terça-feira, 28 de agosto de 2012

Reflexões e soluções para o atual cenário da Saúde brasileira


Estamos vivendo um momento economicamente favorável no Brasil, apesar da previsão de inflação alta para 2011 e do real valorizado: o PIB continua em crescimento, a taxa de desemprego está em níveis razoáveis, há a ascensão das classes C e D e, consequentemente, a venda de planos de saúde está em alta, entre outros fatores. Uma pesquisa recente, encomendada pelo Instituto de Saúde Suplementar e conduzida pelo Datafolha, revela que o desejo de ter em mãos uma carteirinha de plano de saúde é prioridade para brasileiros. A contratação de serviços de saúde é o desejo que fica atrás apenas da vontade de ter uma casa própria.

Apesar de serem dados positivos, que direcionam para uma perspectiva de aumento na demanda, algumas reflexões inerentes ao segmento da Saúde se fazem necessárias. (1) Existe, hoje, uma forte consolidação de operadoras de planos de saúde formando empresas detentoras de grandes fatias de usuários, e, como consequência, com mais poder de negociação. (2) A grande oferta de serviços de saúde, em especial nas capitais, acirra a concorrência. (3) Operadoras limitam o atendimento e pressionam os preços para baixo, principalmente nos planos que atendem as classes C e D. (4) Surge a necessidade de investimento em tecnologia, pois, apesar de uma remuneração menor, o mercado exige produtos e serviços de última

geração. (5) Temos, ainda, uma forte tendência para investimentos na qualificação dos prestadores de  serviços, na busca de certificados de acreditação, processo este incentivado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Estamos diante de fatos inusitados, perspectivas de aumento de demanda, todavia com margens de lucro diminuindo a cada negociação. Porém, acredito que existe um grande espaço para atender esta nova camada da população que começa a usufruir os planos de saúde. Por sinal, tenho convicção que não há alternativa. Contudo, os prestadores de serviços em saúde, diante deste novo cenário, precisam se adequar a este contexto. Entre alguns ajustes, destaco a necessidade de uma gestão profissional com informações rápidas e precisas, que subsidiem os gestores nos processos de negociação e de controle da organização.

Os gestores de clínicas e hospitais terão que se desdobrar para conseguir retorno para os seus investidores (sócios/proprietários). Se há falta de gestão qualificada e inexistem instrumentos para a negociação, a sustentabilidade financeira em longo prazo destes prestadores de serviços é incerta. Uma das ferramentas estratégicas que se destacam quando o foco é preço, negociação e margens de lucro é a gestão de custos, uma das principais ferramentas de gestão. Afinal, a informação gerada por um sistema de custos propicia à instituição uma série de informações fundamentais no controle, na análise do desempenho, na determinação do preço, na avaliação dos serviços e nos produtos mais atrativos.

A gestão dos custos deve servir de instrumento eficaz de gerência e acompanhamento dos serviços. Com a gestão de custos, algumas perguntas podem ser respondidas com muita rapidez e clareza. Por exemplo: (1) Informações para valorização: qual é o custo de uma consulta? Qual o custo do procedimento realizado na clínica? Do montante recebido de uma operadora por uma consulta, quanto deve ficar com a clínica e quanto deve ser repassado ao profissional médico? (2) Informações para controle: quais as maiores variações mensais de custos? E por quê? Qual o ponto de equilíbrio da clínica? Qual o custo da ociosidade? (3) Informações para tomada de decisão: qual o melhor preço para venda? Terceirizar ou contratar? Qual o retorno do investimento no equipamento X? É factível abrir uma nova unidade na região Y?

O permanente acompanhamento dos custos, além de responder todas as questões acima, permitirá a implantação de medidas corretivas que visem a um melhor desempenho da instituição, com base na possível redefinição de processos, aumento de produtividade, racionalização do uso de capacidade produtiva ou outras medidas administrativas, de forma rápida, eficiente e eficaz.
 
por Eduardo Regonha

 
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DISCLAIMER: Todo e qualquer conteúdo apresentado nas páginas do Blog do HelpSaúde tem caráter estritamente informativo e educacional, e de nenhuma maneira substitui as informações ou apreciações de especialistas das respectivas áreas de interesse aqui apresentadas. O conteúdo de posts escritos por prestadores de saúde cadastrados no HelpSaúde são de responsabilidade do autor, logo a HelpSaude Brazil SA, proprietária do Blog (blog.helpsaude.com) e do Site (www.helpsaude.com) se exime de qualquer encargo ou obrigação.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O papel do gerenciamento da imagem em um serviço de saúde


