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Epidemia na Europa - Alemanha estabelece força-tarefa para buscar fonte da bactéria 'E. coli'

Variação da bactéria já matou 18 pessoas, 17 delas no país. Cientistas querem saber onde os vegetais são contaminados.

A Alemanha estabeleceu nesta sexta-feira uma força-tarefa nacional, na corrida para conter a disseminação de uma bactéria mortal, para encontrar a fonte de uma cepa altamente tóxica da bactéria E. coli que matou 18 pessoas -- 17 na Alemanha e uma na Suécia -- e disparou um alarme mundial.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, envolto numa disputa comercial com a União Europeia depois que Moscou proibiu as importação de frutas e vegetais frescos do bloco, agravou a crise dizendo que não irá "envenenar" os russos suspendendo o embargo.

Os alemães estão sendo orientados a não comer saladas cruas. As autoridades sanitárias disseram ter registrado 199 novos casos da cepa rara e altamente tóxica da infecção nos últimos dois dias. Desde o primeiro caso, detectado em 1º de maio, 1.733 pessoas já se infectaram com a bactéria.

Os cientistas lutam para localizar a contaminação, supostamente causada por má higiene em uma fazenda, no transporte, em uma loja ou distribuidor de alimentos.

Institutos de saúde por toda a Europa têm tentado tranquilizar o público sublinhando que a E. coli, causa frequente de envenenamento alimentar, geralmente pode ser evitada lavando os vegetais e as mãos antes de se comer, reduzindo os riscos de se transmitir a bactéria das fezes de uma pessoa infectada.

Mas a resistência da cepa a alguns antibióticos e a incapacidade de descobrir a fonte do surto, tornada mais difícil pela natureza das saladas que incluem uma variedade de produtos de diferentes produtores, despertou preocupações.
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Primeiro surto
A Alemanha está no centro do surto, mas pessoas adoeceram em outros dez países europeus e nos Estados Unidos, provavelmente pela ingestão de alfaces, tomates, pepinos e outros vegetais frescos de saladas na Alemanha. A região em torno da cidade de Hamburgo, no norte do país, é a mais atingida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a cepa é rara e já foi vista em humanos antes, mas jamais num surto como o atual.

A bactéria E.coli em si é inofensiva, mas a cepa em questão tem a capacidade de se aderir às paredes intestinais, onde libera toxinas, às vezes causando fortes diarréias com sangue e problemas renais.

Foto: O bacteriologista Holger Rohde, da Clínica Universitária de Eppendorf, na Alemanha, mostra o código genético da bactéria E. coli (Foto: Marcus Brandt / AFP Photo)


Fonte: Globo.com

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