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DIA MUNDIAL DA MALÁRIA

O dia 25 de abril marca do Dia Mundial da Malária, instituído em 2008 pela ONU (Organização das Nações Unidas). A meta da comunidade internacional é erradicar os óbitos causados pela malária em todo o planeta até 2015.

Investimentos globais para combater o problema fizeram com que mais quase 1 milhão de africanos fossem protegidos da contaminação a partir de 2008. Parcerias com agências internacionais ajudaram a distribuir cerca de 300 mil redes com inseticidas contra o mosquito que transmite a doença.

Para atingir o objetivo ONU até 2015, O Secretário-Geral Ban Ki-moon disse que é preciso aumentar as medidas que vem gerando resultados, além de testar e tratar precocemente os pacientes com suspeita da doença.

A malária é uma das maiores causas de morte entre crianças com menos de cinco anos no mundo. Segundo as Nações Unidas, o sucesso no combate à doença é vital para melhorar a saúde de mulheres e crianças, especialmente na África.

A MALÁRIA

A Malária é reconhecida em todo o mundo como um caso de saúde pública que ocorre em mais de 90 países. Cerca de 2,4 bilhões de pessoas (40% da população mundial) convivem com o risco de contágio. Principalmente no continente africano, entre 500 e 300 milhões são infectados por ano e cerca de um milhão morrem em consequência da doença e o maior número desses óbitos ocorrem em crianças e gestantes.

Quando o parasita que causa a malária invade o sangue , ataca e destrói os glóbulos vermelhos, causando anemia. As células danificadas aderem às paredes dos vasos e, nos casos mais graves, podem obstruir o fluxo sanguíneo e causar danos ao cérebro. Em resposta, o sistema imunológico é ativado e completa o quadro de sintomas com febre, dores musculares, fortes tremores e até convulsões.

No Brasil, a maior incidência dos casos ocorre na Região Amazônica (cerca de 98% dos casos), registrando cerca de 500 mil casos por ano. Porém, a letalidade da enfermidade é baixa e atinge 1% do total de pacientes.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a malária é de longe a doença tropical e parasitária que mais causa problemas sociais e econômicos no mundo e só é superada em número de mortes pela AIDS.

Essa doença é prevalente em países de clima tropical ou subtropical. Ocorre por um parasita do gênero Plasmodium, através da picada de um vetor – que é a fêmea do mosquito da espécie Anopheles.

A fêmea do Anopheles ataca com mais frequência no pôr do sol e ao amanhecer. Ela precisa de sangue para garantir o amadurecimento e a postura dos ovos. Quando ela ataca uma pessoa infectada com a malária, o parasita (Plasmodium) desenvolve o seu ciclo no mosquito. Quando atinge as glândulas salivares do inseto, passa a transmitir o parasita ao sugar outras pessoas. O período de incubação depende do tipo de malária, mas varia de 7 a 28 dias a partir do momento da picada.

Após 30 minutos na circulação sanguínea do homem, o parasita alcança o fígado e se multiplica dentro das células hepáticas até que elas arrebentam. Então, eles se espalham no sangue e invadem os glóbulos vermelhos, onde se reproduzem a tal ponto que eles se rompem.

O PARASITA

Existem mais de cem tipos de plasmódio, o parasita da malária.  O mosquito Anopheles darlingi é principal vetor da malária no Brasil. Cada uma das espécies de protozoários existentes no inseto determina aspectos clínicos diferentes para a enfermidade. No caso brasileiro, destacam-se mais três espécies do parasita: o Plasmodium  falciparum, o Plasmodium  vivax e o Plasmodium  malarie.

O mais agressivo é o Plasmodium falciparum, que se multiplica mais rapidamente, invadindo e destruindo mais hemácias, causando um quadro de anemia mais imediata. Também, os glóbulos vermelhos parasitados pelo sofrem alterações em sua estrutura que os tornam mais adesivos entre si e às paredes dos vasos sanguíneos, causando pequenos coágulos que podem gerar problemas cardíacos como tromboses e embolias.

OS SINTOMAS

Os sintomas mais comuns são: Febre alta; Dor de cabeça; Calafrios alternados com ondas de calor; Dor no corpo (abdominal e nas costas); Falta de apetite; Cansaço; Pele com aparência amarelada; Náuseas; e Tonturas.

Se a Malária não for tratada, poderá evoluir rapidamente para a forma grave. Em caso de suspeita e estada na área de risco, o diagnóstico é feito através de um exame de lâmina que punciona uma gota do sangue do paciente e o sangue é analisado para confirmar a existência do Plasmodium.

TRATAMENTO

Não existe vacina contra a malária, uma doença autolimitada, mas que pode levar à morte se não for tratada em alguns casos. O tratamento padronizado pelo Ministério da Saúde é feito por via oral e não deve ser interrompido para evitar o risco de recaídas.

O INFECTOLOGISTA

O Infectologista é o médico especialista no diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes acometidos por doenças infecciosas como a malária.

É aconselhável, em áreas de risco, usar mangas compridas, repelentes e mosquiteiro (para dormir); Evite banhos em águas paradas como “igarapés” nos horários que o mosquito ataca; não faça automedicação em caso de suspeita.

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Fonte: Editoria HelpSaúde.

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