Não são só as indústrias que precisam se preocupar em gerenciar a demanda de seus produtos: empresas de serviços também devem determinar estratégias de marketing, pois, ao contrário, se tornam mais frágeis e suscetíveis ao mercado e às ações da concorrência. Quem não “se vende” fica à mercê de “ser comprado”, sem nenhum controle sobre seu mix de serviços e, muitas vezes, se percebe tendo um grande volume de serviços menos rentáveis sendo realizados, em detrimento de buscar ampliar a realização daqueles que contribuem mais substancialmente para a obtenção de um resultado positivo. 

Clínicas, laboratórios e hospitais são empresas de serviços e, como tal, também precisam selecionar seu público-alvo para que possam gerenciar a demanda por seus serviços. Selecionar o público-alvo requer analisar fatores como forma de acesso (clientes particulares, sistema público de saúde ou pacientes com convênios), perfil demográfico (sexo e idade) e outras tantas condições (por exemplo, como se dá a demanda por serviços: através da indicação de outros médicos ou por procura espontânea dos pacientes).

Precisam também definir atributos para os serviços, que passam pela “marca” (se o serviço é dirigido a uma clientela particular, público mais exigente, por exemplo, a ideia de uma grife de saúde é cada vez mais valorizada), pelo local onde os serviços são oferecidos, pelo treinamento do pessoal que terá algum tipo de contato com os clientes e sobre a comunicação com eles, pois tudo isso interfere na imagem que será percebida e fixada. 

Além de pensar em ações de divulgação dos serviços oferecidos, é fundamental pensar no marketing institucional. O marketing institucional é o conjunto de atividades adotadas para criar, manter ou modificar as atitudes do público-alvo em relação a uma empresa ou organização. Quando falo em adotar ações com o objetivo de interferir na imagem da clínica, quero deixar clara a importância que atribuo a conhecer essa imagem e desenvolver um plano para que se obtenham os resultados desejados. 

A ferramenta mais importante para conhecer a imagem atual é a realização de pesquisas de opinião junto ao público-alvo. Uma pesquisa é capaz de apontar aspectos muito significativos sobre a maneira como os serviços são percebidos. As pesquisas de satisfação disponibilizadas nas salas de espera são extremamente importantes, mas não podem ser consideradas como ferramentas suficientes no processo de investigação da imagem da clínica. Uma pesquisa realizada junto a pacientes atuais, pacientes que não foram fidelizados e partiram, indicadores (outros profissionais da Saúde e mesmo operadoras de planos de saúde) e ainda decisores (os que escolhem o serviço, mesmo quando não são os usuários), pode ser muito útil para mostrar a imagem da clínica ou hospital em comparação à concorrência. 

A pesquisa é uma ferramenta fantástica que precisa ser bem planejada e conduzida para efetivamente oferecer informações relevantes: é coisa para ser conduzida por profissionais. Instrumentos de pesquisa mal elaborados ou amostras viciadas (grupos de entrevistados que representa apenas uma das tantas parcelas que compõem o público-alvo, por exemplo) são capazes de nos dizer exatamente aquilo que alimenta nossos egos, nos deixa felizes, mas efetivamente, não oferece nenhum subsídio para a melhoriada imagem do serviço. 

Avaliados os resultados obtidos no levantamento da imagem atual, o passo seguinte é a tomada de decisão. Se a imagem atual corresponde ao que se deseja, o plano de marketing deverá ser elaborado objetivando sua manutenção. Se, ao contrário, a pesquisa revela que a imagem está contaminada por aspectos negativos, o plano de marketing deverá ser elaborado de forma a valorizar os pontos que não são corretamente percebidos e minimizar os defeitos que estão destacados. Mas é importante lembrar: sem acompanhamento e avaliação, o esforço do marketing institucional se transforma em uma cara e inócua perfumaria.

por Alice Selles


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terça-feira, 14 de agosto de 2012

O desafio de se comunicar com os pequenos


A geração do futuro já é a do presen­te. Crianças e adolescentes consomem feito adultos e quem é pai ou mãe sabe muito bem o quanto gastam e como gastam. Esses jovens consumidores são expostos a todo o tipo de publicidade e de informação. Cabe aos pais e educa­dores impor limites, explicar e orientar sobre o “bombardeio” de tudo o que, se for consumido em excesso, pode com­prometer o bolso e também a saúde.
As entidades médicas já perceberam alguns abusos e estão travando batalhas para promover uma vida com mais qua­lidade. A questão do cigarro é uma das brigas mais antigas e toda a sociedade tem sido beneficiada com as restrições ao tabaco nos últimos anos. Conquistas que ainda são singelas, perto do preço que já se pagou. Afinal, quem não teve uma pessoa muito próxima que morreu em virtude das consequências de um longo período fumando? 

