.

Você pode doar medula óssea, rim, fígado, coração, pulmão e pâncreas, além de intestinos, córneas, pele, ossos, válvulas cardíacas e tendões.


Fonte: Editoria Help Saúde

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ANSIEDADE E TRABALHO

Diante do mercado de trabalho cada vez mais competitivo e em constante transformação, só vence quem se dedica, se qualifica e tem atitude. Há diversas expressões populares para descrever esse esforço. Aqui vai um exemplo: “matar um leão por dia”.

Quais são as conseqüências desse esforço continuado para o sucesso?

Ganhou quem respondeu o sucesso. Mas, isso só responde metade da questão. Qual o preço do sucesso? Quanto estamos dispostos a pagar?

A resposta é cada vez mais pronta e clara: tudo menos minha qualidade de vida!
“Mas, então, tenho que trabalhar menos para não sofrer? Tenho que diminuir minhas ambições?”

Ao fim deste Post, gostaríamos de saber a sua resposta.

O que é ansiedade no trabalho?

Cursa frequentemente com baixa auto-estima quanto a seu desempenho profissional e um sentimento de que não é valorizado no ambiente de trabalho.

Há uma angústia constante que surgiu aos poucos e passou a dominar todo o tempo em que se está no trabalho.

Em boa parte dos casos, a ansiedade não se apresenta no ambiente familiar. Um trabalhador ansioso se queixar de insônia, de irritabilidade, de distração. Também é comum o medo de errar e a perda do prazer em desempenhar a função que lhe compete, mesmo que tenha sido escolhida pela sua própria aptidão e interesse.
Quais os sintomas mais comuns?

Os sintomas comuns são os mesmos da ansiedade generalizada (irritabilidade, palpitações, náuseas, dormências nos braços, aperto no peito, bolo na garganta, insônia, entre outros) e a isto se somam a insegurança no ambiente de trabalho, medo de errar, azia, cólicas dores de cabeça...
Os sintomas físicos, inclusive picos de pressão arterial, costumam levar o trabalhador a buscar ajuda de um profissional de saúde. Por isso, frequentemente são atendidos inicialmente em clínicos gerais, cardiologistas ou gastroenterologistas. Só mais adiante, se identifica a origem dos sintomas na ansiedade relacionada ao ambiente de trabalho.

Quais as conseqüências da ansiedade no trabalho, em especial se não for tratada?

A ansiedade que se inicia no ambiente de trabalho e é negligenciada pode evoluir para diversos outros problemas. No que se refere à relação com o trabalho, ela pode levar a um esgotamento que recebe o nome de Burn out, por exemplo.

Muitas vezes, o indivíduo ansioso pode desenvolver hábitos e vícios perigosos para seguir com a sua rotina, se não identificou ou não busca ajuda para o problema. Assim, é comum o abuso de cigarros e álcool; de anfetaminas e energéticos e também o consumo de benzodiazepínicos sem acompanhamento médico para manejar os sintomas e tentar “seguir adiante”.

Qual a melhor forma de se tratar a ansiedade relacionada ao trabalho?

A ansiedade no trabalho está envolvida com o tipo de função que se exerce, as condições em que a função é desempenhada, a capacitação e aptidão de quem a desempenha. Mas, em especial, ela se relaciona com o modus operandi do trabalhador. Isso significa dizer: com a forma como essa pessoa recebe as demandas, as pressões e exigências do seu trabalho.

Então, óbvio que é salutar que as empresas se preocupem e se ocupem com a qualidade de vida de seus funcionários e desenvolvam políticas e programas de conscientização, profilaxia (medidas preventivas) e manejo de transtornos de ansiedade nos seus funcionários.

Mas, o verdadeiro pulo do gato é ajudar o indivíduo a reavaliar-se e descobrir como se programar para o sucesso sem se desgastar e sem ser tão rigoroso consigo mesmo.

Uma vez diagnosticado o transtorno de ansiedade, seja ele relacionado ou não ao trabalho, este precisa ser tratado de forma multidisciplinar.

Isso significa seguir acompanhamento psiquiátrico com suporte medicamentoso para os sintomas e acompanhamento psicoterápico. Mas, principalmente, significa revisar seu estilo de vida.
Como se pode evitar o estresse no trabalho?

Medidas simples podem melhorar a qualidade de vida e o desempenho dos trabalhadores. Isto implicará certamente em aumento de produtividade, de dedicação e diminui o absenteísmo e as licenças por problemas de saúde, pois cerca de 30% das consultas médicas estão relacionadas com ansiedade e outros problemas psíquicos.

SUGESTÕES:

1.Faça pausas de 05 a 10 mins a cada 3h de trabalho para beber água, relaxar (ver relaxamento no trabalho), respirar suave e lentamente visualizando uma situação ou ambiente agradável;

2.Se estiver autorizado a trabalhar com música ambiente, escolha músicas que sejam mais harmônicas e tranqüilizadoras;

3.Evite fazer refeições muito pesadas no período de trabalho;

4.Não abra mão de atividades de laser nos seus momentos de folga (mudar o canal da TV ou ficar deitado o domingo inteiro não irá renovar suas energias para a próxima semana);

5.Ao menos uma vez por mês, reavalie sua agenda semanal, conferindo se há espaço para atividades física, para “jogar conversa fora” ou simplesmente contemplar a natureza deitado numa rede;

6.Evite ingerir álcool para relaxar antes de dormir, para diminuir a irritação ou para conseguir encarar o trabalho – isso pode levar à dependência química, mas, principalmente, é isoladamente a maior causa de acidentes de trabalho e acidentes de trânsito;

7.Ao menos uma vez ao ano, revise a forma como gerencia seu trabalho e suas funções domésticas ou familiares. Sempre há uma função que pode ser abolida, uma função que pode ser delegada a outra pessoa ou que, ao menos, podemos dividir com outra pessoa.

8.NÃO ESPERE SE APOSENTAR PARA APROVEITAR A VIDA. Construa seu futuro vivendo o seu presente.

Gostaria de saber mais? Escreva aqui suas dúvidas e curiosidades

Fonte: Cristiana Bardy Guida Reis. CRM: RJ 670626

Psiquiatra cadastrada no Help Saúde.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fobias

O que é fobia?

“ Fobia é um medo irracional, diante de uma situação ou objeto que não apresenta perigo à pessoa. Esta passa a evitar situações em que possa se defrontar com a esta situação ou objeto...” Prof. Dr. Mario Rodrigues Louzã NETO.

Assim, são popularmente chamadas de pavor ou pânico e daí a grande confusão entre fobia e pânico.

Esses medos intensos atingem quase 10% da humanidade. São pessoas que geralmente preferem restringir suas oportunidades na vida a se tratar, temendo ter que enfrentar os animais, objetos ou situações que causam as fobias.




Quais são os tipos de fobia?


Podem ser divididas em 3 tipos:

1.Agorafobia – trata-se de uma sensação profunda e urgente de desamparo, em especial em locais cheios de gente; locais aonde seja difícil uma “rota de fuga” numa situação de emergência. É comum estar presente nos pacientes que sofrem de síndrome do Pânico.

2.Fobia Social – medo intenso da exposição, de falar em público, às vezes mesmo de assinar um cheque na presença de alguém desconhecido. Pode ser confundida com timidez, com insegurança, mas cursa com sintomas físicos acentuados como palpitações, suor frio e até desmaios diante do desafio de ser avaliado por outras pessoas, por uma coletividade. Pode também apresentar esquecimento súbito e transitório, gagueira e náuseas.

3.Fobias específicas – São os medos intensos, desmedidos e resistentes a objetos, animais ou circunstâncias específicas. Cursam com atitudes de evitação e sintomas intensos de ansiedade no momento de confrontação com a origem da fobia. São exemplos: Claustrofobia (medo de estar em lugares fechados, aracnofobia (de aranhas), Acrofobia (medo de altura).

Existe tratamento?

Sim!

Trata-se as fobias associando acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia (mais eficiente, segundo as pesquisas é a Terapia Cognitivo Comportamental). Seguindo a terapêutica dos transtornos ansiosos. No entanto, as fobias podem ser bastante resistentes ao tratamento, em especial, pela própria característica evitativa do paciente.

Gostaria de saber mais? Quer falar da sua fobia? Dos sintomas de alguém conhecido?

Escreva aqui suas dúvidas e curiosidades

Fonte: Cristiana Bardy Guida Reis. CRM: RJ 670626

Psiquiatra cadastrada no Help Saúde.

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A musculação para praticantes de outros esportes

É comum aqui na academia encontrarmos alunos praticantes de esportes individuais e coletivos, alguns jogam futebol, outros correm, outros jogam tênis e até golfe.

Em todos esses esportes, algumas capacidades físicas são fundamentais, como força rápida, potência e resistência. O grande segredo para que se consiga um bom rendimento nessas atividades é o treinamento resistido (musculação), geralmente aplicado para as prioridades do praticante: Por exemplo, para praticantes de futebol, ênfase em membros inferiores, preparando o músculo para que resista à carga exigida durante o esporte.

A musculação funciona como base para praticamente todos os esportes e é importante realçar que sem ela, não se tem resistência e força muscular, aumentando assim o risco de lesões e contusões, por isso, se você pratica algo não espere isso acontecer, treine suas fibras musculares e articulações, se alimente corretamente, faça aquecimento/alongamento antes e vá despreocupado para seu esporte favorito. Bom desempenho garantido!

Fonte: Wilton Xavier. CONFEF: SP 066231G

Profissional de Educação Física (Personal Trainer) cadastrado no HelpSaúde.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O que é ansiedade?

Hoje começa a semana da Ansiedade, uma doença muito comum hoje em dia em que as pessoas estão cada vez mais estressadas e querem fazer tudo ao mesmo tempo. A ansiedade está se tornando o mal do século.

Dito de forma simples é tentar resolver hoje problemas que talvez surjam em uma semana ou mais. Explicando de forma mais elaborada é um estado de angústia que se estabelece quando se mantém em alerta por tempo prolongado.

A ansiedade, em todas as suas variações, é o transtorno mais comum em psiquiatria, assim como dos de melhor prognóstico quando corretamente abordados para tratamento

Quais são os tipos de transtornos de ansiedade?

Existem tipos diferentes de ansiedade. Eles se diferenciam pelos sintomas e pelas origens.

São eles são:

·Transtorno de ansiedade generalizada;

·Transtorno do pânico;

·Transtornos fóbicos;

·Transtornos induzidos por drogas ou por medicamentos;

·Transtorno obsessivo-compulsivo.

Quais são os principais sintomas?

