Pular para o conteúdo principal

ANVISA e ANS lançam banco de dados inédito que permite comparar preços de produtos para a saúde

Informações e preços sobre cerca de 300 produtos da área de cardiologia já estão disponíveis para consulta por gestores, profissionais de saúde e outros interessados. A Anvisa lançou, nesta terça-feira (14), em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), um banco de dados inédito com os preços dos produtos para a saúde comercializados no país.

O objetivo da ferramenta é diminuir a assimetria de informações disponíveis nessa área. Além de dados de registro, será possível saber preços praticados no Brasil, no local de fabricação do produto e em mais dez países: Alemanha, Austrália, Canadá, Espanha, EUA, França, Itália, Japão , Portugal, e Reino Unido.

Cateteres, marcapassos e válvulas cardíacas são alguns dos produtos disponibilizados nessa primeira etapa do projeto. O intuito é que o banco seja atualizado constantemente e abranja outras seis áreas de produtos: ortopedia, análises clínicas, terapia renal substitutiva, oftalmologia, otorrinolaringologia e hemoterapia. Na próxima fase da ferramenta, prevista para entrar em funcionamento em 40 dias, também será possível comparar preços de produtos com similaridade de uso.

Segundo o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, essa é a primeira demonstração pública das informações de que a Agência dispõe. “Dar transparência a esse trabalho permite que os usuários possam questionar os critérios de preço adotados pelas empresas”, afirmou. “Esperamos que o projeto tenha uma repercussão ainda maior para a sociedade com a participação da ANS”, ressaltou.

A ANS irá repassar as informações do banco para as operadoras de planos de saúde, evitando assim aquisições com preços superiores aos praticados no mercado. Para o diretor-presidente da ANS, Maurício Ceschin, o acesso à informação é crucial para subsidiar a tomada de decisão na área da saúde. “Essa é uma parceria entre duas agências reguladoras em prol do cidadão”, completou.

Metodologia

As informações do banco de dados foram coletadas a partir de diversas fontes: dados da Anvisa (RDC 185/2006), de revistas especializadas, pesquisa da empresa especializada em auditoria médica, dados provenientes de duas operadoras de saúde e pesquisa de mercado realizada nos Estados Unidos e Japão.

Desde 2006, com a publicação da RDC 185, os fabricantes de produtos para a saúde devem enviar à Anvisa informações econômicas, como preços praticados no Brasil e em mais dez países. As empresas que descumprem a determinação podem ter seus produtos suspensos.


Fonte: Anvisa

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mitos e verdades sobre a friagem e o golpe de ar

Leva o casaco! O inverno está chegando, e com ele alergias, gripes e outras doenças respiratórias. Essa estação do ano também trás a famigerada friagem, e as mães e avós ficam em polvorosa recomendando casaquinhos e agasalhos. Mas será que o tal golpe de ar, que ocorre quando saímos de um banho quente, quando abrimos a geladeira, quando bate um vento, e em vários outros momentos, realmente faz mal para saúde? É inegável que muitas pessoas associam friagem e golpes de ar à maior incidência de gripes. Afinal, no inverno, gripes e resfriados são sim mais comuns.  Diversos estudos já foram feitos, desde 1950, para avaliar essa correlação e nenhum desses jamais comprovou essa teoria. Eles indicam que a friagem e golpes de ar não têm influência sobre o desenvolvimento de tais doenças, que isso é uma crendice. Na verdade, gripes, resfriados e infecções respiratórias são doenças infecciosas, provocadas por micróbios que se alojam no aparelho respiratório e causam tosses, espirros, cor

Estados Unidos questionam o pânico da H1N1

Com toda a movimentação da mídia, dos governos, previsões catastróficas e vacinas compradas às pressas, os americanos e outras nações começam a questionar se todo o movimento mundial em volta da Gripe H1N1 não traria mais malefícios para a sociedade do que a própria epidemia. Notícias como "A Gripe Suína já matou 600 pessoas nos EUA e já corresponde a 97% das novas infecções" assustam qualquer um, mas tomam nova perspectiva quando vemos que 36.000 pessoas morrem anualmente para a "gripe comum" (gripe sazonal). Medidas bem intencionadas podem ser exageradas às vezes, como um excesso de escolas fechadas, e tendem a espalhar o pânico na sociedade, alimentando um medo que não corresponde à gravidade da situação. Não que devamos abstrair dos cuidados, mas é melhor para todos quando damos o devido peso às situações. Os estadunidenses já passaram por várias situações de pânico da população que no final não se converteram em tragédias, como o medo do antraz, do bug do

Os Perigos escondidos nos Alimentos: Peixe-espada

Sabiam que pode ser perigoso consumir certos peixes? Médicos alertam sobre os danos que podem ser causados por metais pesados, presentes em grandes quantidades em alguns peixes.  O alerta serve especialmente para mulheres que estão grávidas ou planejando ficar. O Dr. Philip Landrigan, pediatra da escola de medicina de Mount Sinai, diz que nesse período, evitar peixes com muito mercúrio é uma prioridade. O peixe-espada contém níveis elevados de mercúrio, um metal que pode danificar fetos em desenvolvimento e até causar ataques cardíacos em adultos. No entanto, sabemos da importância de se comer peixes regularmente, para se obter a dose diária de omega-3, um ácido graxo que diminui a quantidade de colesterol ruim no sangue (LDL) e aumenta a do colesterol bom (HDL).  A solução? Comam peixes que não contêm grandes quantidades dessas substâncias nocivas, como o salmão, atum e truta e façam rotineiramente um check-up preventivo . Equipe HelpSaúde Fonte: Rodale DISCLAIMER: