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Leptospirose

O que é leptospirose?

Trata-se de uma doença infecciosa, que pode inclusive levar à morte. É causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans.Trata-se, então, de uma zoonose (doença de animais), comum em todo o mundo, com exceção das regiões polares. Pode atingir crianças e adultos, de ambos os sexos. Em praticamente todos os indivíduos afetados a evolução é benigna, isso significa que a doença é benigna e sem maiores complicações.

 A leptospirose se desenvolve em animais como roedores e mamíferos silvestres, mas pode ocorrer em também em animais domésticos, como cães e gatos, e animais de abate, como bois, porcos, ovelhas, etc.

O principal agente para infecção humana é o rato de esgoto, pois estão em grande número nos bueiros e sistema de esgoto das cidades, locais próximos ao convívio humano. A bactéria se prolifera (multiplica) nos rins desses animais, e é depois eliminada pela urina, podendo sobreviver no solo úmido ou na água.

ATENÇÃO ÀS CHUVAS DE VERÃO!

Junto com as chuvas de verão e alagamentos tão freqüentes no verão, os riscos de contrair leptospirose aumentam bastante. Saímos de casa sem saber que irá chover mais tarde. Quem sai preocupado com o calor não lembra que deveria usar sapato fechado para evitar molhá-lo nas poças quando chove. Nem sempre é possível ter uma bota ou galocha no trabalho para colocar na hora e ir para casa.

Então, quando entramos em contato com água da chuva e esgoto transbordado contaminada com a bactéria, ela entra no organismo através da pele ou mucosas, como olhos, boca e nariz. O indivíduo que tiver contato com água contaminada pode ser infectado pela doença, principalmente se houverem ferimentos da pele ou contato prolongado com a água. Não é comum a transmissão da doença entre pessoas. Mas, também não é impossível.
Por isso, quem vive em áreas com maior incidência de enchentes ou alagamentos ou aonde a coleta de lixo é inadequada, favorecendo o surgimento de ratos, está mais sujeito a contrair a doença.

ATENÇÃO AO PREPARAR FRUTAS, LEGUMES E FOLHAS

Da mesma forma, o consumo de alimentos que tenham tido contato com a água contaminada e não foram lavados corretamente também é uma forma de se contrair a doença. Estes devem ser lavados com sabão de coco e deixados de molho em água com gotas de detergente (este para retirar a camada de agrotóxicos).

SINTOMAS MAIS COMUNS

Os sintomas de uma infecção por leptospirose podem variar muito de pessoa para pessoa. Podendo ocorrer sintomas leves, moderados ou até um quadro muito grave e com risco de morte.
Há um período de incubação de 2 a 30 dias, com média de 10 dias entre a contaminação e o surgimento dos sintomas.

Em 3 a cada 4 casos, o paciente apresenta:

•Febre alta e calafrios,
•Dor de cabeça,
•Dores musculares em especial nas pernas e panturrilha, podendo até dificultar a locomoção devido à intensidade das dores.

Em metade dos casos, o paciente tem:

•Náuseas,
•Vômitos,
•Diarréia.
Um fato típico da doença é:
•A hiperemia conjutival, que são os olhos bastante avermelhados.

Outros sintomas comuns são:

•Tosse,
•Faringite,
•Dores nas articulações,
•Dor abdominal,
•Sinais parecidos com os sintomas da meningite,
•Manchas por todo o corpo e aumento dos linfonodos, baço e fígado.

Por ter sintomas muito parecidos com diversas outras doenças febris, o contato recente com águas de enchentes ou alagamentos, poços, fossas, bueiros e esgotos devem ser observados e relatados ao médico. Isso pode ser vital para o correto diagnóstico. A demora em fazer o diagnóstico pode levar ao agravamento da doença. A grande maioria dos casos tem evolução benigna.

Apenas 10% das ocorrências tendo complicações mais graves:

•Insuficiência renal aguda,
•Hemorragias,
•Insuficiência hepática,
•Insuficiência respiratória.

ATENÇÃO!
Não existe vacina para prevenir a doença.
A melhor forma de prevenção é evitar o contato com águas de enchentes, esgotos, fossas ou locais com grandes possibilidades de existência de roedores, principalmente ratos.
Higienize bem os alimentos que possam ter sido contaminados. Se possível, evite o consumo, quando tiverem sua origem em áreas de risco.




Fonte: Editoria HelpSaúde.

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