Em geral, os transtornos ansiosos associam sintomas psíquicos e físicos. São sintomas físicos comuns taquicardia, aperto no peito, tremores, formigamentos, tonturas, entre outros. São sintomas psíquicos comuns a insônia, pesadelos vívidos, irritabilidade, distração ou queixa de pouca memória, impaciência, frustração, medo, insegurança, entre outros.

O que fazer quando se desconfiar de problemas de ansiedade?

Todos estes transtornos têm tratamento específico. A melhor forma de abordá-los é passar por uma avaliação psiquiátrica. A abordagem mais eficiente costuma ser associar psicoterapia com o uso sintomático de psicofármacos.


Fonte: Editoria Help Saúde

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O que é a Tireóide

A Tireóide é uma glândula endócrina. Isso significa que é um órgão que produz hormônios para serem usados dentro do corpo. (Existem glândulas que funcionam para fora do corpo, como as sudoríparas, que produzem o suor e as salivares, que produzem a saliva.)

Ela tem aspecto de uma borboleta ou um escudo (origem do nome) e fica na parte anterior do pescoço, já quase no tórax, pouco acima de onde usamos colar. É uma glândula que além de produzir, armazena seus hormônios. Estes são de dois tipos, T3 e T4, que modulam o funcionamento do corpo, e a calcitonina, que regula a formação dos ossos.

Como funciona? Qual a sua importância?

Os hormônios da tireóide, que atuam modulando o metabolismo, circulam na corrente sanguínea afetando todo o corpo. Através deles a glândula funciona como um pedal acelerador de um carro: quanto mais hormônio circula (em estado anormal =hipertireoidismo), maior a velocidade de funcionamento do corpo, maior o gasto de energia. O inverso também é verdadeiro e na redução do hormônio circulante (em estado anormal =hipotireoidismo), o corpo funciona mais devagar e com menos energia.

O que acontece quando a tireóide funciona mal?

Cerca de 5% da população mundial apresenta alguma alteração no funcionamento da tireóide. Costuma ser mais freqüente em mulheres com mais de 40 anos.

Os problemas no funcionamento dessa glândula podem surgir:

1. Ao nascimento, pela falta da glândula – podendo levar a um retardo do desenvolvimento com retardo mental severo e nanismo. Isto pode ser evitado se a deficiência for detectada com o teste do pezinho, iniciando-se prontamente a reposição do hormônio;

2. Em áreas pobres em iodo, também chamadas áreas endêmicas, pois apresentam recorrência do problema pela falta de iodo no ambiente, importante elemento para a produção do hormônio. Na tentativa de manter seu funcionamento normal, a glândula cresce mais que o normal. Surge o bócio, um inchaço no pescoço decorrente deste crescimento anormal;

3. Inflamações auto-imunes, onde o próprio corpo se defende da glândula como se esta fosse um corpo-estranho ao organismo. As mais conhecidas são a DOENÇA DE GRAVES e a TIREOIDITE DE HASHIMOTO;

4. Nódulos ou tumores podem surgir por diversas razões como exposição à radiação ou toxinas, mas sem causa comprovada também. São mais freqüentes em mulheres a partir dos 35 a 40 anos. Mesmo quando não se trata de câncer, estes nódulos podem comprometer o funcionamento da glândula e desestabilizar todo o funcionamento do organismo.

Quais são os sintomas quando a tireóide está com problemas?

Quando os hormônios T3 e T4 diminuem na circulação levam o indivíduo a ficar “desacelerado”.

Então, os sintomas que podem ser encontrados são: Cansaço, fraqueza, cãibras, maior sensibilidade ao frio, lentidão, pele seca, dor de cabeça, sangramento menstrual excessivo, unhas fracas, cabelos finos e ralos.

Não havendo tratamento adequado podem evoluir para:

Fala mais arrastada, ausência de suor, ganho de peso, constipação intestinal, inchaço, rouquidão, redução da sensibilidade a odores e ao tato, queimação gástrica, dores musculares, falta de ar, angina, perda de audição, depressão e problemas de memória (pseudo demência).

As alterações que decorrem do aumento dos hormônios tireoidianos circulantes levam a sintomas opostos aos descritos acima. Assim:

Irritação e ansiedade, suor excessivo, taquicardia, emagrecimento, pele quente, tremores e insônia.

O que fazer quando surgirem estes sintomas?

Muitos destes sintomas surgem em diversos problemas diferentes. Identificar estas síndromes, o hipotireoidismo ou hipertireoidismo é responsabilidade dos médicos. Existem exames a serem feitos, além da entrevista médica e o exame físico, que são dosagens sanguíneas dos hormônios, exames de imagem e até punções da glândula, quando houver suspeita de crescimento anormal (tumores ou nódulos).

Então, o ideal é que se procure um médico generalista para revisões anuais e, havendo alterações nos exames, este poderá encaminhar o paciente ao tratamento adequado.

Fonte: Editoria Help Saúde

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Família: Resolvendo os problemas juntos

A terapia familiar, baseia-se na crença de que os problemas frequentemente resultam daquilo que está ocorrendo nos relacionamentos. Os problemas familiares não são responsabilidade de apenas uma pessoa. As vezes, o que parece ser um problema individual, pode ser o sinal de que toda a família está com dificuldades.

O envolvimento da família no processo terapêutico, pode ser útil em diferentes situações quando:

■ Um membro da família apresenta dificuldades no relacionamento familiar;

■ Uma criança ou adolescente apresenta problemas de ordem comportamental ou emocional;


■ Os pais precisam de orientações no manejo com seus filhos;

■ A família está desorganizada e seus membros afetados;

■ Não existe regras e limites no contexto familiar:

■ Existe dificuldades na comunicação, afastamento entre os membros e ausência de afeto;

■ Separação do casal;

■ Luto;

■ Dependência química;

■ Doença grave;

■ Segredo familiar;

■ Mudanças;

■ Desentendimentos, agressões e mágoas.

Em alguns casos a necessidade de tratamento famíliar parece óbvia ou seja, quando todos na família estão sofrendo ou quando toda a família está diretamente envolvida no problema. Entretanto, é mais comum que os sintomas e problemas sejam concentrados em apenas uma pessoa. Quando este é o caso, a família geralmente fica prerplexa quando é chamada , sendo comum a resistência ou recusa para participar das sessões. A necessidade do envolvimento da família no processo terapêutico, não significa que a mesma deverá participar de todas as sessões semanais. Na medida em que o tratamento progride, as pessoas podem ser atendidas em diferentes formatos. Os pais podem ser atendidos sem os filhos, os irmãos podem ser atendidos juntos, ou um dos filhos pode ser atendido com apenas um dos pais, entre outras combinações. Durante o período em que a família está envolvida no processo terapêutico, os membros aprendem a :

■Se sentir mais bem sucedidos como grupo e melhor em relação a si mesmos como indivíduos;

■Se comunicar mais efetivamente dentro e fora do sistema famíliar;

■Ser capazes de se apoiar mutuamente quando precisarem;

■Aprendem a manejar o estresse e sentimentos aversivos construtivamente;

O trabalho com a família é bem sucedido e se encaminha para o término quando:

■Os problemas ou sintomas que levaram ao tratamento desaparecem ou são amenizados;

■Os membros da família adquirem confiança na sua capacidade de utilizar os próprios recursos para enfrentamento de situações e resolução de problemas;

■Os membros da família se sentem mais à vontade uns com os outros;

■A família consegue se comunicar de forma positiva e efetiva, sem ajuda terapêutica;

■Os membros da família compreendem seus padrões de comportamento em relação aos outros. Isso inclui saber como os pensamentos e sentimentos são expressos e evitados, como os comportamentos desejados são obtidos e como os não desejados são mantidos e reforçados.

■Os membros da família percebem quais comportamentos são úteis e quais impedem que eles se entendam e tenham prazer com a conviência familiar.

■Os membros da família percebem suas forças e recursos, tornando-se mais capazes de desenvolver novas estratégias para resolução das diferenças.

■Terapeuta e a família concordam com o término do processo


Fonte: Vanessa Ebeling. CRP:RS 0319327

Psicóloga cadastrada no HelpSaúde.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Como o bafômetro pode revolucionar a medicina diagnóstica?

Todos já ouvimos falar sobre o “bafômetro”, um instrumento usado pela polícia para determinar a quantidade de álcool presente no sangue das pessoas. Mas algumas pesquisas vêm mostrando novas aplicações para essa ferramenta digital.
Os primeiros instrumentos para medir o nível de álcool no sangue foram criados na década de 40 e em 1954, o Dr. Robert Borkenstein da Polícia de Indiana (EUA) inventou o “bafômetro”.

A partir daí pesquisadores vem estudando ainda mais a ciência por trás deles para fazer com um simples bafômetro se torne uma ferramenta mais útil para as pessoas – ele pode indicar a presença de doenças de acordo com o professor Perena Gouma, diretor da Universidade Stony Brook (Centro de Nano materiais e desenvolvimento de sensores). Gouma e outras equipes de pesquisadores ao redor do mundo estão fazendo grandes avanços na análise de hálitos e tem grandes expectativas em aplicar essa tecnologia, de maneira que você possa “monitorar seu hálito em função de doenças ou disfunção metabólica”.

“Eu acho que a análise de hálitos é a nova fronteira e o futuro da medicina diagnóstica”, afirma Dr. Raed Dweik, professor de medicina e diretor do programa de análise de hálito na Clínica de Cleveland (EUA). Gouma concorda, citando-a como uma tecnologia “disruptiva” que poderia mudar a maneira das pessoas pensarem sobre os diagnósticos.

Nós respiramos gás oxigênio e expiramos gás carbônico – mas existem muito mais detalhes em nossa respiração do que isso. A ciência avançou e Dweik diz que podemos detectar subprodutos e outras coisas da respiração das pessoas – no nosso próprio metabolismo, metabolismo de doenças que nós temos e gases que entram em nós. “Existe uma rica matriz de componentes que podem nos dizer muito sobre nossa saúde e sobre as nossas doenças”, ele afirma.

Os bafômetros são capazes de medir esses gases e seus componentes em concentrações muito baixas. Como o sangue que circula através dos nossos pulmões e o ar que expiramos vem do nossos pulmões, apenas um suspiro pode conter muitas informações sobre o que está acontecendo no nosso sangue e no nosso corpo, ajudando o diagnostico e o monitoramento de certas condições pelos médicos.

Testes médicos

O time de nano sensores do Dr. Gouma utilizam uma tecnologia de resistência semi condutora – eles fazem disso uma ferramenta cientifica além de econômica (grosseiramente de U$20 por bafômetro) que permite que sejam testado substâncias particulares. “Nós temos mais de 300 diferentes tipos de gases na nossa respiração e sabemos que alguns deles podem indicar uma doença” diz Gouma. Por exemplo, acetona indica os níveis de açúcar no sangue, então dessa maneira você pode monitor a diabetes com apenas uma expiração e não precisar tirar sangue e da mesma maneira saber se você precisa ou não tomar a sua medicação. A possibilidade de apenas expirar ao invés de ter que se “picar” para tirar amostras de sangue todos os dias pode levar a melhora do monitoramento de açúcar no sangue e outros fatores da melhora da qualidade de vida do diabético.

