segunda-feira, 14 de maio de 2012

Câncer de Testículo


O que é o câncer de testículo?

É uma forma de câncer que atinge os homens, e pode ser considerado raro, com incidência de 3 a 5 casos para cada 100 mil indivíduos. Entre os tumores malignos na população masculina, o câncer de testículo responde por 5% dos casos. Atinge homens com idade entre 15 a 50 anos, ou seja, em plena fase reprodutiva.

Na gestação, os testículos são desenvolvidos dentro do abdome, e durante o primeiro ano de vida, os testículos deverão descer para a bolsa escrotal. Existem homens que apresentam falhas nesse processo, e estes possuem maior chance de desenvolver o câncer de testículo.

É um câncer de baixa mortalidade, quando comparado com outros tipos que atingem o homem, como por exemplo o câncer de próstata. Sua maior incidência em pessoas jovens e sexualmente ativas requer atenção pois o câncer de testículo pode ser mascarado ou confundido com doenças que são sexualmente transmissíveis como orquiepididimites, que são inflamações dos testículos e epidídimos.

Quais são os sintomas do câncer de testículo?

Os mais comum entre os sintomas do câncer de testículo é o surgimento de um nódulo endurecido, indolor, com o tamanho similar a uma ervilha.

Entretanto, qualquer massa ou nódulo que seja notado deve-se se procurar um médico, principalmente o urologista. Pode ser apenas uma infecção, mas em caso de câncer quanto mais precoce for o diagnóstico maiores são as chances de cura.

Sintomas como:

- alterações no tamanho dos testículos, seja aumentando ou diminuindo,
- dor indefinida no adbome inferior, como dor nas costas ou no estômago,
- sensação de “peso” na bolsa escrotal,
- sangue ao urinar e
- sensibilidade aumentada nos mamilos também devem ser observados e notificados ao médico.

Quais são os fatores de risco? Existe prevenção?

Os principais fatores de risco para que se desenvolva o câncer de testículo são:

- o histórico de ocorrência da doença entre familiares,
- lesões ou traumas na região da bolsa escrotal e
- criptoquirdia.

Durante a infância, é importante que o pediatra examine a bolsa escrotal para verificar se a descida dos testículos para a bolsa ocorreu normalmente.

A principal forma de prevenção é fazer do auto-exame um hábito, devendo ser realizado com freqüência mensal. Atualmente, o câncer de testículo é considerado um dos mais curáveis entre os tipos de câncer, principalmente quando detectado nos estágios iniciais. Embora seja uma doença agressiva devido a sua rápida duplicação das células tumorais, é de fácil diagnóstico e excelente resposta aos quimioterápicos adotados hoje em dia.

 Como é feito o tratamento do câncer de testículo?

Inicialmente é realizado procedimento cirúrgico, através de pequena incisão no abdome para expor o testículo realizar-se a biópsia. O resultado é obtido durante a cirurgia. Sendo positivo para o câncer, o testículo é então retirado, sem que isso prejudique as funções sexuais e reprodutivas do paciente, desde que o outro testículo esteja saudável e normal, pois após a retirada, o remanescente irá produzir mais testosterona e esperma, compensando a ausência do que foi retirado. Será feita uma análise para se identificar se o câncer se espalhou para outros órgãos, o que vai determinar se o sequência do tratamento a ser adotado será por meio de nova cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou controle clínico da doença.



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