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Ainda contando calorias? Seu plano para perder peso pode estar ultrapassado!



Não é segredo que os americanos são mais gordos hoje do que nunca. E não apenas aquelas pessoas que tem uma maior propensão genética de engordar ou sempre foram gordas. Muitas que foram magras quando mais jovens vem ganhando alguns quilos a mais à medida que chegaram à meia idade. Por isso, pesquisas sobre quais comidas que deveriam ser mais consumidas e quais deveriam ser evitadas para não engordarem ao longo dos anos, é de grande interesse de mais de 10 milhões de americanos.

Uma nova pesquisa, feita por especialistas em saúde na Universidade de Harvard mostrou uma detalhada análise sobre os fatos que influenciam o ganho de peso. Participaram da pesquisa 120.877 homens e mulheres saudáveis e não obesos até o início da pesquisa. Além da dieta também seria levado em consideração: atividades físicas, o sono, as horas assistindo TV e o consumo de álcool e tabaco.

“As cobaias” da pesquisa - que incluía enfermeiras, médicos, dentistas, veterinários e outros profissionais da área da saúde – foram analisados por 12 a 20 anos e a cada 2 anos eles respondiam questionários sobre sua alimentação e outros hábitos além de serem pesados.
A análise examinou os fatores que influenciam o ganho ou a perda de peso, durante um período de 4 anos. A média de ganho de peso foi de 1,5 kg a cada 4 anos e com um total de 7,6 kg em 20 anos.

“Esse estudo mostra que a noção de que comer tudo em moderação, ingerir poucas calorias e evitar comidas gordurosas, não é a melhor solução”, afirma o médico Dariush Mozaffarian, cardiologista e etimologista de Harward e autor do estudo. “O que você come faz uma diferença, apenas contando as calorias não importa muito ao menos se você prestar atenção no tipo de calorias que você está ingerindo”.

Detalhes têm seu valor

As pessoas não se tornam obesas de uma hora para outra. Diferente do ganho de peso ao longo dos anos que acontece mais lentamente. E a pessoa só se dá conta quando as roupas não entram mais tranquilamente como antes.

Além do efeito do ganho de peso no corpo e nas roupas, o mais perigoso é para a saúde. O estudo revelou que com apenas algumas mudanças na alimentação, atividades físicas e outros hábitos é possível se manter no peso ao longo dos anos.

As comidas que contribuem para um ganho de peso em excesso não são surpresa: em primeiro lugar batatas fritas, o consumo em demasia delas foi relacionado o um ganho de 1,5 kg a cada período de 4 anos. As batatas fritas de “saquinho” (700g), bebidas açucaradas (450g), carnes vermelhas e carnes processadas (430g e 421g respectivamente), outros tipos de batatas (250g), doces e sobremesas (185g), outras comidas fritas (145g), sucos de frutas (140g) e manteiga (136g).

E as comidas que contribuem para o emagrecimento também não foram nenhuma surpresa: frutas, vegetais, legumes e cereais.

Ao contrário do que muitos acham: o consumo diário de produtos ricos em gordura como leite integral e o queijo tem um efeito neutro na dieta.

Apesar da noção convencional de se evitar comer gordura para conseguir emagrecer, de acordo com a pesquisa a perda de peso esteve ocorreu mais em pessoas que comiam: iogurtes e nozes (alimentos ricos em gordura vegetal) ao longo de um período de 4 anos.

Nozes são ricos em gordura vegetal e a ingestão delas pode ajudar as pessoas a perder peso, provavelmente porque esse alimento ajuda na saciedade, não promovendo a fome tão rapidamente.

O iogurte foi alimento que esteve mais ligado a perda de peso devido a uma bactéria saudável presente na sua composição que aumenta a produção de hormônios intestinais que aumentam a saciedade e conseqüentemente diminuem a fome. Os participantes que comiam iogurte regularmente perdiam 0,365kg em 4 anos.

Outras influências

Em alguns estudos também foi questionado se a quantidade de horas de sono por noite influenciava no peso das pessoas. Em geral, pessoas que dormem menos de 6 horas ou mais de 8 horas por noite tendem a engordar.

As explicações seriam que os efeitos de curtas noites de sono causam ao organismo em relação à saciedade dos hormônios.

Assistir TV também foi outro hábito analisado na pesquisa, que afirmou que pessoas que passam mais horas em frente à TV engordavam mais principalmente porque são influenciados por anúncios publicitários de fast food e guloseimas.

O consumo de álcool também tem uma interessante relação com as mudanças de peso, principalmente nos diferentes tipos de álcool. A pesquisa afirmou que a ingestão de dois copos de vinho ao invés de um não causa nenhum efeito significante, porém a ingestão em demasia de vodka e outros tipos de álcool pode garantir uns números a mais na balança. O cigarro também tem sua influência no peso: ao comparar pessoas que nunca fumaram com aquelas que pararam de fumar nos últimos 4 anos, as que desistiram do vício engordaram cerca de 2,3kg.

Aqueles que continuaram fumando perderam 0,3 kg a cada período de 4 anos, os pesquisadores suspeitaram que essa perda de peso veio de uma doença não diagnosticada, especialmente porque os que continuaram fumando não tiveram nenhuma mudança no peso.

Fonte: Ny Times

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