quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O que é a Tireóide

A Tireóide é uma glândula endócrina. Isso significa que é um órgão que produz hormônios para serem usados dentro do corpo. (Existem glândulas que funcionam para fora do corpo, como as sudoríparas, que produzem o suor e as salivares, que produzem a saliva.)

Ela tem aspecto de uma borboleta ou um escudo (origem do nome) e fica na parte anterior do pescoço, já quase no tórax, pouco acima de onde usamos colar. É uma glândula que além de produzir, armazena seus hormônios. Estes são de dois tipos, T3 e T4, que modulam o funcionamento do corpo, e a calcitonina, que regula a formação dos ossos.

Como funciona? Qual a sua importância?

Os hormônios da tireóide, que atuam modulando o metabolismo, circulam na corrente sanguínea afetando todo o corpo. Através deles a glândula funciona como um pedal acelerador de um carro: quanto mais hormônio circula (em estado anormal =hipertireoidismo), maior a velocidade de funcionamento do corpo, maior o gasto de energia. O inverso também é verdadeiro e na redução do hormônio circulante (em estado anormal =hipotireoidismo), o corpo funciona mais devagar e com menos energia.

O que acontece quando a tireóide funciona mal?

Cerca de 5% da população mundial apresenta alguma alteração no funcionamento da tireóide. Costuma ser mais freqüente em mulheres com mais de 40 anos.

Os problemas no funcionamento dessa glândula podem surgir:

1. Ao nascimento, pela falta da glândula – podendo levar a um retardo do desenvolvimento com retardo mental severo e nanismo. Isto pode ser evitado se a deficiência for detectada com o teste do pezinho, iniciando-se prontamente a reposição do hormônio;

2. Em áreas pobres em iodo, também chamadas áreas endêmicas, pois apresentam recorrência do problema pela falta de iodo no ambiente, importante elemento para a produção do hormônio. Na tentativa de manter seu funcionamento normal, a glândula cresce mais que o normal. Surge o bócio, um inchaço no pescoço decorrente deste crescimento anormal;

3. Inflamações auto-imunes, onde o próprio corpo se defende da glândula como se esta fosse um corpo-estranho ao organismo. As mais conhecidas são a DOENÇA DE GRAVES e a TIREOIDITE DE HASHIMOTO;

4. Nódulos ou tumores podem surgir por diversas razões como exposição à radiação ou toxinas, mas sem causa comprovada também. São mais freqüentes em mulheres a partir dos 35 a 40 anos. Mesmo quando não se trata de câncer, estes nódulos podem comprometer o funcionamento da glândula e desestabilizar todo o funcionamento do organismo.

Quais são os sintomas quando a tireóide está com problemas?

Quando os hormônios T3 e T4 diminuem na circulação levam o indivíduo a ficar “desacelerado”.

Então, os sintomas que podem ser encontrados são: Cansaço, fraqueza, cãibras, maior sensibilidade ao frio, lentidão, pele seca, dor de cabeça, sangramento menstrual excessivo, unhas fracas, cabelos finos e ralos.

Não havendo tratamento adequado podem evoluir para:

Fala mais arrastada, ausência de suor, ganho de peso, constipação intestinal, inchaço, rouquidão, redução da sensibilidade a odores e ao tato, queimação gástrica, dores musculares, falta de ar, angina, perda de audição, depressão e problemas de memória (pseudo demência).

As alterações que decorrem do aumento dos hormônios tireoidianos circulantes levam a sintomas opostos aos descritos acima. Assim:

Irritação e ansiedade, suor excessivo, taquicardia, emagrecimento, pele quente, tremores e insônia.

O que fazer quando surgirem estes sintomas?

Muitos destes sintomas surgem em diversos problemas diferentes. Identificar estas síndromes, o hipotireoidismo ou hipertireoidismo é responsabilidade dos médicos. Existem exames a serem feitos, além da entrevista médica e o exame físico, que são dosagens sanguíneas dos hormônios, exames de imagem e até punções da glândula, quando houver suspeita de crescimento anormal (tumores ou nódulos).

Então, o ideal é que se procure um médico generalista para revisões anuais e, havendo alterações nos exames, este poderá encaminhar o paciente ao tratamento adequado.

Fonte: Editoria Help Saúde

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