Uma nova batalha no Congresso ain­da está em curso e pretende tornar todos os ambientes fechados livres de tabaco e proibir ao uso de aromatizantes nos ci­garros. Eles tornam o fumo mais agradá­vel ao paladar, principalmente aos jovens, no início do vício, muitos até menores de idade. E o desafio não para por aí. O que não dizer da exposição dos cigarros em padarias, quase sempre ao lado de balas, gomas de mascar e chocolates, no mesmo golpe de vista para nós, adultos, e para crianças e adolescentes. 

A questão dos alimentos também é outro ponto que tem tido o apoio das so­ciedades médicas. Muito se tem discutido sobre os limites e as restrições à publicida­de de alimentos com alto teor de sódio, de gorduras e de açúcar. Pesquisa recente feita pelo Ministério da Saúde constatou um ex­cesso de publicidade que promove alimen­tos que podem fazer mal à saúde. Depois de analisar mais de 4 mil horas de trans­missão das TVs, os técnicos do ministério concluíram que 18% das propagandas são de redes de fast-food, 17% de guloseimas e sorvetes, 14% de refrigerantes e sucos ar­tificiais, 13% de salgadinhos em pacote e 10% de biscoitos, doces e bolos. Somados, são 72% do total dos anúncios.
É passada a hora de se comunicar com os pequenos, de falar com essa geração e de estar nos ambientes que eles estão, como TVs a cabo, internet, mídias so­ciais, nas escolas e em todos os locais. A Organização Mundial da Saúde alertou que, nas próximas décadas, o Brasil li­derará o mundo em mortes por doenças cardiovasculares. Preocupada com essa previsão, a Sociedade Brasileira de Cardio­logia se mobilizou e criou um Comitê da Criança, com cardiologistas, mas também com médicos da Sociedade Brasileira de Pediatria, psicólogos, nutricionistas, edu­cadores físicos e estudantes de Medicina. 

Eles levarão informação aos pequenos que sofrerão as consequências da má alimen­tação daqui a 15 ou 20 anos, caso não mudem agora. Levar informação aos jovens e adoles­centes será o grande divisor de águas. Além de auxiliar na formação, o fato de criar há­bitos saudáveis pode ser o melhor investi­mento para a sociedade do futuro. Afinal, o grande dilema dos médicos sempre foi convencer o paciente a mudar a rotina de vida, mesmo após detectado um problema de saúde sério mas, que em muitos casos, pode ser de fácil tratamento. Como con­vencer uma mulher a deixar de usar um brinco que provoca dermatite de contato ou um fumante a largar o cigarro por causa de um enfisema ou, ainda, não comer mais gorduras depois de detectado índice ele­vado de colesterol? É realmente o desafio diário de todo profissional da Saúde. 

Crianças e adolescentes bem informa­dos podem também ser multiplicadores de hábitos saudáveis na família e entre os amigos, já que eles estão abertos para re­ceber tal informação. Basta conhecer um pouco da linguagem utilizada por eles, detectar os veículos de comunicação cer­tos e dialogar com transparência e ver­dade. A comunicação eficiente com esses jovens pode formar uma geração saúde, que será menos resistente a tratamentos, por exemplo, de doenças crônicas que não apresentam sintomas. 

por José Roberto Luchetti


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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Riscos e oportunidades no mercado de ações


Médicos investem na bolsa de valores como uma alternativa de expansão de patrimônio e para garantir a aposentadoria segura. Mas é preciso estar atento e preparado para assumir riscos.


