sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ceia de Natal com Saúde? Sim!

Ceia de Natal = comilança, mas ela pode ser saudável, sabiam? O segredo está numa seleção inteligente dos pratos típicos. Mas o que não pode faltar na mesa? Peru, tender, chester, pernil, bacalhau, farofa, arroz, castanhas, amêndoas, frutas secas, panetone, rabanada, vinho, cerveja, espumante?

Como sempre a moderação é sempre bem-vinda, mas vamos às escolhas mais inteligentes: Entre as proteínas tradicionalmente consumidas no Natal, o melhor é ficar no peixe (seja ele bacalhau ou não) ou peru. Essas duas carnes são bem mais magras que o tender ou pernil e até mesmo que o chester.


As castanhas, amêndoas, avelãs, nozes são belisquetes obrigatórios e ontioxidantes poderosos, contendo o que os médicos chamam de 'gordura boa'. No entanto, quem não quiser engordar, deve consumí-las com moderação, pois são bastante calóricas.


Quanto aos carboidratos, farofa, arroz, batatas, o ideal é escolher apenas um. Componha seu prato com uma proteína magra, um tipo de carboidrato e uma saladinha.


Já os doces, aí é que complica. O ideal é evitar rabanadas, panetones, frutas secas, mas é difícil não? Aqui entra a moderação...


Se você e sua família têm o constume de consumir bebidas com álcool, o melhor seria fugir da cerveja, porque ela é normalmente consumida em grandes quantidades, o que significa muitas calorias. Os destilados também não são bons pois, apesar de consumidos em menores quantidades, são muito calóricos. O ideal é ficar no vinho e nos espumantes.

Contudo, não fiquem com grandes preocupações nutricionais nessa época do ano. O Natal é para se curtir a família, então preocupem-se muito apenas com a diversão! Feliz Natal pessoal!


Equipe HelpSaúde



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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Inovações para a Medicina Caseira

A medicina caseira era o reino da intuição e dos remédios naturais. Apesar de avanços significativos em aprendizado e tecnologia, as pessoas hoje estão desconectadas de seus corpos e dependem muito de profissionais médicos para cuidarem da saúde. 

Recentemente, três produtos da área de saúde foram lançados pela Scanadu, e eles ajudam as pessoas a ouvirem seus próprios corpos melhor. 

Tida como “a maior inovação da medicina caseira desde a invenção do termômetro,” essas ferramentas diagnósticas usam tecnologias móveis, de sensor e sociais para criar uma imagem em tempo real de sua saúde. 

O Scout é um sensor que ao ser encostado em sua têmpora, em menos de dez segundos, ele coleta dados sobre o pulso, batimentos cardíacos, atividade elétrica do coração, temperatura, variabilidade da frequência cardíaca e oxigenação sanguínea. Lançará nos Estados Unidos no final de 2013 e custará $150. 

A segunda ferramenta, Project ScanaFlo, analisa a urina e testa para complicações na gravidez, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, falência dos rins e infecções urinárias. O cartucho descartável será vendido em farmácias. 

Por último, há o Project ScanaFlu. Esse disco testa salivo através de um cartucho descartável que detecta Streptococcus A, Influenza A, B, Adenovírus e RSV. Descobrir doenças respiratórias e gripes logo no início geralmente levam a uma recuperação rápida. 

Todos os dados coletados através destes dispositivos são sincronizados com o aplicativo celular, que oferece um mural pessoal para monitorar sinais vitais e identificar padrões. Levando o “smartfone para a faculdade de medicina,” celulares tornam-se uma ferramenta poderosa para manter as pessoas afinadas com seus corpos. “As pessoas podem acessar informações sobre saúde e se conectarem umas com as outras, mas a peça que está faltando é que elas não conseguem obter informações sobre seus próprios corpos,” diz o fundador da Scanadu. “Colocando diagnósticos precisos ao alcance das mãos das pessoas, os leva a detectar uma condição precocemente.” 

Não sabemos quando essas inovações chegarão ao Brasil mas, quando chegarem, certamente mudarão a forma como as pessoas se cuidam e suas relações com seus médicos. 

Fonte: http://www.scanadu.com/

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Gerenciamento de conflitos: preparando um especialista dentro da clínica

Na área de prestação de serviços, mesmo nos locais onde a elevada qualidade permeia os serviços prestados, não é incomum a presença de clientes insatisfeitos. Assim, diversas ocorrências no dia a dia podem gerar situações que geram conflitos, que não devem simplesmente ser deixados de lado, mas sim, cuidados através de procedimentos que visam à minimização do seu impacto negativo. É importante lembrar que, quanto mais competitivo é o mercado, as expectativas dos clientes tendem também a aumentar gradativamente, exigindo que a equipe se mantenha em rota ascendente em termos da qualidade dos serviços.

O Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente (IBRC) realizou uma pesquisa onde foram entrevistados 1.800 clientes em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, entre março e junho de 2008. Na saída de consultórios, ambulatórios e hospitais particulares destas três capitais, os clientes eram abordados com perguntas referentes à satisfação no atendimento, além de outras questões. As principais queixas foram a desatenção dos médicos (36,3%) e os atrasos no atendimento (27,5%). Estes dados vêm corroborar com a percepção do que gestores nesta área podem observar no dia a dia das clínicas e consultórios, onde, inclusive, o problema dos atrasos no atendimento costuma ser frequente.

Se a informação sobre a insatisfação do cliente chega até a clínica, é o momento, então, de entrar em cena um colaborador treinado para gerenciar estes conflitos. Para isso, é preciso que a pessoa designada para atender estas questões receba um treinamento que permita a ela dar um encaminhamento com solução satisfatória ao conflito. Este colaborador poderá abordar o cliente ainda dentro da clínica para uma conversa ou, dependendo da situação, fazer contato telefônico posterior. O primeiro passo é escolher na clínica o colaborador com melhor perfil para assumir esta missão, que poderá ser conciliada com as outras atividades desenvolvidas por ele, a não ser em instituições onde a demanda de conflitos tenha frequência suficiente para que haja um colaborador exclusivo para esta finalidade. A pessoa escolhida precisa ter as seguintes características: tranquilidade, bom senso, criatividade, simpatia, fluência verbal e profundo conhecimento das rotinas da clínica.

A partir da escolha do colaborador, o treinamento deverá contemplar estratégias que poderão ser utilizadas na solução dos conflitos. No caso do conflito em que o reclamante seja atendido ainda dentro da clínica ou mesmo no caso de contato pelo telefone, é preciso ter local adequado para esta missão, para que haja as condições necessárias de tranquilidade e privacidade.