Existem duas vantagens da análise da respiração: não é invasiva e não é intrusiva. A testagem de sangue e urina às vezes podem ser intrusivas, porém um teste de hálito pode ser conduzidos em quase todos os lugares e em qualquer hora. Ele também pode ser realizado várias vezes sem o risco de efeitos colaterais, diferente de exames de Raio-X, que podem prejudicar o paciente devido a exposição a radiação.
A chave para a identificação de doenças é desenvolver um sensor para certo tipo de gás que está apenas presente na expiração na pessoa que contaminada por uma devida doença. Quando os pesquisadores conseguirem detectar mais gases e determinar que certos tipos deles é exclusivo de uma doença, a análise da respiração terá ainda mais explicações nas outras doenças.

Impressão de Respiração

Além de testar a presença e os níveis de certos gases, existe também a análise de “impressão de respiração” – que é a análise de milhares de gases de perto e comprando qual “impressão” é diferente da outra. Esse exame pode ser útil em comparar a respiração de uma pessoa gripada e de outra que não está gripada, da mesma maneira para doenças de fígado ou rim e eventualmente muitas outras doenças.

A pesquisa do Dweik mostrou que a “marca de respiração” pode ser diferente em pacientes com câncer de pulmão. Dweik usa um “nariz eletrônico” com 32 sensores – cada sensor reage de uma maneira diferente para os diferentes componentes no seu hálito. “Quando você respira sobre esses sensores, eles sofrem alterações e criam uma “marca de cheiro” que é bastante diferente nas pessoas que tem o câncer do que as pessoas que não tem.” A medicina não é perfeita e a desvantagem desse nariz eletrônico é que a equipe de Dweik ainda não sabe qual componente da respiração dá essa “marca de cheiro” – eles podem afirmar se é câncer de pulmão ou não, mas não sabem indicar o porque e qual dos gases confirma o diagnóstico de câncer. Dweik admite que a “marca de cheiro” comprova o valor do conceito, porém ela não pode avaliar a biologia desse câncer. É um campo promissor e as “marcas de cheiro” e os bafômetros precisarão ser usados simbioticamente para ajudar os médicos a desenvolver uma tecnologia ainda mais avançada. As “marcas de respiração” deveriam ajudar os médicos a descobrir quais gases e componentes são os indicadores de doenças.

Por enquanto, a marca de cheiro do câncer de pulmão é um grande passo. O câncer de pulmão é mais comumente descoberto muito tarde – o paciente ter intensas tosses com sangue e aí fazer uma biópsia, mas nesse ponto a doença já está muito avançada. Diferente do câncer de mama, que pode ser descoberto e tratado cedo com as mamografias anuais, não há teste de triagem para o câncer de pulmão. Por isso a análise de hálito pode ser um exame que vai salvar muitas vidas.

Implicações no Futuro

“Isso vai mudar para sempre como o sistema de diagnóstico funciona”, diz Gouma. Um bafômetro portátil pode capacitar os indivíduos a cuidarem de sua própria saúde. “E isso significa a melhoria na saúde de funcionários e na sua qualidade de vida...Eu acho que esse instrumento causará um grande impacto na vida das pessoas muito em breve.”
Dweik afirma que o diagnóstico e monitoramento de diabetes, câncer de pulmão e as doenças de rim e fígado são o “carro-chefe” desse produto e os pesquisadores estão procurando sensores mais sensíveis para aprimorar ainda mais a análise da respiração, incluindo doenças como: asma, insuficiência cardíaca e hipertensão. “Quase todas as doenças podem ser detectadas em 40 anos” afirma Dweik. “Esse é realmente um novo campo que tem um amplo potencial para revolucionar a maneira que nós médicos fazemos os teste e o monitoramento de doenças” E essa revolução terá um grande potencial para a saúde global.


Fonte: Mashable

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

O que é Burnout?

O Burnout é um transtorno psíquico mesclado pelo esgotamento e desilusão. Pode ser desencadeado por uma exposição contínua a situações estressantes no trabalho. Um dos sintomas marcantes é o desânimo profundo que atinge pessoas que são exageradamente dedicadas ao trabalho, mas concluem que nada daquilo pelo que se dedicaram valeu a pena como desejavam.

"Tem a ver com o valor depositado no trabalho", "Quem apresenta cansaço emocional, não se envolve mais com o que faz e reduz as ambições podendo estar sofrendo do transtorno." Estas são algumas citações ditas pelos estudiosos do tema.

O diagnóstico não é fácil: a apatia gerada pelo "burn out" pode sugerir depressão ou síndrome do pânico.

Este quadro psíquico está incluído no rol dos transtornos mentais relacionados ao trabalho. Foi a terceira maior causa de afastamento de profissionais em 2009, segundo dados da Previdência Social.

Este problema de saúde está inclui algumas profissões como grupo de risco. Exemplos: médicos, professores e policiais.

Isto não significa que outros profissionais não possam ser atingidos.

A Psiquiatria Forense procura esclarecer se há relação de fato entre o adoecimento mental aqui citado e o trabalho, porque algumas situações o portador tem de fato depressão ou transtorno de pânico já citado e que manifestam no indivíduo independente do trabalho.