Em 2006, o neurocirurgião Francis­co Vaz aplicou dinheiro em ações bancárias com a expectativa de ge­rar um retorno financeiro satisfató­rio e em longo prazo. Dois anos depois, ele recebeu a notícia da falência do Leh­man Brothers, o quarto maior banco de crédito dos Estados Unidos. A queda das ações do banco na Bolsa de Nova Iorque anunciava a crise que marcou a economia mundial em 2008. Consequentemente, o médico teve prejuízos, mas não desa­nimou. Passou a estudar o movimento dos gráficos das ações e constatou que, enquanto um acionista perde dinheiro, o outro lucra com a situação.
À primeira vista, a análise pode pa­recer contraditória àqueles que não têm familiaridade com o assunto, mas isso significa que, para uma boa atua­ção no mercado financeiro, é preciso saber perder pouco. “Na bolsa, ganhar é tão fácil quanto perder. O dinheiro muda de mãos, como em um cabo de guerra”, compara. Com a experiência adquirida, Francisco Vaz lançará, em breve, o livro Bolsa de Valores para Mé­dicos (Editora DOC), que escreveu em parceria com o também neurocirur­gião Francinaldo Gomes. Na obra, os especialistas contam formas de os mé­dicos adotarem o segmento de ações para obter rendimentos acima da mé­dia de mercado.
De fato, boa parte do volume finan­ceiro negociado nos últimos anos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bo­vespa), vem de pessoas físicas – com pouco conhecimento em finanças, mas com o desejo de investir. Ao mes­mo tempo em que o mercado de ações oferece riscos em função da oscilação das bolsas e a iminência de perdas, ele é visto como uma opção para quem deseja receber rendimentos. Desde a criação do Plano Real em 1994, a economia do país entrou em uma fase promissora: a inflação foi controlada e o real tornou-se uma moeda estável, o que incentivou o surgimento de no­vas empresas. “O investimento no país aumentou e os acionistas das pequenas empresas lucraram com esse cresci­mento”, explica Francinaldo Gomes.

Os primeiros passos para investir na bolsa
Os interessados em investir preci­sam compreender, em primeiro lugar, que a bolsa de valores não é como um “cassino” ou uma “loteria”, onde é possível ganhar dinheiro caso tenham sorte. Assim como na Medicina, os investidores precisam lidar com duas condições: a incerteza, pois o mercado é imprevisível; e o trabalho com um plano de ação. Em ambas as áreas, é preciso seguir uma estratégia. Ela de­pende da quantia e das ações das em­presas nas quais se pretende investir.
“Recomendo pesquisa por empresas de dois a três setores, como a Siderur­gia e a Mineração”, sugere Francisco Vaz. Esses setores pertencem ao grupo das blue chips, empresas sólidas e líde­res de mercado, com forte capital, que geram lucros aos acionistas. A escolha criteriosa de empresas foi o que tor­nou o megainvestidor americano War­ren Buffett um dos homens mais ricos do mundo, por exemplo.
É recomendável também fazer a simulação de negociação de compra e venda, ao abrir uma conta gratuita em umas das corretoras, disponíveis
no site da Bovespa. Elas prestam o suporte necessário para a opção do investimento de acordo com o tipo de planejamento financeiro, entre ou­tras informações. “Se a ação de uma empresa vale um determinado valor, estude o gráfico de ações e acompa­nhe seu desempenho. Anote em uma caderneta a data da compra e analise seus rendimentos até o final do mês. É um treino que pode prevenir atitudes arriscadas e gerenciar riscos”, ensina Francisco Vaz.

Estratégia e bom senso: aliados do mercado financeiro
O cirurgião vascular Rafael Mara­fon segue à risca esse conselho. In­fluenciado pelo pai, que investe em ações há mais de 30 anos, ele diversi­fica seus investimentos, ou seja, aplica uma parte do capital na bolsa e ou­tros valores em imóveis e em renda
fixa. Prevendo o comportamento das ações, ele confirma a relação entre rentabilidade e risco: quanto maior a rentabilidade, mais riscos. “Desconfie da oferta de lucro muito acima da mé­dia. É preciso planejar o orçamento e não gastar mais do que se ganha. A minha intenção é formar um patrimô­nio e me aposentar com mais tranqui­lidade”, conta o médico.

Por sua vez, o cirurgião gástrico André Luis Bonini, que também foi prejudicado com a crise financeira de 2008, recuperou o valor em ações e hoje tem plena segurança em seus in­vestimentos “Aplico cerca de 40% do meu capital na bolsa. Às vezes, chego a aplicar até 50% do capital, mas não ultrapasso mais da metade, pois é con­siderada uma estratégia agressiva pe­los especialistas”, conta o médico que monitora as ações via home broker, ferramenta que permite negociações pela internet.
Estratégias à parte, no mercado fi­nanceiro o investidor não deve se dei­xar levar pela euforia. É preciso estar preparado para agir e reagir, tal como na Medicina. Apesar de ser lógico, o mercado financeiro é imprevisível. Por essa razão, exige alguns atributos do médico que pretende investir: disci­plina, controle emocional, humildade, perseverança, paciência e dedicação. “Cuide de seus investimentos assim como você cuida da família e da carrei­ra que os resultados virão. Sorte se tem no jogo. No mercado de ações, há me­todologia aplicada que traz retorno em longo prazo”, aconselha Francinaldo Gomes. Uma vez que o médico en­tenda a natureza das negociações, ele pode conquistar o sucesso também no mercado financeiro.