Durante a conversa com o cliente, o colaborador deverá atentar para os seguintes pontos: apresentar-se; demonstrar respeito, compreensão e preocupação; desculpar-se (se necessário); colocar-se no lugar do reclamante, tentando entender o seu ponto de vista; oferecer possibilidades de solução; apresentar verbalizações e ações educadas e positivas, uma vez que geram pressão psicológica para que o cliente reaja do mesmo modo; dar o foco em soluções e não na busca por culpados; ouvir com atenção e observar o interlocutor; procurar derrubar as barreiras de comunicação; ater-se ao tópico; usar diplomacia e promessa de resposta com agilidade; utilizar tom de naturalidade, sem ser hostil; tentar levar o cliente a um diagnóstico da situação em que os dois lados sejam contemplados; e, em situações difíceis, adiar a decisão (por curto período) pode ser favorável, para evitar precipitação. O contato com o cliente insatisfeito deve ser feito com agilidade, já que, em situações de conflito, o tempo em que não houve atitude da clínica conta negativamente na percepção do cliente. Um conflito deve ser resolvido com rapidez e eficiência. Ghandi sabiamente disse: “A regra de ouro da conduta é a tolerância mútua, porque nunca pensamos todos da mesma forma e sempre veremos só uma parte da verdade sob diferentes ângulos”.


por Márcia Campiolo


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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Conhecem o Movember?

Novembro está logo ali e com ele chega também o Movember, um movimento de conscientização contra doenças masculinas, uma espécie de outubro rosa para eles.

O nome Movember vem da contração da palavra moustache (bigode, em inglês) e November (novembro, em inglês). Anualmente, durante esse mês, os homens deixam os bigodes crescerem para gerar a conscientização contra câncer de próstata e outros tipos de câncer que afetam os homens.

A ideia é literalmente "mudar a cara da saúde masculina", levando mais homens a fazerem os exames de prevenção, afim de evitar algo mais sério.

E aí? Vai deixar o bigode crescer?

Mais informações: www.movember.com



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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

18 de Outubro é o Dia do Médico! Parabéns!

18 de outubro é o Dia do Médico!

O médico é um profissional que dedica sua vida para cuidar das pessoas, curá-las.

Infelizmente, no Brasil, essa profissão não recebe o respeito devido, como tantas outras. Os médicos que trabalham na rede pública, especialmente, não ganham o reconhecimento e valor merecidos. É imprenscindível valorizar quem trata de nós e salva nossas vidas.


A equipe do HelpSaúde valoriza e parabeniza todos os médicos do Brasil!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O espaço físico como fator de competitividade



Se perguntarmos a médicos bem-su­cedidos sobre seu primeiro consultório, grande parte deles dirá que ele era pe­queno, pouco funcional e que foi deco­rado com objetos trazidos de casa. Ou­viremos também que, com o passar do tempo, a necessidade fez com que fosse buscado um espaço maior, ocasionando a mudança, ou, então, que foram feitas pequenas obras na tentativa de adequar o que se tinha àquilo que era preciso. Apesar das mudanças e das obras, muitos médicos e administradores de clínicas ainda não perceberam a importância de olhar com um pouco mais de seriedade e profissionalismo para a questão do es­paço físico como um verdadeiro fator de competitividade.

É preciso entender que o perfil do pa­ciente mudou. Como consumidor, ele é mais exigente e consciente de seus direi­tos. Cativá-lo requer esforços maiores e mais abrangentes. Comodidade e sensa­ção de bem-estar passam a ter uma im­portância muito maior para os usuários de serviços médicos do que na época em que a clientela se formava basicamente sobre o valor pessoal e profissional do médico.

O espaço físico de uma clínica pode ser dividido em duas partes: externo e interno. O externo compreende a facha­da, a entrada e as formas de acesso dos pacientes. Um serviço médico pode ser oferecido em três tipos diferentes de es­paço: em prédios comerciais, dentro de policlínicas ou ainda em estruturas ex­clusivas. É claro que as características do espaço influenciam de maneira significa­tiva a formação da imagem e, portanto, o marketing de um serviço.

Quando a clínica é instalada em um prédio comercial, além das caracterís­ticas físicas do edifício, os cuidados do condomínio com as áreas comuns e os serviços oferecidos podem ser relevan­tes. Nas policlínicas, o acesso e a sina­lização se tornam peças importantes, já que o paciente muitas vezes toma conhecimento do serviço quando vai em busca de atendimento em outra es­pecialidade. As edificações exclusivas, ao mesmo tempo em que sugerem a possibilidade de exprimir com mais clareza a “personalidade” do serviço, representam um gasto maior com se­gurança e manutenção. A localização geográfica do serviço também deve ser analisada sob dois aspectos: comodi­dade e facilidade de acesso.

No espaço interno, podemos dimen­sionar com clareza aquilo que quere­mos, precisamos e podemos fazer. O cuidado com as instalações deve con­siderar o todo. Cada cômodo, tenha a ele ou não acesso os pacientes, deve ser pensado em termos de praticidade, ra­cionalidade e conforto, pois influenciará na imagem que pretendemos desenvol­ver para o serviço.

Ao se projetar o serviço, deve ser con­siderado ainda o perfil dos pacientes que se pretende atender. Além da idade, outro fator que precisa ser levado em consideração na estruturação da clínica é a classe social da clientela: uma clínica que atenda pacientes particulares pre­cisará dimensionar o espaço físico em função do desejo de seus clientes em contar com um atendimento diferen­ciado. Da mesma maneira, uma clínica caracterizada pelo atendimento popular precisará investir no número de pos­tos de atendimento e em oferecer uma grande sala de espera.

Finalmente, é preciso ainda considerar o espaço físico em função dos tipo de ser­viço que serão oferecidos, pois uma clí­nica onde são realizadas apenas consultas precisará de estrutura bastante diferente daquela que, além de consultas, oferece exames ou da que oferece consultas, exa­mes e cirurgias, que também terá necessi­dades relativas ao espaço físico diferentes das dos centros cirúrgicos abertos.

Dica final: como em qualquer outra área ou serviço, para minimizar proble­mas com o espaço físico, é fundamental recorrer à ajuda profissional, pois a pri­meira impressão pode não ser necessa­riamente a que fica, mas, com certeza, demora a ser desfeita...
 
por Alice Selles
 
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Protesto contra Planos de Saúde: Médicos podem suspender as atividades por 15 dias

Mobilização conta planos de saúde: Para reinvidicar a valorização da medicina, de seus profissionais e uma melhora na assistência aos pacientes, médicos poderão cancelar consultas por meio de convênios e outros procedimentos entre os dias 10 e 25 de outubro. O protesto terá abragência nacional e tem como objetivo evidenciar a insatisfação de médicos e pacientes perante os serviços prestados pelas operadoras de plano de saúde.
Os pacientes serão avisados sobre o cancelamento de procedimentos com antecedência, possibilitando assim o reagendamento. Emergências e urgências não serão afetados.


Solicitações:

Os médicos pedem reajuste de salários e percentuais repassados pelas operadoras de planos de saúde, e querem o fim da interferência das mesmas na relação médico-paciente. Também estão pleiteando que os reajustes sejam periódicos.

No dia 10 de outubro, os médicos iniciarão a mobilização com diversos atos públicos, como assembleias, caminhadas e manifestações.