A Sanidade Mental comprometida ou não associada ao trabalho executado por um indivíduo é um dos focos de trabalho da Psiquiatria Forense tanto para o interesse de empregados como de empregadores, líderes sindicais e principalmente Advogados. Vida Mental Serviços Médicos presta este serviço para interessados nestes esclarecimentos.

Fonte: Hewdy Lobo Ribeiro. CRM: SP 114681

Psiquiatra cadastrado no Help Saúde.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Por que é tão difícil emagrecer e permanecer magro?

Talvez porque você, assim como a maioria das pessoas, pense que para isso basta escolher uma dieta e começar. No principio você está motivado e consegue seguir a dieta e mudar um pouco os seus hábitos alimentares, só que o que parece fácil no início dentro de algumas semanas se torna uma tortura e você desanima. No começo você acha que comer menos, resistir ao chocolate ou ao choppinho vai ser fácil, pois a vontade de emagrecer é maior, mas com o tempo começa a ficar difícil deixar de comer os seus alimentos preferidos, abrir mão de uma rodada de chopp com os amigos fica quase impossível e manter a dieta fica cada vez mais difícil…

É aí que eles aparecem! Quem?

Os pensamentos sabotadores!!! “Vou comer só um pouquinho e depois volto pra dieta” ou “só um copinho de chopp, afinal fiz a dieta a semana toda”… e quando você se dá conta já ganhou de volta o peso que havia perdido no início e aí vem a frustração, a decepção consigo mesmo, a raiva e o desânimo.

Como modificar essa situação? O que é possível fazer?

Um novo campo para a Terapia Cognitiva

Estudos recentes têm comprovado que a maioria das pessoas que emagrece a base de dieta começa a recuperar o peso perdido dentro de um ano. Além da questão estética, fundamental para muitas pessoas, o sobrepeso e a obesidade são responsáveis por um aumento no risco de doenças cardiovasculares, diabetes, síndrome metabólica e até câncer ginecológico.

Os tratamentos médicos para perda de peso apresentam enormes desvantagens se considerarmos que os medicamentos podem ter eficacia a curto prazo mas geram efeitos colaterais indesejáveis e quem já fez uso deles sabe que os efeitos são efêmeros pois a tendencia é a recuperação do peso após a interrupção da medicação. A cirurgia bariátrica só é indicada em casos de obesidade mórbida (IMC acima de 40) e como qualquer outro procedimento cirúrgico oferece sérios riscos.

Então, qual o caminho? Que alternativas se apresentam?

Observando-se que essa tendencia ao sobrepeso e a obesidade vem se agravando nos últimos anos em decorrência dos hábitos alimentares do “fast food”, estudos e pesquisas começaram a ser desenvolvidos na busca de alternativas para essa questão. Entre os estudos recentes se destaca o da pesquisadora Judith Beck – Professora de Psicologia Clínica da Universidade de Psiquiatria da Pensilvania, nos Estados Unidos e membro do Instituto Aaron Beck de Terapia Cognitiva e Pesquisa – que desenvolveu um programa auxiliar para emagrecimento baseado em técnicas da Terapia Cognitiva, para ajudar as pessoas a aprender a pensar de uma forma diferente, para que possam modificar seu comportamento alimentar, não apenas por um curto período de tempo, mas para o resto de suas vidas.

Pesquisas da Terapia Cognitiva já haviam demonstrado que as pessoas podem aprender a modificar seu comportamento e manter essas mudanças, desde que mudem também seus pensamentos, senão, mais cedo ou mais tarde voltarão ao seu padrão de comportamento antigo. Isso é exatamente o que acontece com as dietas. Se você não mudar seus pensamentos você não conseguirá manter seus novos hábitos alimentares.

A Dra. Judith Beck desenvolveu o programa com esse foco: mudar o comportamento e o pensamento.

Quem faz dieta sabe exatamente o que precisa fazer: comer de forma nutritiva, emagrecer devagar, dar prioridade a dieta, resistir as situações sabotadoras, fazer exercícios, não comer emocionalmente e manter a motivação. A questão é justamente COMO FAZER ISSO, como se envolver de forma consistente para cumprir essas tarefas.

O que é a Terapia Cognitiva e como ela pode ajudar?

A Terapia Cognitiva foi desenvolvida no final dos anos 50 e início dos anos 60 por Aaron Beck – Professor Emérito da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvania e Presidente do Instituto Beck para Pesquisa – ( pai da Dra Judith Beck) para o tratamento da Depressão. Ele percebeu que os pacientes melhoravam e os sintomas regrediam mais rapidamente quando eles conseguiam alcançar metas, solucionar problemas e modificar seus pensamentos depressivos.
Nos anos seguintes essa terapia foi adaptada por ele e por outros pesquisadores do mundo inteiro para ser utilizada no tratamento de varias outras dificuldades e transtornos psicológicos, sendo hoje considerada a mais indicada nos tratamentos de vários transtornos, principalmente os ansiosos, como fobias, pánico, transtorno obsessivo compulsivo, transtornos alimentares, entre outros.
Os resultados obtidos, já testados em pesquisas, revelam que as pessoas aprendem como mudar seus pensamentos imprecisos e disfuncionais para se sentir melhor emocionalmente e para adotar comportamentos mais produtivos na conquista de suas metas.
Embora a técnica seja específica para cada problema ou patologia o foco é ensinar as pessoas a mudarem seus pensamentos e suas crenças autoderrotistas e disfuncionais. Por exemplo: pacientes deprimidos têm pensamentos negativos sobre si mesmos, sobre seu mundo e seu futuro e isso os torna infelizes e interfere no seu desempenho do dia a dia. Pacientes ansiosos superestimam o perigo em situações que realisticamente não apresentam perigo e por isso se sentem ansiosos e irritáveis a maior parte do tempo.

