sexta-feira, 18 de maio de 2012

Síndrome do Pânico - Ansiedade paroxística episódica

O que é Síndrome do Pânico?

O Transtorno psíquico popularizado como Síndrome do Pânico cursa com o que o título indica: um episódio de ansiedade que surge inesperadamente. Ou seja, alguém que está tranqüilo num cinema, dormindo em sua cama ou estirado em seu sofá sente de forma súbita sintomas físicos como falta de ar, palpitações, suor frio, medo intenso, dormências ou formigamentos, por exemplo. Rapidamente conclui que se trata de uma emergência clínica. “Devo estar infartando”... “estou tendo um AVC!”.... “Estou morrendo e preciso de socorro!”

No hospital, após toda a investigação de rotina para emergências, nada é encontrado e o médico geralmente lhe esclarece:
“Não é nada...apenas ansiedade. Você vai tomar um remedinho e pode ir para  casa”.

E agora?

Não é preciso dizer que sofrer com síndrome do pânico é perder a credibilidade. Por isso, um esclarecimento:

Embora a origem dos sintomas físicos não seja um sofrimento das células do órgão aonde surge o sintoma, a dor e a vivência deles podem ser tão intensos quanto.

Há frequentemente um medo da morte muito intenso e presente. A pessoa passa a evitar diversas circunstâncias em que pode vir a se sentir desprotegida e deflagrar o episódio de pânico. Geralmente, não sai sozinha, não anda de ônibus, não se afasta muito de casa. Muda seus hábitos, muda seu comportamento, ficando muito mais restrita e incapaz para o trabalho do que pessoas com doenças clínicas de maior gravidade quanto ao risco de morte, por exemplo.

Qual o tratamento?

A abordagem mais aceita atualmente é o acompanhamento psiquiátrico com medicamentos para os sintomas e acompanhamento psicoterápico.

Há ainda diversas outras terapias que podem contribuir muito para a melhora do paciente, como a acupuntura, musicoterapia, atividades físicas, massagens, técnicas de relaxamento.

Enfim, o principal é abordar o problema como um transtorno de ansiedade. Por isso, a forma como a pessoa recebe as demandas da vida deve ser revista. O indivíduo ansioso se mantém sobre pressão constante. Se cobra de forma regular uma atenção e eficiência que lhe impedem de relaxar e saborear o momento presente.

Podemos dizer de forma resumida que em momentos de repouso o corpo entende esse relaxamento como perigos e lhe dá um aporte de adrenalina como se o indivíduo estivesse em uma emergência. Como se estivesse em risco de vida.

Para que isso mude efetiva e definitivamente, estes níveis basais de adrenalina, de cobrança de eficiência e vigilância de desempenho precisam ser levados a um patamar saudável.

Assim, uma mudança de comportamento deve ser produzida. Uma mudança para mais qualidade de vida.
Gostaria de saber mais sobre a SÍNDROME DO PÂNICO? Deixe aqui suas dúvidas.

Fonte: Editoria HelpSaúde.

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5 comentários:

  1. mataram a pau o que esta acontecendo comigo.
    muito obrigado e parabens.

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  2. Quando vi o link logo quis ler mais sobre o tema. Eu não sei bem ao certo, mas tive algumas situações que parecem ter tudo a ver, mas definitivamente não sei o que é. A primeira vez que tive algumas destas sensações, foi numa visita a Buenos Aires, de repente, acordei de madrugada, com falata de ar, uma sensação de ansia, tremendo, um desespero total, corri para a sacada do prédio, avistei os demais prédios e tudo piorou, uma sensação de abafamento, parecia o céu estar muito próximo de mim e a dificuldade de respirar foi imensa, e muito tremor, meu marido acordou, percebeu, conversou comigo, aos poucos fui me acalmando, mas foi a sensação mais horrível que tive na minha vida. E foi do "nada" aparentemente, eu estava dormindo e acordei assim! Depois aconteceu com maior frequencia, no avião, o comissário e bordo teve que ficar ao meu lado segurando minha mão, o ar do avião foi todo direcionado para o fundo do avião onde estava minha poltrona, foi constrangedor. Depois, por diversas vezes, em meu quarto, tenho que abrir a janela, toda a casa para sentir o vento no rosto, o tremor e o pânico é assustador. Mas como acontece espaçadamente uma da outra, comecei a achar que era Claustrofobia, por lugares fechados, mas as vezes, quando alguém bate palma na porta de casa, ou telefone toca, o coração acelera e vem a falta de ar, não sei, mas um desconforto imenso com estas situações, poderia ser a síndrome do Pânico????

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    1. Consultamos a Dra. Cristiana Bardy (http://www.helpsaude.com/Cristiana-Bardy-Guida-Reis.RJ), da Editoria HelpSaúde: "Cláudia, os sintomas que você descreve são sim compatíveis com um transtorno de ansiedade. Pode ser síndrome do pânico. Pode também haver outros problemas associados. Será necessário uma consulta psiquiátrica para avaliar melhor a situação."

      Em busca de um psiquiatra? Encontre um perto de você no HelpSaúde: http://www.helpsaude.com/Busca?q=psiquiatra+

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  3. Queria Cláudia, acho que vc deveria ir num psiquiatra, ele vai diagnosticar se vc está com síndrome do Pânico ou como vc falou só crises esporáticas de ansiedade, como ele verá isso, ele vai avaliar a quanto tempo vc está sentindo isto, se já fazem vários meses, é mais provável que é sindrome do pânico sim. Sei disso porque tenho. Vai no médico e não se preocupe vc vai melhorar. Bjs querida e se cuida.

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  4. Vivo esse transtorno desde de 1989 e até hoje nada de progresso com tratamento nenhum. Sofro muito ,pois tenho duas filhas pequenas que ficam assustadas quando tenho uma crise. A verdade é que eu não vivo até hoje eu tenho sobrevivido as vezes penso que vegeto quando penso em tudo que perdi sem viver nesta vida com este mal. Se vcs puderem me ajudar agradeço.

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