E você? O que acha disso?


Fonte: Conselho Federal de Medicina 


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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Margem de contribuição: a ferramenta que auxilia a tomada de decisões

Um dos itens que considero de maior relevância se o objetivo é tomar decisões é a gestão de custos, São muitos os desdobramentos que a informação de cus­to possibilita ao gestor. Neste artigo, vou comentar sobre a margem de contribuição. O Wikipédia tem uma ótima definição: “1) É a quantia em dinheiro que sobra do preço de venda do serviço após retirar o valor do custo variável e as despesas va­riáveis. Esta quantia é que garantirá a co­bertura do custo fixo e gerar lucro. 2) Ela representa uma margem de cada serviço vendido que contribuirá para a empresa cobrir todos os seus custos e despesas fi­xas, chamados de custo de estrutura/su­porte”. Antes de avançarmos precisamos definir outros conceitos:

• Custos variáveis: se alteram na mes­ma proporção da variação do volume das atividades. Correspondem aos insumos inerentes à produção. Ou seja, o custo va­riável só acontece caso haja produção.

• Custos fixos: não são influenciados pela variação do volume de atividades, dentro de uma determinada capacidade. Corres­pondem aos custos vinculados com a infra­estrutura e ocorrem mesmo sem produção.

Como descrito acima, a margem de contribuição é a diferença entre o preço de venda e o custo variável. Por exemplo: um exame é vendido para uma operadora pelo valor de R$50. Para a realização do exame, incidem os custos variáveis: filme, contraste, honorário do médico que reali­zou o exame e o laudo, totalizando R$28. Ou seja, este exame gerou uma margem de contribuição no montante de R$22 (R$50 – R$28) ou 44%.

É primordial deixar claro que a margem de contribuição não é o lucro (resultado fi­nal), mas no momento de uma negociação ou de uma tomada de decisão, é um instru­mento de suma importância. Vamos para alguns exemplos. Uma clínica obteve de receita no mês R$100 mil. Os custos variá­veis acumularam um valor de R$47 mil e os custos fixos, R$43 mil, com resultado final (lucro) de R$10 mil. Com a diferença entre R$100 mil e R$47 mil, chegamos a R$53 mil (ou 53% de margem de contribuição), valor que sobrou para cobrir os custos fixos e gerar lucro. Com base nesses números, podemos inferir que se a clínica deseja pelo menos um lucro de 10% nos diversos servi­ços efetuados, ela deve ter uma margem de contribuição de pelo menos 53%.

Em geral, uma clínica tem serviços di­ferentes, bem como valores diferentes de­pendendo da negociação com a operadora. Portanto, as margens de contribuição têm uma grande variação. Seria muito bom se conseguíssemos que todos os serviços efetuados tivessem uma margem igual ou superior aos 53% (no caso do exemplo aci­ma). Todavia, nem sempre isso é possível. Já tive a oportunidade de ver situações com serviços que geram margens de 2% até 80% ou mais. Muitos serviços geram mar­gens bem inferiores à desejada, ocasionan­do um prejuízo para a instituição. Porém, é importante esclarecer que isso não quer dizer que devemos excluir este produto ou serviço, pois, apesar de gerar prejuízos, ainda sobra algo na venda desse item para ajudar a pagar os custos fixos.

O que é altamente recomendado é evi­tar ao máximo a ocorrência de produtos/serviços com margem negativa, pois isso significa que a instituição está prestando um serviço no qual terá que pagar para realizá-lo. Por exemplo: a operadora remu­nera a clínica por um determinado even­to o valor de R$40. Para a realização desse evento, temos os seguintes custos variáveis: medicação – R$15; honorário do médico – R$22; comissão do profissional que indi­cou – R$5; totalizando R$42. Ou seja, na realização desse procedimento, não sobrou nada para ajudar a pagar os custos fixos e será necessário retirar R$2 (R$40 - R$42) de outro procedimento com margem posi­tiva para cobrir o déficit gerado.

A margem de contribuição identifica o que realmente sobra para a empresa. Concluindo, lembro, ainda, que muitos segmentos usam o cálculo da margem de contribuição para desenvolver promoções, como as companhias aéreas, que oferecem passagens a valores bem inferiores em de­terminados horários e voos.
 
por Eduardo Regonha

 
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O encontro clínico: o médico aos olhos de quem o procura


Bertrand de Jouvenel teria dito a Emmanuel Berl: “Vês, estou contente de conversar contigo enquanto bebemos água da torneira em um pote de mostarda. Para muitas pessoas, o progresso seria beber água mineral em um copo de cristal. Para mim, é ver-te mais vezes”.
Alfred Sauvy

 

É com esta citação que o colega Luis Roberto Londres inicia o capítulo O encontro clínico, de seu livro Iátrica – a arte clínica: ensaios sobre a teoria da prática médica. Li este livro em 1998, no meu penúltimo ano de Medicina, e decidi revisitá-lo. Este momento tão significativo, que é o do encontro do paciente com seu médico, sempre me interessou. A complexidade das possibilidades interativas – que necessariamente precisa ser substituída por um tipo de interação específica, baseada na cooperação e na confiança – é um desafio para qualquer profissional que exerça a prática clínica.

Depois de uma boa campanha de marketing médico, um consultório bem localizado, agradável de se estar, com uma secretária atenciosa, horários disponíveis e um preço justo, ainda há que se passar pelo teste de fogo: a relação médico-paciente. Como diz Londres: “é através do encontro clínico que o doente – ou o suposto doente – ou o que deseja apenas se assegurar de sua sanidade toma contato com a atividade médica como tal, isto é, compartilha suas condições com outra pessoa, possuidora de conhecimentos específicos e ordenados, e dela espera uma opinião (ou certeza) e uma ação de acordo com seus objetivos”.

É nesse momento, em que nos mostramos seguros, empáticos e disponíveis – ou, então, justamente o contrário destas características acolhedoras – que começamos a definir o sucesso de nossa empreitada enquanto praticantes da Medicina. Enquanto podemos conseguir de um paciente que se mobilize para a ação através do temor que o mesmo possui de perder a vida, algum órgão ou função, não conseguimos fazê-lo de forma sustentada e cooperativa se não desenvolvermos com ele um laço especial, pautado pela confiança.

Sem este laço, ao primeiro sinal de segurança, quando perceber (ou imaginar) que sua vida está a salvo, o mesmo tenderá a abandonar o tratamento, ou torná-lo irregular, passando a obedecer os impulsos e aconselhamentos daqueles que estão mais próximos do seu círculo de confiança: amigos, familiares, vizinhos… Como sabemos, tal atitude é temerária e claramente prejudicial em patologias crônicas (como diabetes mellitus, hipertensão e dislipidemias), nas quais a sintomatologia pode permanecer oculta por vários anos, causando danos que só serão perceptíveis mais tarde.

