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Dia da Imunização


Em 09 de junho comemora-se o dia da Imunização para conscientizar a importância da vacinação para a prevenção de doença s e venenos.

O termo "vacina" é derivado do latim materia vaccinia (substância que vem da vaca) Esse nome deve-se à primeira vacina contra a varíola, criada pelo médico inglês Edward Jenner, ao perceber que após contrair a varíola bovina, as pessoas ficavam imunes a varíola humana.

Porém, foram 20 anos de pesquisas. Em 1796, o Dr. Edward Jenner vacinou com êxito um menino, injetando a secreção das fístulas de uma vaca com varíola nele. Algumas semanas depois, inseriu na criança a varíola humana e este não adoeceu.

Ressaltamos que a comunidade médica resistiu inicialmente, entretanto, a vacina passou a ser mundialmente utilizada.

O QUE É IMUNIZAR?

IMUNIZAR é fazer um ser humano ou um animal ficar imune a uma moléstia infecciosa, tornando o organismo capaz de reagir a agentes como as doenças e os venenos. É um conjunto de métodos terapêuticos destinados a conceder resistência ao organismo.

FORMAS DE IMUNIZAÇÃO

A imunidade pode ser natural ou adquirida: A imunidade natural compreende mecanismos inespecíficos de defesa de pele, Ph, e a imunidade conferida pela mãe através da via transplacentária e pelo leite materno ao recém-nascido.

A imunidade adquirida pode ser espontânea, após um processo infeccioso, ou induzida de maneira ativa ou passiva:

Passiva: administração de anticorpos previamente formados (imunoglobulinas) ou soros hiperimunes. Útil em pacientes com defeito na formação de anticorpos ou imunodeprimidos;

Ativa: uso de microorganismos vivos atenuados, mortos e componentes inativados de microorganismos.

O MEIO para a imunização é a vacina. A vacina é uma substância não reagente que é feita do vírus da doença (morto ou inoculado) que é injetado no corpo humano ou do animal. O processo é o seguinte: ao receber a vacina, o corpo não reconhece que o vírus está morto e fabrica substâncias para combatê-lo.

Assim sendo, quando o organismo estiver vulnerável ao contágio da doença, será defendido pelos anticorpos da vacina.

A CARTEIRINHA DE VACINAÇÃO

Todos nós temos a nossa "carteirinha de vacinação" desde o nascimento. É através dela que participamos do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde e controlamos as vacinas opcionais. Mantendo-a em dia, reduzimos a incidência de doenças infecciosas em todo o país e, sobretudo, a nossa saúde. As vacinas obrigatórias, segundo o Programa Nacional de Imunizações, podem ser encontradas nos Postos de Saúde e também são aplicadas durante campanhas nacionais e são gratuitas.

As vacinas chamadas "opcionais", que não são fornecidas pelo governo, podem ser aplicadas em clínicas particulares e possuem preços variados. Nos dois casos, é necessário apresentar a carteirinha de vacinação.

CALENDÁRIO E NOVAS VACINAS PARA AS CRIANÇAS

O Governo Federal anunciou em janeiro a introdução de duas novas vacinas no calendário básico de vacinação infantil, que serão adotadas a partir do segundo semestre:

1- A vacina injetável contra a poliomielite (chamada de Salk); e
2 -A vacina pentavalente, que imuniza contra 5 doenças : Difteria, Tétano, Coqueluche, Hemófilos e Poliomielite.Esta vacina não possui reações adversas e s eu uso é indicado do 4º aos 15º mês de vida e entre 3 e 6 anos de idade.

Para o Ministério da Saúde, a introdução da vacina injetável contra a pólio reduz riscos de possível contágio pela doença. Em 2011, foram registrados dois casos suspeitos de paralisia infantil supostamente causados pela vacina oral, a Sabin. A dose injetável torna o risco quase nulo.

ATENÇÃO: a aplicação da dose injetável não irá retirar do calendário de vacinação as doses orais, a "Sabin" já aplicadas nas campanhas de imunização. Segundo o governo, será aplicado um esquema sequencial, com as duas vacinas. A imunização injetável será aplicada aos dois e aos quatro meses de idade, e a vacina oral será usada nos reforços, aos seis e aos 15 meses de idade.

Já a vacina pentavalente reunirá em uma única dose imunizações contra difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenza tipo B e hepatite B. Atualmente, a imunização para estas doenças é oferecida em duas vacinas separadas.

OUTRAS MUDANÇAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE

Também, o Ministério da Saúde anuncia outras mudanças:

Antes, a criança precisava ser vacinada do nascimento até os seis meses, sem intervalo, e com doses de imunizações diferenciadas contra as doenças. Agora, a vacina contra BCG e Hepatite B será feita ao nascer e depois somente com dois meses, onde receberão a dose da nova vacina pentavalente e da poliomielite inativada.

As outras duas vacinas que antes eram aplicadas aos dois meses – vacina oral "Rotavírus Humano" e "vacina pneumocócida 10" – seguirão mantidas de forma igual no calendário.

As segundas doses das vacinas de poliomielite inativada e da pentavalente serão realizadas aos quatro meses.

A vacina pentavalente ainda terá uma terceira dose de aplicação, aos seis meses. Neste período, a criança também receberá a dose da vacina oral contra a poliomielite e a vacina pneumocócica 10.

H1N1 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) disponibiliza para 2012 a mesma linhagem da vacina contra a Gripe Suína que disponibilizou em 2011 porque os vírus circulantes não sofreram alterações.

A composição da vacina para gripe sazonal é atualizada a cada ano, de acordo com os vírus circulantes, para garantir a eficácia do produto de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Hemisfério Sul.

Esta vacina é recomendada para o "grupo de risco”, e é aplicada em etapas em trabalhadores se saúde, gestantes, doentes crônicos, crianças entre 6 meses e 2 anos, população entre 20 e 29 anos de idade, população com mais de 60 anos com doenças crônicas e população de 30 a 39 anos.

FIQUE EM DIA COM SEU CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO, se necessário, procure as Clínicas de Vacinação mais próximas no site do Help Saúde.

Muita atenção às imunizações que são necessárias se você vai viajar, se reside em áreas de risco de Febre Amarela ou se foi vítima de ferimentos causados por acidentes ou animais. Além da Febre Amarela, as vacinas contra tétano, raiva, o soro antiofídico são algumas que nunca sabemos quando iremos precisar. Nunca dispense orientações médicas.

Fonte: Editoria HelpSaúde.


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