Pular para o conteúdo principal

Bulimia

O que é?

É o hábito de comer compulsivamente (como “um boi”) e em seguida provocar o vômito. A fome que se apresenta nestes casos, geralmente está associada à ansiedade, situações de insegurança e, por vezes, até abuso sexual.

A fome que surge incontrolável e a ingestão de tamanha quantidade de alimento costumam levar a um isolamento mesmo as mais próximas, na tentativa de evitar que identifiquem esta compulsão.

Aos poucos se instala uma voracidade ímpar. Assim, quantidades imensas são engolidas sem saborear, sem prazer. O indivíduo pode também adquirir hábitos de dietas de grande privação durante o dia, em especial, na presença de outras pessoas. Mas, é freqüente o uso de inibidores do apetite e laxantes de forma abusiva.

Há uma dificuldade crescente em se confrontar com o fato de que perdeu o controle, assim como uma grande dificuldade em aceitar sua própria aparência física.

Como se trata?

O tratamento eficaz deve ser com equipe multidisciplinar, envolvendo acompanhamento psiquiátrico, psicológico e nutricional. Terapias comportamentais associadas a medicamentos costumam apresentar bons resultados. O tratamento está focado em uma mudança no comportamento e na correção de eventuais problemas clínicos adquiridos durante o processo de vomitar e ingerir abusivamente alimentos. Por isso mesmo outros problemas clínicos podem surgir. Algumas vezes há necessidade de internação clínica, outras psiquiátrica, por um período inicial. Trata-se de um transtorno psiquiátrico crônico, que precisa da atenção e vigilância do paciente para toda a sua vida a fim de que evite retomar este hábito.

Casos famosos

Alanis Morissette sofreu com o transtorno durante 5 anos, se recuperou com terapia. Jane Fonda foi uma das primeiras celebridades a assumir a doença, ainda nos anos 70. No Brasil, a atriz Deborah Evelyn, devido a uma paixão não correspondida na adolescência, desenvolveu a doença, e seu tratamento durou 3 anos.

Fonte: Editoria HelpSaúde.
Quer fazer parte do nosso blog? Envie um artigo para artigos@helpsaude.com.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mitos e verdades sobre a friagem e o golpe de ar

Leva o casaco! O inverno está chegando, e com ele alergias, gripes e outras doenças respiratórias. Essa estação do ano também trás a famigerada friagem, e as mães e avós ficam em polvorosa recomendando casaquinhos e agasalhos. Mas será que o tal golpe de ar, que ocorre quando saímos de um banho quente, quando abrimos a geladeira, quando bate um vento, e em vários outros momentos, realmente faz mal para saúde? É inegável que muitas pessoas associam friagem e golpes de ar à maior incidência de gripes. Afinal, no inverno, gripes e resfriados são sim mais comuns.  Diversos estudos já foram feitos, desde 1950, para avaliar essa correlação e nenhum desses jamais comprovou essa teoria. Eles indicam que a friagem e golpes de ar não têm influência sobre o desenvolvimento de tais doenças, que isso é uma crendice. Na verdade, gripes, resfriados e infecções respiratórias são doenças infecciosas, provocadas por micróbios que se alojam no aparelho respiratório e causam tosses, espirros, cor

A riqueza do conhecimento compartilhado na prática médica moderna

Vamos discorrer sobre termos essenciais para a Gestão do Conhecimento (GC). Derivando definições da área de Informática, podemos afirmar que dado é sequência de símbolos quantificados ou quantificáveis. Portanto, um texto é um dado. De fato, as letras são símbolos quantificados, já que o alfabeto por si só constitui uma base numérica. De forma semelhante, sons e imagens também são dados. A partir do momento em que os dados podem ser organizados de forma lógica e inteligível, podemos chamá-los de informação. Quando a informação pode ser aplicada a qualquer situação em que seja necessária uma tomada de decisão, nós temos o conhecimento. Em outras palavras, conhecimento é a informação útil ou aquela que carrega um propósito. O conhecimento médico sempre foi uma combinação entre arte e ciência, sendo tradicionalmente relegado a pesquisadores a busca pelos avanços e, aos médicos praticantes, a arte de aplicar o conhecimento e se relacionar com o paciente. Entretanto, em nosso tempo,

Malformações Vasculares do Cérebro

1. Introdução As malformações vasculares cerebrais são anomalias na formação dos vasos sanguíneos do cérebro e que podem levar a acidentes vasculares ou epilepsia.  2. Classificação em tipos Os diversos tipos de malformações vasculares cerebrais apresentam diferentes quadros clinicos, ou seja, sintomas e sinais de sua existência, assim como características típicas em exames de imagens, como ressonância magnética cerebral. Devem, portanto, ser analisadas separadamente. A classificação mais usada na literature médica divide as malformações vasculares cerebrais em quatro tipos: • Malformações artério-venosas ou mais conhecidas como MAV. • As malformações cavernosas cerebrais ou cavernomas (ou, também chamados angiomas cavernosos). • As malformações venosas (ou angiomas venosos). • As telangiectasias. 2.1. Malformações artériovenosas cerebrais (MAVs) Embora não seja o tipo mais comum de malformação vascular do cérebro, pode manifestar-se em pacientes jovens, sendo causa