segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O espaço físico como fator de competitividade



Se perguntarmos a médicos bem-su­cedidos sobre seu primeiro consultório, grande parte deles dirá que ele era pe­queno, pouco funcional e que foi deco­rado com objetos trazidos de casa. Ou­viremos também que, com o passar do tempo, a necessidade fez com que fosse buscado um espaço maior, ocasionando a mudança, ou, então, que foram feitas pequenas obras na tentativa de adequar o que se tinha àquilo que era preciso. Apesar das mudanças e das obras, muitos médicos e administradores de clínicas ainda não perceberam a importância de olhar com um pouco mais de seriedade e profissionalismo para a questão do es­paço físico como um verdadeiro fator de competitividade.

É preciso entender que o perfil do pa­ciente mudou. Como consumidor, ele é mais exigente e consciente de seus direi­tos. Cativá-lo requer esforços maiores e mais abrangentes. Comodidade e sensa­ção de bem-estar passam a ter uma im­portância muito maior para os usuários de serviços médicos do que na época em que a clientela se formava basicamente sobre o valor pessoal e profissional do médico.

O espaço físico de uma clínica pode ser dividido em duas partes: externo e interno. O externo compreende a facha­da, a entrada e as formas de acesso dos pacientes. Um serviço médico pode ser oferecido em três tipos diferentes de es­paço: em prédios comerciais, dentro de policlínicas ou ainda em estruturas ex­clusivas. É claro que as características do espaço influenciam de maneira significa­tiva a formação da imagem e, portanto, o marketing de um serviço.

Quando a clínica é instalada em um prédio comercial, além das caracterís­ticas físicas do edifício, os cuidados do condomínio com as áreas comuns e os serviços oferecidos podem ser relevan­tes. Nas policlínicas, o acesso e a sina­lização se tornam peças importantes, já que o paciente muitas vezes toma conhecimento do serviço quando vai em busca de atendimento em outra es­pecialidade. As edificações exclusivas, ao mesmo tempo em que sugerem a possibilidade de exprimir com mais clareza a “personalidade” do serviço, representam um gasto maior com se­gurança e manutenção. A localização geográfica do serviço também deve ser analisada sob dois aspectos: comodi­dade e facilidade de acesso.

No espaço interno, podemos dimen­sionar com clareza aquilo que quere­mos, precisamos e podemos fazer. O cuidado com as instalações deve con­siderar o todo. Cada cômodo, tenha a ele ou não acesso os pacientes, deve ser pensado em termos de praticidade, ra­cionalidade e conforto, pois influenciará na imagem que pretendemos desenvol­ver para o serviço.

Ao se projetar o serviço, deve ser con­siderado ainda o perfil dos pacientes que se pretende atender. Além da idade, outro fator que precisa ser levado em consideração na estruturação da clínica é a classe social da clientela: uma clínica que atenda pacientes particulares pre­cisará dimensionar o espaço físico em função do desejo de seus clientes em contar com um atendimento diferen­ciado. Da mesma maneira, uma clínica caracterizada pelo atendimento popular precisará investir no número de pos­tos de atendimento e em oferecer uma grande sala de espera.

Finalmente, é preciso ainda considerar o espaço físico em função dos tipo de ser­viço que serão oferecidos, pois uma clí­nica onde são realizadas apenas consultas precisará de estrutura bastante diferente daquela que, além de consultas, oferece exames ou da que oferece consultas, exa­mes e cirurgias, que também terá necessi­dades relativas ao espaço físico diferentes das dos centros cirúrgicos abertos.

Dica final: como em qualquer outra área ou serviço, para minimizar proble­mas com o espaço físico, é fundamental recorrer à ajuda profissional, pois a pri­meira impressão pode não ser necessa­riamente a que fica, mas, com certeza, demora a ser desfeita...
 
por Alice Selles
 
Conteúdo fornecido pela Editora DOC, parceira do HelpSaúde.




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Um comentário:

  1. Muito bom e pático o artigo!
    Realmente isto acontece diariamente na prática clínica.
    Atenciosamente;
    Dr. Fabio Corsini Motta
    Instituto Paulista de Quiropraxia - IPQ

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