quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Codependência: A Família Também Adoece?

Apesar de muitos familiares considerarem que apenas o dependente químico tem problemas graves, muitas vezes a própria família precisa de tratamento tanto para doenças que iniciaram pelo uso de álcool e drogas por parte do familiar ou porque de fato apresenta adoecimento que agrava com a presença do dependente em casa.

Em geral, a família sofre ao conviver com o dependente, se preocupa por ver os riscos que ele corre e sente culpa por achar que de alguma forma contribuiu para que o alcoolista chegasse aonde chegou. Devido toda essa carga que carrega, a família sente necessidade de desabafar, colocar para fora suas preocupações e sentimentos, afinal conviver com um dependente não é fácil e sim adoecedor psíquica e fisicamente. Não é raro esposa de dependente de Maconha, Cocaína e Crack passarem a apresentar Hipertensão Arterial (pressão alta) ou Depressão.

Com todas essas dificuldades a família se perde e não sabe o que fazer! Procurar orientações sobre a dependência química, para entender e lidar com essa doença é de extrema importância e fundamental inclusive para levar o dependente de álcool ou drogas para tratamento de sucesso.

Além de trazer benefícios para a família, quando o tratamento dela e do dependente acontece no mesmo serviço, as informações que a família traz e fornece são dados importantes para os terapeutas do dependente, que podem ser de extrema necessidade para direcionar os rumos as intervenções dos profissionais. O familiar vê atitudes do dependente que a equipe de profissionais não têm acesso facilmente e que podem influenciar todo o plano terapêutico, sendo uma grande colaboração quando as informações são dadas sem a manipulação do paciente.

A resistência da família em receber tratamento é comum, pois se tende a focalizar os problemas no dependente, criando-se uma noção de que se o dependente melhorar, toda a família irá melhorar, tornando o dependente o único responsável pelo bom convívio familiar. Este não é um erro intencional e sim uma falta de orientação adequada que o site www.vidamental.com.br procura colaborar instruindo.

Apesar de isso ser possível, o que mais acontece é que para ajudar o dependente a mudar, a família deve se cuidar e mudar também e geralmente é melhor quando os parentes ficam mais ativos para fazer o dependente ir para o tratamento e obedecer as instruções da equipe de assistência do consultório, CAPS ou Unidade Básica de Saúde (posto de saúde).

Como a família se comporta diante do dependente tem grande influência! Existem comportamentos familiares que podem ser considerados permissivos, que facilitam o uso de drogas; comportamentos considerados rígidos, que impulsionam o uso de drogas, por gerar sentimentos negativos no dependente; e existem comportamentos firmes, porém adequados, que vão respeitar os limites da família, sem ser violento nem permissivo com o dependente.

Descobrir quais são os limites da família e como colocá-los de uma forma legal para o dependente pode ser uma tarefa difícil. Em geral, a ajuda de algum profissional sendo melhor ainda uma Equipe, ou de grupo de mútua ajuda como AAAlcoólicos Anônimos / NANarcóticos Anônimos se faz necessário.

Muitas vezes o dependente de drogas e álcool apresenta problemas com a justiça e precisa de exame da sanidade mental por parte de um psiquiatra forense e/ou psicólogo jurídico para avaliação de suas capacidades de entendimento e determinação ou capacidade de discernimento.

No site Vida Mental, a família irá encontrar cursos que irão auxiliar na compreensão da doença da dependência e dicas de como lidar com essa dificuldade.

Fonte: Dr. Hewdy Lobo Ribeiro. CRM: SP 114681

Psicoterapeuta cadastrado no Help Saúde.


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Um comentário:

  1. A família de um dependente químico vive com sinbtomas de stess pós traumático e deve ser atendita conjuntamente. é comum observarem-se entre os membros da famímila sintomas como: ansiedade, insônia, sonhos recorrentes de sofrimento, imagens em flashback e pensamentos intrusivos, irritabilidade, má concentração, comportamento evitativo e desinteresse. Mau humor, humor lábil e diminuição da libido - os homens têm probabilidade significativamente maior de sofrerem de irritabilidade e de utilizarem álcool em excesso, ao passo que as mulheres tendem a experimentar reatividade psicológica mais intensa aos estímulos que simbolizam o trauma e exibem afeto embotado e resposta sobressaltada exagerada. Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44462005000600006&script=sci_arttext&tlng=pt

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