Quando um paciente vem nos procurar, ele sempre o faz pois está, de uma forma ou de outra, fragilizado, visualizando na figura do médico um instrumento para sair de sua condição de ser humano frágil e falível. Negligenciar esta condição e este sentimento, bem como tornar secundária a importância do médico enquanto direcionador do processo de cura, alívio ou conforto do paciente, é algo eticamente inaceitável. Quando, inadvertidamente, responsabilizamos o paciente intelectualmente limitado ou, já idoso,  atrapalhado com suas dezenas de medicações, pela falha do tratamento, o fazemos para tentar nos redimir de nossa própria responsabilidade.

Se é bem verdade que “não se pode ajudar a quem não quer ajuda”, existem várias formas de ajudar quem nos pede socorro mas, por vários motivos que cabem a nós investigar, não consegue-se ajudar. Não é só ao paciente que precisamos pedir paciência enquanto realizamos nossos testes e utilizamos nossas ferramentas diagnósticas. Precisamos nós mesmos exercer o dom da paciência e repetir nossas instruções acerca das medidas que julgamos aptas para que o doente atinja os objetivos que o fizeram nos procurar.
Ainda, voltando a uma citação de um poema de Antonio Machado feita em Iátrica: “El ojo que ves no es ojo porque tú loveas; es ojo porque te ve”. E referindo-me à necessidade da relação de confiança, talvez possamos usar tal poema para dizer: “O médico que enxergas no espelho pela manhã não é médico porque assim o queres; é médico pois assim teu paciente te vê”.


por Rafael Reinehr


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

O médico e a mídia: o que fazer ao ser entrevistado?

Entramos na segunda década do século XXI e, com ela, o acesso à informação está cada vez mais rápido, seja na internet, na TV, no rádio ou até mesmo em celulares e smartphones. É cada vez mais fácil saber sobre patologias, tratamentos, exames e medicamentos. Para confirmar ou desmistificar esses temas, os médicos têm sido chamados para dar entrevistas e expressar suas opiniões sobre diversos assuntos. Porém, muitos médicos não se sentem preparados para conceder entrevistas. As dúvidas que pairam são: como se portar diante das câmeras? Que habilidades são necessárias para se sair bem em uma entrevista? Vale a pena procurar um assessor de imprensa?
Seis médicos contam como eles têm mostrado desenvoltura nesses momentos. Os profissionais passam conselhos para os demais médicos para quando estes forem entrevistados. Para melhorar o contato com os jornalistas e mostrar o seu trabalho, alguns desses médicos mantêm sites ou blogs. Confira a visão de cada um sobre o assunto:

Psiquiatria
Maria de Fátima Vasconcellos
Presidente da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro (Aperj)
“Ao conceder uma entrevista, o médico deve utilizar Português claro e saber para quem está falando. Se ele está dando entrevista para uma revista médica específica, com fins científicos, pode usar uma linguagem com jargãoe expressões técnicas. Porém, se estiver falando para o grande público, deve-se usar palavras simples e claras para que essas pessoas possam entender. Ao falar em público, o médico deve saber que ele representa uma autoridade, uma referência no assunto. Ele não promove o que não pode ser promovido. Fale sempre sobre o que as evidências médicas garantem. Hoje, o paciente é o agente de sua melhora. Então, é preciso que o paciente saiba sobre doenças e possíveis tratamentos, até para que possa discutir com o seu médico acerca disso. A pessoa também precisa ter facilidade em se comunicar. Cada profissional deve saber os limites de suas possibilidades. Se for o caso, a pessoa deve procurar um curso para falar melhor em público”.

Pediatria
Raul Enrich Melo
Pesquisador da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) “Primeiramente, o profissional, ao falar para o grande público, deve ter a capacidade de sintetizar as ideias para colocá-las de forma clara. Se a entrevista for voltada para o leigo, o profissional deve traduzir os termos e os pensamentos para esse público. O médico deve agregar informações importantes e comprovadas. Já aconteceu de médicos terem falado sobre formas de tratamento e condutas profissionais, sendo depois desmentidos por outros médicos, que afirmavam que aquilo era uma bobagem ou ainda não estava referendado pelo consenso. Quando falamos em congressos, damos uma palestra ou começamos a dar as primeiras entrevistas, caracteriza-se o exercício de falar em público. Há diferenças entre conceder uma entrevista para rádio, televisão ou jornal. Exemplo disso é na TV, onde o tempo em geral é escasso e você pode acabar falando apenas uma frase ou duas. A utilização de serviços de profissionais da Comunicação, como um assessor de imprensa, depende do médico. Se ele escreve um livro ou apresenta um trabalho de grande impacto, é viável contratar um assessor. As dicas desses profissionais são importantes”.

Angiologia
Guilherme Pitta
Presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV)
“Em primeiro lugar, o médico deve entender sobre o assunto da entrevista. Depois, ter tranquilidade. Por fim, entender o que o jornalista deseja saber com determinada pergunta. Então, ele responderá adequadamente o que está sendo proposto, com respostas claras e diretas, que não sejam muito curtas. O médico deve se portar do ponto de vista ético, colocar respostas bem diretas e evitar se envolver em polêmicas, dando pareceres. Quando o médico fala nos programas de TV, deve ter cuidado ao tratar de certos assuntos, como procedimentos novos ou milagrosos, que melhoram muito ou trazem a cura de determinadas doenças. É muito complicado falar em público sobre determinados procedimentos, pois eles precisam ser comprovados cientificamente. Sem dúvida, é de fundamental importância a contratação de um profissional da área. A forma de relacionamento com a mídia melhorou muito no momento em que os médicos começaram a utilizar os serviços dos assessores de imprensa. Temos transmitido muito melhor a nossa mensagem”.

Cardiologia
Isa Bragança
Especialista em Medicina do Esporte e diretora da Clínica Cardiomex, do Rio de Janeiro
“Tento sempre ser natural ao conceder uma entrevista. Quero passar transparência sobre que penso e o que sinto. A naturalidade é importante neste momento, sem utilizar palavras difíceis. Alguns médicos não têm preocupações quando estão na televisão. O que oriento é: não use palavras técnicas, pois você acaba gerando um desinteresse em quem está lhe assistindo. Seja atual e não fale sobre coisas que ainda ocorrerão, e sim sobre assuntos que as pessoas têm interesse em saber. Lembre-se de manter uma postura adequada também. Quando entramos ao vivo, há uma grande diferença. Você sabe que é ao vivo, então bate aquela tensão. Nesse caso, não dá para voltar se você errar; logo, precisa-se de uma atenção redobrada. É importante se preparar. Tento articular melhor as palavras e não fazer tantos gestos. Se você falar em um programa de TV que a cura para tal procedimento é X, quando, na verdade, é com Y, não há como reverter a situação. Você tem que saber tudo sobre o que está falando. A ajuda de um assessor de imprensa é muito boa nesses casos. As dicas dele podem fazer a diferença em uma entrevista”.

