terça-feira, 29 de maio de 2012

Como utilizar as redes sociais com o paciente?

Foi-se o tempo em que as redes sociais eram apenas uma forma de encontrar e conhecer novos amigos. Sites como Facebook, Twitter, Orkut e LinkedIn, hoje, são utilizados por pequenas, médias e grandes empresas como importantes ferramentas de marketing. Dessa forma, não seria diferente com os médicos.

As redes sociais podem se transformar em uma forma bastante eficaz de criar uma relação de confiança entre médico e paciente, assim como conquistar a fidelidade dos mesmos. No entanto, há certos cuidados que devem ser tomados na utilização dessas ferramentas, principalmente no que diz respeito à privacidade dos pacientes. Neste debate conversamos com alguns especialistas adeptos das novas tecnologias para saber como eles utilizam as redes sociais e como isso auxilia o relacionamento com seus pacientes.

Dr. Marcelo Pereira, CRM: MG37971, é Ginecologista cadastrado no HelpSaúde.
Especialista em Cirurgia da Mão pelo Hospital da Baleia. Proprietário da Clinica Bella Derme, em Contagem.

“Há alguns anos criei uma conta pessoal no Orkut, mas ainda não tinha pensado em interagir com pacientes. Há cerca de um ano e meio criei um segundo perfil profissional, em que comecei a interagir com pacientes, respondendo dúvidas até mesmo de pessoas que não operaram comigo. Possuo, hoje, perfil também no Facebook e no Twitter. Um médico, assim como todo profissional, deve se preocupar em estar sempre atualizado e as novas tecnologias devem ser utilizadas para isso. Como é um profissional que está sempre com a agenda cheia, as redes sociais são espaços em que o médico se torna mais acessível às pessoas quando elas têm dúvidas, estão ansiosas ou mesmo querem estar em constante contato. Na minha opinião, as novas tecnologias devem ser utilizadas de forma transparente e constante. Alguns pacientes não utilizam a internet com muita frequência, mas a grande maioria tem perfil na rede, principalmente no Orkut. Se não tem, nos comunicamos por e-mail. As redes sociais me ajudam a estar próximo dos pacientes, visto que, diante de uma agenda atribulada, não conseguiria atender suas dúvidas pessoalmente ou mesmo por telefone. Da mesma maneira, as redes sociais me trazem novos pacientes que, felizes com a forma atenciosa com que os trato, acabam vindo pessoalmente ao meu consultório”.

Dr. Almir Fernando Loureiro Fontes, CRM: MG23155, é Cardiologista cadastrado no HelpSaúde.
Médico do Santa Genoveva Complexo Hospitalar e técnico-administrativo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (MG)

“Em função de sempre ter morado longe dos meus pais, aprendi a utilizar bem cedo a informática. Costumo informar meu e-mail para alguns pacientes e até prefiro essa forma de contato do que o próprio celular. Evidentemente não dá para fazer uma consulta pelo computador. O máximo que podemos fazer é orientar ou marcar uma consulta pela internet. Todas as áreas hoje estão evoluindo muito e a Medicina, sem sombra de dúvida, também tem tido uma grande evolução. Sendo assim, a internet permite que a gente se atualize porque hoje existem vários programas de educação continuada a distância, onde você pode assistir a aulas ou palestras e participar de cursos ou chats. Além disso, alguns portais disponibilizam informações para o público leigo. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e suas regionais de São Paulo (Socesp) e de Minas Gerais disponibilizam informações não só para o médico mas também para o leigo, para orientar em relação a cuidados com alimentação, atividade física e cuidados com doenças do coração. A internet é uma ferramenta que está no dia a dia. O paciente, em função de a mídia disponibilizar informações, já vem com um ‘pré-diagnóstico’. É o chamado ‘Dr. Google’. Porém, a informática não substitui o médico. Por mais que o paciente procure informações na internet, ele precisa conversar. A relação direta com paciente é necessária, pois a internet jamais a disponibilizará”.

Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros, CRM: SP24699, é Pediatra cadastrado no HelpSaúde.
Autor do livro Seu bebê em perguntas e respostas – do nascimento aos 12 meses. Ex-diretor técnico do
Hospital São Leopoldo, em Minas Gerais

“Em 2010, iniciei o Blog do Pediatra, onde posto semanalmente temas de interesse dos pais com relação aos cuidados com as crianças. Utilizo também o Orkut e o Twitter profissionalmente. O médico, assim como todos os outros profissionais, tem a obrigação de se adaptar às novas formas de comunicação, com o intuito de dar ao seu paciente toda e qualquer forma de acesso. Uma das maiores virtudes de um pediatra é a disponibilidade ao paciente, e as redes sociais são uma excelente forma de aproximação entre o médico e o paciente, o que aumentará a confiança e a credibilidade do profissional. Hoje, as vantagens das redes sociais são a rapidez na comunicação, a interatividade e a obtenção de relatos que, anteriormente, só por telefone, não era possível. Com as redes sociais, é possível enviar vídeos e imagens e, desta maneira, posso orientá-los, acalmá-los e até indicar como devem proceder em casos emergenciais. Alerto, porém, que toda essa tecnologia não substitui uma consulta presencial”.

Dr. Marcelo Papelbaum, CRM: RJ686530, é Psiquiátrico cadastrado no HelpSaúde.
Médico colaborador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Instituto Estadual de Diabetes
e Endocrinologia do Rio de Janeiro (Iede/RJ)

“As novas tecnologias ajudam o médico, sobretudo, a aumentar a adesão dos pacientes ao tratamento e a facilitar um acompanhamento médico mais dinâmico, onde queixas clínicas podem ser feitas pelo paciente e remediadas precocemente. No Facebook, sempre procuro passar informações médicas de forma didática, de fácil compreensão, que possam esclarecer de fato as dúvidas dos pacientes, enviando links de matérias e artigos interessantes. Ainda procuro usar um blog com atualizações médicas sobre vários assuntos. A utilização das redes sociais dá mais segurança ao paciente de que ele poderá contar com o médico em uma eventual necessidade, além de facilitar o contato público e a interação social. No entanto, o médico deve tomar certos cuidados com a exposição de sua imagem e isso acaba limitando o uso da internet para interagir com amigos de forma não profissional. Procuro me preservar dos riscos dessa exposição, tomando cuidados que qualquer pessoa deveria tomar. Não forneço dados pessoais e procuro me ater a opiniões profissionais. Guardo minhas impressões pessoais para uma comunicação mais privativa. Abdiquei da internet como contato não profissional. Não dá para fazer as duas coisas bem. Dessa forma, minimiza-se, mas não se exclui a chance de ser mal-interpretado”.

Dr. Juliano Scheffer, CRM: RJ686530, é Ginecologista cadastrado no HelpSaúde.
Diretor científico do Instituto Brasileiro de Reprodução Assistida

“Não temos como fugir da tecnologia, principalmente da internet. Utilizo o Facebook, o Twitter e um blog desde 2007. O médico tem que se adequar às inovações, pois é uma necessidade atual, seja para a prática da Medicina ou no relacionamento com os pacientes. Não há como estar atualizado sem usar a internet. A credibilidade do médico hoje é avaliada até mesmo nas redes sociais e fóruns da internet. No entanto, a consulta médica nunca deverá ser substituída. A interação médico-paciente via internet é somente para orientação e esclarecimento de dúvidas. Nunca poderá ser utilizada para dar diagnóstico, tratar e prescrever medicamentos. As vantagens de se ter um perfil na internet são inúmeras e a principal é o contato mais rápido com as pessoas e a troca de informações em tempo real. A desvantagem é a utilização errônea por parte dos pacientes que desejam diagnóstico, tratamento e prescrições. Isso é proibido. Porém, a maioria das pessoas atualmente sabe usar as redes sociais. Quando se utiliza essas tecnologias para o crescimento profissional, os riscos da exposição são pequenos. Além disso, sempre existe a curva de aprendizagem. Ou seja, com o tempo, o médico aprende como lidar com os defeitos da internet e vence os obstáculos. O especialista nunca será mal-interpretado se exercitar sempre a conduta certa e respeitando as normas, diretrizes e legislações vigentes”.

Dr. Mohamad Barakat, CRM: SP68874, é Nutrologista cadastrado no HelpSaúde.
Fundador do Instituto de Medicina Integrada, Fisiologia e Nutrologia Esportiva Health4Life

“Utilizo o Facebook e o Twitter há nove meses. Vejo que se usarmos as mídias de forma profissional, impondo algumas regras e evitando qualquer tipo de contato ou relacionamento pessoal, aos poucos os amigos entendem, respeitam e acabam ajudando para que essa ferramenta tenha seus objetivos alcançados. Escrevo artigos sobre os temas relacionados ao meu trabalho. Eles são postados em meu blog e divulgados na mídia. De duas a três vezes ao dia posto trechos desses artigos no meu Facebook e no Twitter. No decorrer do dia, os usuários leem, comentam e tiram dúvidas. Assim, inicia-se o debate. Algumas vezes uma única frase postada chega a ter mais de 20 pessoas lendo e comentando. Com o tempo, além dos pacientes, muitas outras pessoas pedem para ser adicionadas. Em nove meses, sem convidar ninguém, já possuo mais de 1.400 amigos. Isso acaba gerando uma fidelização, pois eles estão sempre contando comigo para qualquer esclarecimento. Tenho um grande número de pacientes com 20 a 40 anos, usuários das redes sociais. Daí a importância de estar com eles. Assim, não sou um ‘Dr. Careta’, segundo definição deles mesmos”.

Patrícia Peck Pinheiro, Advogada especialista em Direito Digital 

“O médico, usando as redes sociais, tem maior acesso a informações e troca experiências não apenas com a comunidade médica. Ele conhece casos de pacientes, o que é importante até no mapeamento de doenças raras, entre outros pontos importantes de pesquisa e atualização que todo profissional da área médica tem. Além disso, é importante ele saber o que está na internet, pois há muita informação errada. Assim, pode alertar o paciente se algo é verídico ou não. Porém, mesmo com os pontos positivos, o médico não pode se esquecer do sigilo profissional. Cabe a ele respeitar a privacidade dos pacientes. As vantagens de ter um perfil na internet se relacionam com a aquisição permanente de conhecimento, com o aumento da rede de contatos e com a divulgação de pesquisas. Além disso, ajuda na humanização da relação, por ser este um médico mais acessível. As desvantagens têm a ver com o vazamento de informações confidenciais e com o assédio de pacientes nas redes sociais pessoais. Por isso, se o médico tem um blog e ele quer que o conteúdo seja pessoal, ele não deve comentar por lá sobre assuntos de seu trabalho. Se optar por uma rede social pessoal, não adicione pacientes como contatos e ative as configurações de privacidade”.

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Conteúdo fornecido pela Editora DOC, parceira do HelpSaúde.


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Um comentário:

  1. A Quiropraxia tem ajudado muita gente através de dicas e orientações via blogs e sites.

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