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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Qual importância das sociedades na educação médica continuada?


O mercado de trabalho hoje é um dos mais competitivos da história. Atualizar-se, buscar novos conhecimentos e continuar os estudos são algumas das maneiras de se diferenciar. Na área médica, isso é muito importante, uma vez que uma informação a mais ou a menos pode ser decisiva para salvar uma vida. Um dos meios de estar sempre adquirindo novas informações e se reciclando é através da educação continuada e, hoje, muitas sociedades de especialidades promovem programas com este objetivo.
Quais são, afinal, os melhores caminhos para buscar atualizações? As sociedades podem investir mais no relacionamento com os associados? Qual a importância de o médico manter-se atualizado? Quais as opções para auxiliar o médico nesse crescimento profissional? Ouvimos os mais variados especialistas para que eles deem o seu parecer.

Ortopedia
Alexandre Fogaça
Presidente do Comitê de Educação Continuada da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot)

“O foco da atenção médica é o paciente. Hoje, você tem que manter um médico atualizado, já que a produção de conhecimento é imensa e muito rápida. Assim, isso se torna fundamental para que seus pacientes tenham acesso àquilo que é mais efetivo no tratamento das principais doenças ortopédicas. Os congressos são um exemplo de encontros para debater temas e casos. Contamos também com uma ferramenta fundamental, que é a internet. Além disso, temos livros e produções técnicas feitas pelos próprios ortopedistas que são vendidos ou distribuídos para tentar aprimorar o conhecimento. Como o Brasil é um país imenso, realizamos cursos regionais variando o tema de acordo com a demanda. Os
congressos nessas áreas são montados para solucionar as dúvidas dos profissionais. Os temas procurados ainda continuam sendo os de atualização científica. Em relação à gestão da carreira médica, não são todos os profissionais que se preocupam com isso no dia a dia. Agora, da atualização científica todos necessitam. A principal função de uma sociedade médica é manter os indivíduos daquela especialidade coesos e levar aprimoramento técnico para esses associados”.

Neurologia
Geraldo Rizzo
Responsável pelo Laboratório de Sono do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia (Sonolab) do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre

“No mundo de hoje, globalizado, tudo envolve competição. Na nossa sociedade, temos que competir e buscar sermos os melhores. Se não nos diferenciamos nesse mercado, não temos chance. Essa é a razão principal da especialização, da melhora e da busca de atualização para o médico. Ele precisa se diferenciar. A sociedade pode fazer isso através de uma série de coisas, como cursos de qualificação, MBA, parceria com empresas que oferecem cursos. Fazendo isso, a sociedade dá opções para que o médico possa melhorar e se qualificar. A sociedade é o melhor caminho para se atingir essa qualificação.
Com relação à busca por cursos, sejam eles científicos ou de gestão da carreira, acho que os dois são importantes se o médico quiser progredir. Alguns médicos que trabalham com gestão buscam mais sobre esse tema: um exemplo disso são aqueles que gerenciam clínicas. Existem os que são autônomos ou empregados e vivem em um mundo muito mais restrito. Acredito que as sociedades deveriam oferecer treinamentos para a equipe. A Medicina do Sono, por exemplo, é uma atividade multidisciplinar, logo, para trabalhar com o sono, é preciso de técnicos que não são médicos. Esse é o pessoal que a gente trabalha. A sociedade tem tudo para melhorar a equipe do médico com cursos de qualificação”.