Infectologia
Maria de Lourdes Worisch
Coordenadora do Serviço de Prevenção e Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Brasília
“Para conceder uma entrevista, deve-se ter conhecimento, experiência e objetividade. A linguagem não verbal é um outro fator que contribui para o resultado final. No rádio, há uma diferença nesse sentido. A postura deve ser outra, pois a linguagem corporal não aparece e só a nossa voz é ouvida. A equipe que convida para a entrevista tem que ser acolhedora, principalmente a pessoa que fará a entrevista. O importante é o médico se apresentar de forma segura, mostrando objetividade e prestando muita atenção ao conteúdo da pergunta. Não extrapole, não seja prolixo e responda à pergunta que foi feita de uma forma que o leigo entenda, não só os médicos. Somos formadores de opinião e o público vê como verdadeiro tudo aquilo que o médico diz. A busca por profissionais de Comunicação auxilia demais nesses momentos. Com a ajuda de assessores, pode-se evitar, por exemplo, os vícios de linguagem e as repetições das palavras, além do gestual, que deve ser mais contido, em especial na televisão”.

Cirurgia Geral
José Luiz Dantas Mestrinho
Vice-presidente da Regional Centro da Associação Médica Brasileira (AMB)
“Em primeiro lugar, o médico deve conhecer o assunto da entrevista e ser sincero naquilo que está expressando, para transmitir credibilidade. Particularmente não vejo nenhuma diferença em conversar com os diversos tipos de mídias, como rádio, TV ou jornal. Muitas vezes preciso falar sobre certos assuntos pela posição que ocupo na Associação Médica Brasileira. Se não tenho conhecimento, peço que passem a pauta da entrevista para que possa procurar sobre o tema e não comprometer o que estou respondendo. Hoje, não só aquilo que está sendo dito, mas o público em geral tem uma informação segura e, às vezes, até exagerada sobre aquilo que está sendo pautado. A internet favorece toda essa gama de informações. Acho que todo mundo que possui algum tipo de dificuldade de se apresentar pode procurar um profissional de Comunicação. Isso é importante para que o resultado daquilo que está sendo dito seja melhor absorvido”.


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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Reflexões e soluções para o atual cenário da Saúde brasileira


Estamos vivendo um momento economicamente favorável no Brasil, apesar da previsão de inflação alta para 2011 e do real valorizado: o PIB continua em crescimento, a taxa de desemprego está em níveis razoáveis, há a ascensão das classes C e D e, consequentemente, a venda de planos de saúde está em alta, entre outros fatores. Uma pesquisa recente, encomendada pelo Instituto de Saúde Suplementar e conduzida pelo Datafolha, revela que o desejo de ter em mãos uma carteirinha de plano de saúde é prioridade para brasileiros. A contratação de serviços de saúde é o desejo que fica atrás apenas da vontade de ter uma casa própria.

Apesar de serem dados positivos, que direcionam para uma perspectiva de aumento na demanda, algumas reflexões inerentes ao segmento da Saúde se fazem necessárias. (1) Existe, hoje, uma forte consolidação de operadoras de planos de saúde formando empresas detentoras de grandes fatias de usuários, e, como consequência, com mais poder de negociação. (2) A grande oferta de serviços de saúde, em especial nas capitais, acirra a concorrência. (3) Operadoras limitam o atendimento e pressionam os preços para baixo, principalmente nos planos que atendem as classes C e D. (4) Surge a necessidade de investimento em tecnologia, pois, apesar de uma remuneração menor, o mercado exige produtos e serviços de última

geração. (5) Temos, ainda, uma forte tendência para investimentos na qualificação dos prestadores de  serviços, na busca de certificados de acreditação, processo este incentivado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Estamos diante de fatos inusitados, perspectivas de aumento de demanda, todavia com margens de lucro diminuindo a cada negociação. Porém, acredito que existe um grande espaço para atender esta nova camada da população que começa a usufruir os planos de saúde. Por sinal, tenho convicção que não há alternativa. Contudo, os prestadores de serviços em saúde, diante deste novo cenário, precisam se adequar a este contexto. Entre alguns ajustes, destaco a necessidade de uma gestão profissional com informações rápidas e precisas, que subsidiem os gestores nos processos de negociação e de controle da organização.

Os gestores de clínicas e hospitais terão que se desdobrar para conseguir retorno para os seus investidores (sócios/proprietários). Se há falta de gestão qualificada e inexistem instrumentos para a negociação, a sustentabilidade financeira em longo prazo destes prestadores de serviços é incerta. Uma das ferramentas estratégicas que se destacam quando o foco é preço, negociação e margens de lucro é a gestão de custos, uma das principais ferramentas de gestão. Afinal, a informação gerada por um sistema de custos propicia à instituição uma série de informações fundamentais no controle, na análise do desempenho, na determinação do preço, na avaliação dos serviços e nos produtos mais atrativos.

A gestão dos custos deve servir de instrumento eficaz de gerência e acompanhamento dos serviços. Com a gestão de custos, algumas perguntas podem ser respondidas com muita rapidez e clareza. Por exemplo: (1) Informações para valorização: qual é o custo de uma consulta? Qual o custo do procedimento realizado na clínica? Do montante recebido de uma operadora por uma consulta, quanto deve ficar com a clínica e quanto deve ser repassado ao profissional médico? (2) Informações para controle: quais as maiores variações mensais de custos? E por quê? Qual o ponto de equilíbrio da clínica? Qual o custo da ociosidade? (3) Informações para tomada de decisão: qual o melhor preço para venda? Terceirizar ou contratar? Qual o retorno do investimento no equipamento X? É factível abrir uma nova unidade na região Y?

O permanente acompanhamento dos custos, além de responder todas as questões acima, permitirá a implantação de medidas corretivas que visem a um melhor desempenho da instituição, com base na possível redefinição de processos, aumento de produtividade, racionalização do uso de capacidade produtiva ou outras medidas administrativas, de forma rápida, eficiente e eficaz.
 
por Eduardo Regonha

 
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

O papel do gerenciamento da imagem em um serviço de saúde


Não são só as indústrias que precisam se preocupar em gerenciar a demanda de seus produtos: empresas de serviços também devem determinar estratégias de marketing, pois, ao contrário, se tornam mais frágeis e suscetíveis ao mercado e às ações da concorrência. Quem não “se vende” fica à mercê de “ser comprado”, sem nenhum controle sobre seu mix de serviços e, muitas vezes, se percebe tendo um grande volume de serviços menos rentáveis sendo realizados, em detrimento de buscar ampliar a realização daqueles que contribuem mais substancialmente para a obtenção de um resultado positivo. 

Clínicas, laboratórios e hospitais são empresas de serviços e, como tal, também precisam selecionar seu público-alvo para que possam gerenciar a demanda por seus serviços. Selecionar o público-alvo requer analisar fatores como forma de acesso (clientes particulares, sistema público de saúde ou pacientes com convênios), perfil demográfico (sexo e idade) e outras tantas condições (por exemplo, como se dá a demanda por serviços: através da indicação de outros médicos ou por procura espontânea dos pacientes).