A Dra. Beck utilizou a técnica dirigida para a questão alimentar, identificando as principais distorções cognitivas (pensamentos errôneos) que impedem as pessoas que fazem dieta de manter o peso desejado, assim como os pensamentos sabotadores do tipo racionalização ( “não há mal em comer isso porque…”), pensamentos ilusórios (“ já que exagerei um pouco vou comer tudo que quiser o resto do dia”), regras arbitrárias (“não posso desperdiçar comida), leitura da mente (“minha amiga pensará que sou mal educada se não comer o bolo que ela fez”), exagero (“não suporto sentir fome”).

O objetivo do programa da Dra. Beck consiste em ensinar a corrigir essas distorções e resolver problemas relacionados com a dieta, além de motivar as pessoas para adotar comportamentos alimentares saudáveis e funcionais que possam ser mantidos ao longo da vida, impedindo o já conhecido e indesejado “efeito sanfona”.

Fonte: Nanci Rodrigues Pacheco. CRP:RJ0900

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Acompanhamento Terapêutico : vinculação e relacionamento pelo uso do espaço social

Acompanhamento Terapêutico ( A.T.) é uma nova opção de tratamento a clientes que se encontram em um momento de intenso sofrimento psíquico. O Acompanhamento Terapêutico é um trabalho diferenciado em que o terapeuta (geralmente psicólogo clínico) acompanha o paciente nas mais diversas tarefas e atividades diárias, possibilitando-lhe lidar com as questões conflitantes, emergentes destas atividades.
Como o nome mesmo refere, o terapeuta acompanha seu cliente. Esse acompanhamento é tanto em seu ambiente familiar, de trabalho como em atividades ao ar livre, como passeios, atividades esportivas, culturais e outras.
O A.T. participa da reconstrução simbólica do sujeito após o desencadeamento da crise ou de um momento de intensa necessidade, por envolver certo sofrimento psíquico que paralisa ou prejudica a pessoa em suas atividades diárias. Estando inserido em uma equipe de trabalho multiprofissional (psiquiatra, psicanalista, terapeuta familiar, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, entre outros), participa da construção de projetos terapêuticos singulares para cada cliente.
Geralmente o acompanhamento terapêutico é indicado pelo médico, profissional da saúde que esta acompanhando o caso, ou pelo próprio psicólogo que na entrevista inicial com o cliente avalia qual a melhor abordagem terapêutica para o caso. Sendo verificada a necessidade de acompanhamento terapêutico, o profissional elabora, juntamente com o cliente, um projeto terapêutico. Neste projeto serão apontadas e planejadas as questões a serem trabalhadas e as metas a serem alcançadas. Tal projeto será constantemente revisto e discutido com o cliente.
O A.T. demonstra ser um recurso de reinclusão social cada vez mais utilizado no campo da saúde mental. Como clínica de articulação, visa o alívio do sofrimento por meio do contorno dado em atividades sociais, culturais assim como a interrelação e a reinserção na realidade sociocultural do cliente. Seu campo de trabalho é o próprio espaço público, fora das instituições convencionais de tratamento ou consultórios.
Tal modalidade tem seu surgimento em aproximadamente 1971 a partir de sua implantação na Argentina - surgiu como alternativa de tratamento para pacientes crônicos que não respondiam ao tratamento convencional (baseado na internação com tempo indeterminado e grupos terapêuticos).
Juntamente com a Reforma Psiquiátrica e a assim chamada Luta Antimanicomial o A.T. apresentou-se como uma possibilidade de efetivar algumas proposições destas últimas. Remetendo à afirmação de Ghertman (1997, p.233), “dentro da cena da saúde mental moderna o AT já aparece como peça fundamental na ajuda à desinstitucionalização de pacientes crônicos”.
A desinstitucionalização é algo fundamental para o tratamento contemporâneo, pois nesta busca-se estimular a autonomia e desenvolvimento do paciente, que é ativo em seu processo terapêutico, e não sua acomodação e dependência frente ao tratamento.
Tendo também em vista a LEI Nº 10.216, de 6 de abril de 2001, sobre as reformulações na política da Saúde Mental, assinada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso no Art. 4º, parágrafo um temos “ O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio.”

Assim como o Art. 5º : “ O paciente há longo tempo hospitalizado ou para o qual se caracterize situação de grave dependência institucional, decorrente de seu quadro clínico ou de ausência de suporte social, será objeto de política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial assistida...”

Esta lei toca no trabalho de A.T. quando frisa a importância de se trabalhar a reabilitação psicossocial de pacientes institucionalizados em clinicas e hospitais psiquiátricos. A reinclusão social é o que objetiva o trabalho deste singular promotor da saúde mental.

Não que o trabalho deste profissional esteja vinculado exclusivamente à casos psiquiátricos – mas foi neste meio que teve sua origem. Hoje o A.T. desenvolve projetos com os mais diversos quadros clínicos, citando alguns: quadros depressivos, quadros fóbicos, depentes químicos, distúrbios alimentares, entre muitos outros.

