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Mitos e verdades sobre a friagem e o golpe de ar


Leva o casaco!

O inverno está chegando, e com ele alergias, gripes e outras doenças respiratórias. Essa estação do ano também trás a famigerada friagem, e as mães e avós ficam em polvorosa recomendando casaquinhos e agasalhos. Mas será que o tal golpe de ar, que ocorre quando saímos de um banho quente, quando abrimos a geladeira, quando bate um vento, e em vários outros momentos, realmente faz mal para saúde?

É inegável que muitas pessoas associam friagem e golpes de ar à maior incidência de gripes. Afinal, no inverno, gripes e resfriados são sim mais comuns.  Diversos estudos já foram feitos, desde 1950, para avaliar essa correlação e nenhum desses jamais comprovou essa teoria.

Eles indicam que a friagem e golpes de ar não têm influência sobre o desenvolvimento de tais doenças, que isso é uma crendice. Na verdade, gripes, resfriados e infecções respiratórias são doenças infecciosas, provocadas por micróbios que se alojam no aparelho respiratório e causam tosses, espirros, coriza, e demais sintomas. Sem vírus e bactérias essas doenças não se desenvolvem, havendo ou não friagem e golpes de ar.

Vocês podem estar se perguntando: mas se a friagem não leva a doenças respiratórias, porque elas ocorrem mais no inverno? De acordo com o Dr Drauzio Varella, no inverno há uma queda na umidade, o que favorece a proliferação dos vírus, e há também uma maior incidência de aglomeração das pessoas em lugares fechados, por conta do frio. Em ambientes mal ventilados, com janelas fechadas, a transmissão de tais agentes microbianos é facilitada.

O doutor explica de onde veio esse mito:

“A crendice de que o frio e o vento provocam doenças do aparelho respiratório talvez seja fácil de explicar. Sem ideia de que existiam vírus, fungos ou bactérias, nossos antepassados achavam lógico atribuir as gripes e resfriados, que incidiam com maior frequência no inverno, à exposição do corpo às temperaturas mais baixas.”

E ainda: “Se friagem fizesse mal, a seleção natural certamente nos teria privado da companhia de suecos, noruegueses, canadenses, esquimós e de outros povos que enfrentam a tristeza diária de viver em lugares gelados.”

Portanto, deve-se evitar lugares totalmente fechados, especialmente no inverno. Por mais que esteja frio, é bom tentar deixar ao menos parte da janela aberta para dificultar a transmissão dos agentes microbianos causadores de gripes, resfriados e infecções respiratórias, de pessoa para pessoa.


Fontes: Dr. Drauzio Varella, Bibliomed

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Comentários

  1. E, quanto a Rinite Alérgica???
    Ela pode ser provocada por Vento??? Mudanças de temperaturas:em um dia está calor e no outro esfria. Isto pode causar rinite alérgica???
    O Dr Drauzio fala que vírus causa a gripe e resfriados, mas a rinite alérgica, alergia respiratória ficou um tanto obscuro.

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  2. De acordo com o Grupo de Doenças Obstrutivas do Serviço de Pneumologia e do Núcleo de Assistência e Pesquisa em Asma (NAPA), a rinite alérgica só pode ser causada por substâncias alérgenas, que são diversas, como pólen, poeira, ácaros, perfumes, etc.

    As substâncias que causam alergia, quando inaladas, liberam de uma série de substâncias que atuarão sobre a mucosa do nariz, provocando vasodilatação. A mucosa fica inflamada, bem inchada e, por isso, o nariz entope. Ao mesmo tempo, estas substâncias estimulam as glândulas, as quais, por sua vez, produzem muco em excesso, fazendo com que a pessoa alérgica apresente coriza.

    O vento e o frio em si não são substâncias alérgenas, no entanto podem agravar uma crise. Com as crises, o nariz e os brônquios dos alérgicos tornam-se hipersensíveis. Sendo assim, qualquer fator externo (friagem, vento ou umidade) pode desencadear crises de asma e rinite. Outro motivo: a inalação de ar frio leva a um reflexo respiratório com tendência ao estreitamento das vias aéreas.

    Existe um período de alergia respiratória que vai de abril a outubro. No inverno, devido ao frio e às chuvas, as pessoas permanecem mais em casa, em contato com os ácaros. Também pegam dos armários casacos e cobertores cheios de poeira e mofo. Para piorar a situação, a casa é menos ventilada, o que propicia a multiplicação de ácaros.

    Além disso, as baixas temperaturas e a grande umidade do ar, características da estação, também levam ao crescimento da população de ácaros. Então, a poeira domiciliar torna-se muito mais potente, ou seja, mais perigosa para o alérgico.

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