Precisam também definir atributos para os serviços, que passam pela “marca” (se o serviço é dirigido a uma clientela particular, público mais exigente, por exemplo, a ideia de uma grife de saúde é cada vez mais valorizada), pelo local onde os serviços são oferecidos, pelo treinamento do pessoal que terá algum tipo de contato com os clientes e sobre a comunicação com eles, pois tudo isso interfere na imagem que será percebida e fixada. 

Além de pensar em ações de divulgação dos serviços oferecidos, é fundamental pensar no marketing institucional. O marketing institucional é o conjunto de atividades adotadas para criar, manter ou modificar as atitudes do público-alvo em relação a uma empresa ou organização. Quando falo em adotar ações com o objetivo de interferir na imagem da clínica, quero deixar clara a importância que atribuo a conhecer essa imagem e desenvolver um plano para que se obtenham os resultados desejados. 

A ferramenta mais importante para conhecer a imagem atual é a realização de pesquisas de opinião junto ao público-alvo. Uma pesquisa é capaz de apontar aspectos muito significativos sobre a maneira como os serviços são percebidos. As pesquisas de satisfação disponibilizadas nas salas de espera são extremamente importantes, mas não podem ser consideradas como ferramentas suficientes no processo de investigação da imagem da clínica. Uma pesquisa realizada junto a pacientes atuais, pacientes que não foram fidelizados e partiram, indicadores (outros profissionais da Saúde e mesmo operadoras de planos de saúde) e ainda decisores (os que escolhem o serviço, mesmo quando não são os usuários), pode ser muito útil para mostrar a imagem da clínica ou hospital em comparação à concorrência. 

A pesquisa é uma ferramenta fantástica que precisa ser bem planejada e conduzida para efetivamente oferecer informações relevantes: é coisa para ser conduzida por profissionais. Instrumentos de pesquisa mal elaborados ou amostras viciadas (grupos de entrevistados que representa apenas uma das tantas parcelas que compõem o público-alvo, por exemplo) são capazes de nos dizer exatamente aquilo que alimenta nossos egos, nos deixa felizes, mas efetivamente, não oferece nenhum subsídio para a melhoriada imagem do serviço. 

Avaliados os resultados obtidos no levantamento da imagem atual, o passo seguinte é a tomada de decisão. Se a imagem atual corresponde ao que se deseja, o plano de marketing deverá ser elaborado objetivando sua manutenção. Se, ao contrário, a pesquisa revela que a imagem está contaminada por aspectos negativos, o plano de marketing deverá ser elaborado de forma a valorizar os pontos que não são corretamente percebidos e minimizar os defeitos que estão destacados. Mas é importante lembrar: sem acompanhamento e avaliação, o esforço do marketing institucional se transforma em uma cara e inócua perfumaria.

por Alice Selles


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terça-feira, 14 de agosto de 2012

O desafio de se comunicar com os pequenos


A geração do futuro já é a do presen­te. Crianças e adolescentes consomem feito adultos e quem é pai ou mãe sabe muito bem o quanto gastam e como gastam. Esses jovens consumidores são expostos a todo o tipo de publicidade e de informação. Cabe aos pais e educa­dores impor limites, explicar e orientar sobre o “bombardeio” de tudo o que, se for consumido em excesso, pode com­prometer o bolso e também a saúde.
As entidades médicas já perceberam alguns abusos e estão travando batalhas para promover uma vida com mais qua­lidade. A questão do cigarro é uma das brigas mais antigas e toda a sociedade tem sido beneficiada com as restrições ao tabaco nos últimos anos. Conquistas que ainda são singelas, perto do preço que já se pagou. Afinal, quem não teve uma pessoa muito próxima que morreu em virtude das consequências de um longo período fumando? 

Uma nova batalha no Congresso ain­da está em curso e pretende tornar todos os ambientes fechados livres de tabaco e proibir ao uso de aromatizantes nos ci­garros. Eles tornam o fumo mais agradá­vel ao paladar, principalmente aos jovens, no início do vício, muitos até menores de idade. E o desafio não para por aí. O que não dizer da exposição dos cigarros em padarias, quase sempre ao lado de balas, gomas de mascar e chocolates, no mesmo golpe de vista para nós, adultos, e para crianças e adolescentes. 

A questão dos alimentos também é outro ponto que tem tido o apoio das so­ciedades médicas. Muito se tem discutido sobre os limites e as restrições à publicida­de de alimentos com alto teor de sódio, de gorduras e de açúcar. Pesquisa recente feita pelo Ministério da Saúde constatou um ex­cesso de publicidade que promove alimen­tos que podem fazer mal à saúde. Depois de analisar mais de 4 mil horas de trans­missão das TVs, os técnicos do ministério concluíram que 18% das propagandas são de redes de fast-food, 17% de guloseimas e sorvetes, 14% de refrigerantes e sucos ar­tificiais, 13% de salgadinhos em pacote e 10% de biscoitos, doces e bolos. Somados, são 72% do total dos anúncios.
É passada a hora de se comunicar com os pequenos, de falar com essa geração e de estar nos ambientes que eles estão, como TVs a cabo, internet, mídias so­ciais, nas escolas e em todos os locais. A Organização Mundial da Saúde alertou que, nas próximas décadas, o Brasil li­derará o mundo em mortes por doenças cardiovasculares. Preocupada com essa previsão, a Sociedade Brasileira de Cardio­logia se mobilizou e criou um Comitê da Criança, com cardiologistas, mas também com médicos da Sociedade Brasileira de Pediatria, psicólogos, nutricionistas, edu­cadores físicos e estudantes de Medicina. 

Eles levarão informação aos pequenos que sofrerão as consequências da má alimen­tação daqui a 15 ou 20 anos, caso não mudem agora. Levar informação aos jovens e adoles­centes será o grande divisor de águas. Além de auxiliar na formação, o fato de criar há­bitos saudáveis pode ser o melhor investi­mento para a sociedade do futuro. Afinal, o grande dilema dos médicos sempre foi convencer o paciente a mudar a rotina de vida, mesmo após detectado um problema de saúde sério mas, que em muitos casos, pode ser de fácil tratamento. Como con­vencer uma mulher a deixar de usar um brinco que provoca dermatite de contato ou um fumante a largar o cigarro por causa de um enfisema ou, ainda, não comer mais gorduras depois de detectado índice ele­vado de colesterol? É realmente o desafio diário de todo profissional da Saúde. 

Crianças e adolescentes bem informa­dos podem também ser multiplicadores de hábitos saudáveis na família e entre os amigos, já que eles estão abertos para re­ceber tal informação. Basta conhecer um pouco da linguagem utilizada por eles, detectar os veículos de comunicação cer­tos e dialogar com transparência e ver­dade. A comunicação eficiente com esses jovens pode formar uma geração saúde, que será menos resistente a tratamentos, por exemplo, de doenças crônicas que não apresentam sintomas. 

por José Roberto Luchetti


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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Riscos e oportunidades no mercado de ações


Médicos investem na bolsa de valores como uma alternativa de expansão de patrimônio e para garantir a aposentadoria segura. Mas é preciso estar atento e preparado para assumir riscos.