As nomenclaturas que antecederam o A.T. foram muitas: “auxiliar psiquiátrico, atendente grude, amigo qualificado” e outras. A mudança na nomenclatura demostra a transformação da postura e atuação deste profissional. Deixou de ser mero acompanhante ou babá, para tornar-se um profissional que dará contornos e continência frente ao sofrimento psíquico de seu cliente por meio de intervenções, falas e gestos no espaço aberto da cidade.

Esta modalidade de tratamento encontra-se hoje principalmente em instituições de saúde mental e consultórios psicológicos, nos quais tal trabalho destaca-se pelas contribuições feitas tanto nas discussões clinicas de caso, como no próprio projeto de reabilitação social do atendido.
Ainda é difícil encontrar A.T.s que desenvolvam tal trabalho independentemente de uma equipe clinica, até porque sua inserção em uma equipe multiprofissional é fundamental, não só para o profissional, mas principalmente para o cliente. Como nos expõe Hermann (2001, pag.24) “É de fundamental importância que o trabalho em equipe se estabeleça e que, a heterogeneidade e cooperação dos profissionais envolvidos no caso sejam mantidas, para que o paciente perceba a existência de uma rede de profissionais articulados e com boa capacidade de contenção diante dos fenômenos psicóticos.”
Coloca-se agora uma pergunta freqüente: o A.T. é uma espécie de babá?
Definitivamente não. Dependendo do caso acompanhado pode-se até ter esta idéia, quando se olha este trabalho com olhos leigos e não se sabe o que está envolvido no acompanhamento. No caso de uma estrutura psicótica, o A.T. fará sim um trabalho de tradução da realidade, o que muitas vezes pode lembrar o cuidadoso trabalho de uma babá. Mas a escuta e o cuidado nos manejos são totalmente diversos. O objetivo é tornar o cliente ativo frente suas dificuldades e sofrimento para superá-los. O trabalho do A.T. leva em conta não permitir que o cliente fique dependente das soluções e formulações criadas pelo terapeuta, mas que desenvolva suas próprias. É preciso provocar o movimento de busca no cliente. Leva-lo às suas formulações, reflexões e invenções criativas em seu meio. Também saber pontuá-las, valorizando-as assim quando ocorrem, por isso a importância da escuta de um profissional clinico. É importante a atenção do acompanhante para não transformar-se em modelo. Ele possivelmente será eleito pelo cliente como tal, mas não pode se basear só nisto para atuar clinicamente.

O projeto terapêutico antes elaborado com o terapeuta será depois transformado em descobertas pessoais e linha guia para a vida do sujeito, desta maneira reforça-se a afirmação clinica feita por Jacques Lacan: “ O diagnóstico no início, é do analista, ao final, é do analisando”.

Agora remetendo à outra questão freqüente: O A.T. ocorre apenas com pacientes psicóticos, psiquiátricos? Ele é possível com paciente neuróticos ?

O A.T. não se restringe apenas a pacientes psicóticos. A diferença está principalmente no Projeto Terapêutico. Com um paciente psicótico o trabalho é a longo prazo e é na maioria das vezes uma construção visando a reabilitação e reinclusão psicossocial – o trabalho em equipe multiprofissional é importante. No caso de pacientes neuróticos o trabalho é geralmente a curto prazo e a questão abordada é mais focal. Claro, é importante fazer a ressalva de que isto varia de caso para caso. Na maioria das vezes o A.T. trabalhará fobias sociais, toxicomanias, distúrbios e transtornos em geral que impliquem um trabalho mais voltado às atividades diárias, de reinserção e reinclusão socio-cultural, para o restabelecimento e tratamento pleno do paciente.

Ainda haveria muito a se abordar sobre esta nova modalidade de tratamento, mas o presente trabalho não pretende estender-se muito, mas apenas servir de breve introdução.

Encerra-se esta exposição citando um trecho do livro Dom Quixote, de Miguel de Cervantes :
“A liberdade, Sancho, é um dos mais preciosos dons que aos homens deram os céus. A ela, não se podem igualar os tesouros que encerra a terra e o mar encobre; pela liberdade, assim como pela honra, pode-se e deve-se aventurar a vida. E, pelo contrario, o cativeiro é o maior mal que pode advir aos homens (..) Não existe na terra, conforme o meu parecer, contentamento que se iguale a alcançar a liberdade perdida."


Fonte: René Schubert. CRP:SP65624

Psicólogo cadastrada no Help Saúde.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

01 de setembro - Dia do Profissional de Educação Física

No dia do profissional de Educação física o Help Saúde faz uma homenagem reafirmando a importância desses profissionais na nossa saúde.

Todos sabem a importância dos exercícios físicos e da boa alimentação em nossas vidas, porém poucas pessoas realmente aplicam esses conhecimentos no seu cotidiano.

Para se obter uma vida saudável é preciso unir esses dois hábitos e dessa maneira a sua qualidade de vida vai aumentar cada vez mais garantindo seu bem-estar e claro sua felicidade.

Veja esse artigo sobre atividade física e qualidade de vida.

Não se esqueça que a prática de qualquer exercício físico deve ser recomendada e acompanhada por um profissional e que ao praticá-la vai produzir endorfina, mais conhecido como hormônio da felicidade.

O Help Saúde parabeniza todos os educatores físicos cadastrados no nosso site e lembre-se que quanto mais o seu perfil for preenchido mais fácil você será encontrado. Atualize o seu perfil e conquiste mais pacientes!

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Fonte: Editoria Help Saúde