Cardiologia
Fernanda Consolim
Médica assistente da Unidade de Hipertensão do Instituto do Coração (InCor). Coordenadora do programa de pós-graduação da Universidade Nove de Julho, em São Paulo

“Dentro da área médica, observamos um cenário de rápidas mudanças na abordagem dos pacientes, decorrente, em grande parte, do desenvolvimento tecnológico e da rápida transferência de conhecimento
das áreas básicas para a clínica. O aumento das novas informações e a velocidade com que elas vêm sendo difundidas exigem que os profissionais que utilizarão essas informações tenham uma rigorosa crítica, para selecionar o que de fato tem um respaldo científico e é fundamental no seu campo de atuação. Essa atualização é extremamente importante para o médico, pois o impacto na prática clínica é de 100%. O crescimento profissional que atribuo a essa atualização é a capacidade do médico em atender
o seu paciente com mais eficácia. Isso é o que chamo de atendimento médico adequado. Esse movimento demanda tempo e dedicação, e um dos papéis das sociedades médicas é auxiliar seus membros nessa
tarefa. Cada área de atuação tem um número muito grande de informações geradas todo ano. Uma sociedade médica agrega um número de especialistas que tem uma massa crítica para interpretar e extrair
de toda essa informação, o que tem potencial impacto para a área, apontando a relevância para os diferentes tópicos. Essa avaliação facilita aos colegas da mesma especialidade selecionar os interesses individuais dentro de um universo de informações. Em um curso de Reciclagem em Cardiologia, como o oferecido pela Socesp, o tema Gestão de carreira não é o foco principal. Gestão em carreira é um assunto que engloba aspectos de Administração, Marketing, Mercado, entre outros, e essa abrangência, a nossa sociedade não está oferecendo. Mas ela pode vir a oferecer, dependendo da demanda pelos nossos sócios. Hoje em dia, estamos percebendo que a atuação do médico está associada a uma equipe. Nesse sentido, o indivíduo que lidera essa equipe tem o papel de fomentar a procura de informações e a melhora de todos os indivíduos que estão participando do seu grupo”.

Cirurgia geral
Dalvélio Madruga
Ex-presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba e membro da Comissão de Ensino Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM)

“Em toda atividade da vida é essencial a qualificação e atualização dos conhecimentos. Em se tratando de uma profissão caracterizada como Ciência Biológica e, sobretudo, humanística, manter-se sintonizado com o progresso científico e tecnológico é imperativo para um bom desempenho profissional. É bom frisar que toda essa evolução há de se desenvolver respaldada em princípios éticos e bioéticos. As sociedades de especialidades primam por acompanhar os avanços nas diversas áreas da Medicina, isso através dos congressos, jornadas, simpósios, publicações em revistas, jornais e portais, todos com a
mesma finalidade, realizar intercâmbio e trocas de experiências, tendo um único objetivo: dar o melhor de sua capacidade profissional a quem necessita de assistência. Todo e qualquer aprendizado traz a quem tem a oportunidade de fazer – e aos que direta ou indiretamente terão a oportunidade de constatar a atualização – mais segurança e preparo, com satisfação para a sociedade como um todo quando ela busca atendimento. Na atualidade, são fundamentais o trabalho em equipe e a divisão com responsabilidade
das tarefas. Dessa maneira, todos serão beneficiados: os profissionais envolvidos e os pacientes assistidos. O apoio das sociedades, com diretrizes, programas de educação continuada e outras formas de estímulo, constituem ações de suma importância no aprimoramento profissional”.

Endocrinologia
Hans Graf
Chefe da Unidade de Tireoide do Hospital de Clínica da Universidade Federal do Paraná e diretor da Sociedade Latino-Americana de Tireoide (LATS)

“O conhecimento dobra a cada três anos, mais ou menos nessa proporção. Se a pessoa não se atualiza através de congressos ou de publicações específicas, ela ficará defasada na sua especialidade em pouco tempo. Essa é a importância de estarem sendo realizados os cursos de educação médica continuada. Existe um programa, como o da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), que é
a publicação de vários livros e brochuras que colocam o indivíduo a par dos mais recentes estudos e trabalhos em uma área específica. Além disso, a sociedade tem através dos seus congressos de atualização outra maneira de oferecer educação médica continuada. Os temas de maior importância são os que mais são frequentemente vistos na prática da clínica geral. A gente pode citar na nossa especialidade alguns exemplos como obesidade, diabetes e tireoide. Só para citar algumas patologias que são as mais prevalentes. Logo, o foco deve ser dado aos doentes em que o especialista se confronta com maior incidência daquelas mais raras. É através dos cursos que você tem essa melhor parceria. Nas sociedades, a pessoa responsável pela organização da educação médica continuada deve escolher expoentes na área de atuação. É importante que o organizador, ao chamar um médico, tenha o cuidado de verificar se aquela
pessoa está se atualizando também”.



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