Em 2006, o neurocirurgião Francis­co Vaz aplicou dinheiro em ações bancárias com a expectativa de ge­rar um retorno financeiro satisfató­rio e em longo prazo. Dois anos depois, ele recebeu a notícia da falência do Leh­man Brothers, o quarto maior banco de crédito dos Estados Unidos. A queda das ações do banco na Bolsa de Nova Iorque anunciava a crise que marcou a economia mundial em 2008. Consequentemente, o médico teve prejuízos, mas não desa­nimou. Passou a estudar o movimento dos gráficos das ações e constatou que, enquanto um acionista perde dinheiro, o outro lucra com a situação.
À primeira vista, a análise pode pa­recer contraditória àqueles que não têm familiaridade com o assunto, mas isso significa que, para uma boa atua­ção no mercado financeiro, é preciso saber perder pouco. “Na bolsa, ganhar é tão fácil quanto perder. O dinheiro muda de mãos, como em um cabo de guerra”, compara. Com a experiência adquirida, Francisco Vaz lançará, em breve, o livro Bolsa de Valores para Mé­dicos (Editora DOC), que escreveu em parceria com o também neurocirur­gião Francinaldo Gomes. Na obra, os especialistas contam formas de os mé­dicos adotarem o segmento de ações para obter rendimentos acima da mé­dia de mercado.
De fato, boa parte do volume finan­ceiro negociado nos últimos anos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bo­vespa), vem de pessoas físicas – com pouco conhecimento em finanças, mas com o desejo de investir. Ao mes­mo tempo em que o mercado de ações oferece riscos em função da oscilação das bolsas e a iminência de perdas, ele é visto como uma opção para quem deseja receber rendimentos. Desde a criação do Plano Real em 1994, a economia do país entrou em uma fase promissora: a inflação foi controlada e o real tornou-se uma moeda estável, o que incentivou o surgimento de no­vas empresas. “O investimento no país aumentou e os acionistas das pequenas empresas lucraram com esse cresci­mento”, explica Francinaldo Gomes.

Os primeiros passos para investir na bolsa
Os interessados em investir preci­sam compreender, em primeiro lugar, que a bolsa de valores não é como um “cassino” ou uma “loteria”, onde é possível ganhar dinheiro caso tenham sorte. Assim como na Medicina, os investidores precisam lidar com duas condições: a incerteza, pois o mercado é imprevisível; e o trabalho com um plano de ação. Em ambas as áreas, é preciso seguir uma estratégia. Ela de­pende da quantia e das ações das em­presas nas quais se pretende investir.
“Recomendo pesquisa por empresas de dois a três setores, como a Siderur­gia e a Mineração”, sugere Francisco Vaz. Esses setores pertencem ao grupo das blue chips, empresas sólidas e líde­res de mercado, com forte capital, que geram lucros aos acionistas. A escolha criteriosa de empresas foi o que tor­nou o megainvestidor americano War­ren Buffett um dos homens mais ricos do mundo, por exemplo.
É recomendável também fazer a simulação de negociação de compra e venda, ao abrir uma conta gratuita em umas das corretoras, disponíveis
no site da Bovespa. Elas prestam o suporte necessário para a opção do investimento de acordo com o tipo de planejamento financeiro, entre ou­tras informações. “Se a ação de uma empresa vale um determinado valor, estude o gráfico de ações e acompa­nhe seu desempenho. Anote em uma caderneta a data da compra e analise seus rendimentos até o final do mês. É um treino que pode prevenir atitudes arriscadas e gerenciar riscos”, ensina Francisco Vaz.

Estratégia e bom senso: aliados do mercado financeiro
O cirurgião vascular Rafael Mara­fon segue à risca esse conselho. In­fluenciado pelo pai, que investe em ações há mais de 30 anos, ele diversi­fica seus investimentos, ou seja, aplica uma parte do capital na bolsa e ou­tros valores em imóveis e em renda
fixa. Prevendo o comportamento das ações, ele confirma a relação entre rentabilidade e risco: quanto maior a rentabilidade, mais riscos. “Desconfie da oferta de lucro muito acima da mé­dia. É preciso planejar o orçamento e não gastar mais do que se ganha. A minha intenção é formar um patrimô­nio e me aposentar com mais tranqui­lidade”, conta o médico.

Por sua vez, o cirurgião gástrico André Luis Bonini, que também foi prejudicado com a crise financeira de 2008, recuperou o valor em ações e hoje tem plena segurança em seus in­vestimentos “Aplico cerca de 40% do meu capital na bolsa. Às vezes, chego a aplicar até 50% do capital, mas não ultrapasso mais da metade, pois é con­siderada uma estratégia agressiva pe­los especialistas”, conta o médico que monitora as ações via home broker, ferramenta que permite negociações pela internet.
Estratégias à parte, no mercado fi­nanceiro o investidor não deve se dei­xar levar pela euforia. É preciso estar preparado para agir e reagir, tal como na Medicina. Apesar de ser lógico, o mercado financeiro é imprevisível. Por essa razão, exige alguns atributos do médico que pretende investir: disci­plina, controle emocional, humildade, perseverança, paciência e dedicação. “Cuide de seus investimentos assim como você cuida da família e da carrei­ra que os resultados virão. Sorte se tem no jogo. No mercado de ações, há me­todologia aplicada que traz retorno em longo prazo”, aconselha Francinaldo Gomes. Uma vez que o médico en­tenda a natureza das negociações, ele pode conquistar o sucesso também no mercado financeiro.


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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Qual importância das sociedades na educação médica continuada?


O mercado de trabalho hoje é um dos mais competitivos da história. Atualizar-se, buscar novos conhecimentos e continuar os estudos são algumas das maneiras de se diferenciar. Na área médica, isso é muito importante, uma vez que uma informação a mais ou a menos pode ser decisiva para salvar uma vida. Um dos meios de estar sempre adquirindo novas informações e se reciclando é através da educação continuada e, hoje, muitas sociedades de especialidades promovem programas com este objetivo.
Quais são, afinal, os melhores caminhos para buscar atualizações? As sociedades podem investir mais no relacionamento com os associados? Qual a importância de o médico manter-se atualizado? Quais as opções para auxiliar o médico nesse crescimento profissional? Ouvimos os mais variados especialistas para que eles deem o seu parecer.

Ortopedia
Alexandre Fogaça
Presidente do Comitê de Educação Continuada da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot)

“O foco da atenção médica é o paciente. Hoje, você tem que manter um médico atualizado, já que a produção de conhecimento é imensa e muito rápida. Assim, isso se torna fundamental para que seus pacientes tenham acesso àquilo que é mais efetivo no tratamento das principais doenças ortopédicas. Os congressos são um exemplo de encontros para debater temas e casos. Contamos também com uma ferramenta fundamental, que é a internet. Além disso, temos livros e produções técnicas feitas pelos próprios ortopedistas que são vendidos ou distribuídos para tentar aprimorar o conhecimento. Como o Brasil é um país imenso, realizamos cursos regionais variando o tema de acordo com a demanda. Os
congressos nessas áreas são montados para solucionar as dúvidas dos profissionais. Os temas procurados ainda continuam sendo os de atualização científica. Em relação à gestão da carreira médica, não são todos os profissionais que se preocupam com isso no dia a dia. Agora, da atualização científica todos necessitam. A principal função de uma sociedade médica é manter os indivíduos daquela especialidade coesos e levar aprimoramento técnico para esses associados”.

Neurologia
Geraldo Rizzo
Responsável pelo Laboratório de Sono do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia (Sonolab) do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre

“No mundo de hoje, globalizado, tudo envolve competição. Na nossa sociedade, temos que competir e buscar sermos os melhores. Se não nos diferenciamos nesse mercado, não temos chance. Essa é a razão principal da especialização, da melhora e da busca de atualização para o médico. Ele precisa se diferenciar. A sociedade pode fazer isso através de uma série de coisas, como cursos de qualificação, MBA, parceria com empresas que oferecem cursos. Fazendo isso, a sociedade dá opções para que o médico possa melhorar e se qualificar. A sociedade é o melhor caminho para se atingir essa qualificação.
Com relação à busca por cursos, sejam eles científicos ou de gestão da carreira, acho que os dois são importantes se o médico quiser progredir. Alguns médicos que trabalham com gestão buscam mais sobre esse tema: um exemplo disso são aqueles que gerenciam clínicas. Existem os que são autônomos ou empregados e vivem em um mundo muito mais restrito. Acredito que as sociedades deveriam oferecer treinamentos para a equipe. A Medicina do Sono, por exemplo, é uma atividade multidisciplinar, logo, para trabalhar com o sono, é preciso de técnicos que não são médicos. Esse é o pessoal que a gente trabalha. A sociedade tem tudo para melhorar a equipe do médico com cursos de qualificação”.

Cardiologia
Fernanda Consolim
Médica assistente da Unidade de Hipertensão do Instituto do Coração (InCor). Coordenadora do programa de pós-graduação da Universidade Nove de Julho, em São Paulo

“Dentro da área médica, observamos um cenário de rápidas mudanças na abordagem dos pacientes, decorrente, em grande parte, do desenvolvimento tecnológico e da rápida transferência de conhecimento
das áreas básicas para a clínica. O aumento das novas informações e a velocidade com que elas vêm sendo difundidas exigem que os profissionais que utilizarão essas informações tenham uma rigorosa crítica, para selecionar o que de fato tem um respaldo científico e é fundamental no seu campo de atuação. Essa atualização é extremamente importante para o médico, pois o impacto na prática clínica é de 100%. O crescimento profissional que atribuo a essa atualização é a capacidade do médico em atender
o seu paciente com mais eficácia. Isso é o que chamo de atendimento médico adequado. Esse movimento demanda tempo e dedicação, e um dos papéis das sociedades médicas é auxiliar seus membros nessa
tarefa. Cada área de atuação tem um número muito grande de informações geradas todo ano. Uma sociedade médica agrega um número de especialistas que tem uma massa crítica para interpretar e extrair
de toda essa informação, o que tem potencial impacto para a área, apontando a relevância para os diferentes tópicos. Essa avaliação facilita aos colegas da mesma especialidade selecionar os interesses individuais dentro de um universo de informações. Em um curso de Reciclagem em Cardiologia, como o oferecido pela Socesp, o tema Gestão de carreira não é o foco principal. Gestão em carreira é um assunto que engloba aspectos de Administração, Marketing, Mercado, entre outros, e essa abrangência, a nossa sociedade não está oferecendo. Mas ela pode vir a oferecer, dependendo da demanda pelos nossos sócios. Hoje em dia, estamos percebendo que a atuação do médico está associada a uma equipe. Nesse sentido, o indivíduo que lidera essa equipe tem o papel de fomentar a procura de informações e a melhora de todos os indivíduos que estão participando do seu grupo”.

Cirurgia geral
Dalvélio Madruga
Ex-presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba e membro da Comissão de Ensino Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM)

“Em toda atividade da vida é essencial a qualificação e atualização dos conhecimentos. Em se tratando de uma profissão caracterizada como Ciência Biológica e, sobretudo, humanística, manter-se sintonizado com o progresso científico e tecnológico é imperativo para um bom desempenho profissional. É bom frisar que toda essa evolução há de se desenvolver respaldada em princípios éticos e bioéticos. As sociedades de especialidades primam por acompanhar os avanços nas diversas áreas da Medicina, isso através dos congressos, jornadas, simpósios, publicações em revistas, jornais e portais, todos com a
mesma finalidade, realizar intercâmbio e trocas de experiências, tendo um único objetivo: dar o melhor de sua capacidade profissional a quem necessita de assistência. Todo e qualquer aprendizado traz a quem tem a oportunidade de fazer – e aos que direta ou indiretamente terão a oportunidade de constatar a atualização – mais segurança e preparo, com satisfação para a sociedade como um todo quando ela busca atendimento. Na atualidade, são fundamentais o trabalho em equipe e a divisão com responsabilidade
das tarefas. Dessa maneira, todos serão beneficiados: os profissionais envolvidos e os pacientes assistidos. O apoio das sociedades, com diretrizes, programas de educação continuada e outras formas de estímulo, constituem ações de suma importância no aprimoramento profissional”.

Endocrinologia
Hans Graf
Chefe da Unidade de Tireoide do Hospital de Clínica da Universidade Federal do Paraná e diretor da Sociedade Latino-Americana de Tireoide (LATS)

“O conhecimento dobra a cada três anos, mais ou menos nessa proporção. Se a pessoa não se atualiza através de congressos ou de publicações específicas, ela ficará defasada na sua especialidade em pouco tempo. Essa é a importância de estarem sendo realizados os cursos de educação médica continuada. Existe um programa, como o da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), que é
a publicação de vários livros e brochuras que colocam o indivíduo a par dos mais recentes estudos e trabalhos em uma área específica. Além disso, a sociedade tem através dos seus congressos de atualização outra maneira de oferecer educação médica continuada. Os temas de maior importância são os que mais são frequentemente vistos na prática da clínica geral. A gente pode citar na nossa especialidade alguns exemplos como obesidade, diabetes e tireoide. Só para citar algumas patologias que são as mais prevalentes. Logo, o foco deve ser dado aos doentes em que o especialista se confronta com maior incidência daquelas mais raras. É através dos cursos que você tem essa melhor parceria. Nas sociedades, a pessoa responsável pela organização da educação médica continuada deve escolher expoentes na área de atuação. É importante que o organizador, ao chamar um médico, tenha o cuidado de verificar se aquela
pessoa está se atualizando também”.



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