Pular para o conteúdo principal

Quem tem medo de MAMOGRAFIA?

O que é a mamografia?

Trata-se de um exame de diagnóstico por imagem. Tem com objetivo analisar a estrutura mamária, investigando a presença de alterações no tecido gorduroso e nas glândulas presentes nas mamas. Mas, também investiga as axilas, que costumam estar envolvidas na possível disseminação (distribuição) de células cancerígenas.

Utiliza-se uma máquina de Raio-X específica para essa finalidade. O chamado tomógrafo.

Atualmente, é realizado em associação com o ULTRA SOM MAMÁRIO. Desta forma, se tornou o exame mais importante para diagnóstico de câncer de mama e outras alterações do tecido mamário.

Deve ser realizado anualmente por todas as mulheres a partir dos 35 anos.

Como é o procedimento?

A mamografia é realizada em cada uma das mamas, em geral, em duas incidências: perpendicular e oblíqua.

Eventualmente, o médico que supervisiona, ou realiza o exame, poderá solicitar mais alguma incidência, horizontal, por exemplo.

Isto, geralmente, se deve à anatomia da mulher examinada e à necessidade de se obter uma avaliação completa do tecido mamário e da axila lateral a ela.

“Normalmente é indolor, porém é possível sentir uma pressão, quando a mama for pressionada.”

A verdade é que pode ser sentida como um beliscão em toda a mama. Este dura apenas o intervalo de uma respiração.

Mas, infelizmente, este é o motivo principal para que cerca de 30% das mulheres que foram ao ginecologista e receberam o pedido do exame, não o realizem.

Fatos importantes

1. Em alguns casos, pode ser que seja necessário repetir o exame, para melhor visibilidade. Lembre-se, o importante é investigar todo o tecido mamário.

2. O exame do ano anterior é útil para o estadiamanto (avaliação do estágio) e compreensão do seu médico, caso apareça alguma alteração no seu seio de um ano para o outro.

3. Quando se faz regularmente o exame, o aparecimento de um nódulo pode ser observado logo no inicio e os riscos de perdas de tecido, disseminação do câncer para outros locais e morte são bastante reduzidos.

Quais são os maiores benefícios?

• Reduz em 30% o risco de câncer de mamas;
• O procedimento não tem riscos à saúde;
• É coberto pelos planos de saúde.

Esclarecimento importante

Há alguns anos o Ministério da Saúde parou de fazer campanhas de incentivo ao auto-exame das mamas. Isso se deve ao fato de que o toque das mamas só detecta nódulos de no mínimo 1,5cm até uma profundidade máxima de 5cm, dependendo da textura e constituição individual da mama.

Por isso, muitos nódulos ainda pequeninos ou até nódulos maiores em mulheres com mamas com diâmetro (circunferência) maior que 10cm não eram identificados a tempo de serem retirados ou tratados sem causar maiores danos às mulheres afetadas.

Além disso, alguns casos de inchaço normal de algumas glândulas durante o período pré menstrual, por exemplo, levavam ao desespero algumas mulheres e, por fim, não tinham nenhuma importância clínica, uma vez que retornavam ao normal em poucos dias.

Quando foi sua última consulta ao ginecologista?

Você ou alguma familiar sua já realizou uma mamografia?

Fonte: Editoria HelpSaúde.
Quer fazer parte do nosso blog? Envie um artigo para artigos@helpsaude.com.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A riqueza do conhecimento compartilhado na prática médica moderna

Vamos discorrer sobre termos essenciais para a Gestão do Conhecimento (GC). Derivando definições da área de Informática, podemos afirmar que dado é sequência de símbolos quantificados ou quantificáveis. Portanto, um texto é um dado. De fato, as letras são símbolos quantificados, já que o alfabeto por si só constitui uma base numérica. De forma semelhante, sons e imagens também são dados. A partir do momento em que os dados podem ser organizados de forma lógica e inteligível, podemos chamá-los de informação. Quando a informação pode ser aplicada a qualquer situação em que seja necessária uma tomada de decisão, nós temos o conhecimento. Em outras palavras, conhecimento é a informação útil ou aquela que carrega um propósito. O conhecimento médico sempre foi uma combinação entre arte e ciência, sendo tradicionalmente relegado a pesquisadores a busca pelos avanços e, aos médicos praticantes, a arte de aplicar o conhecimento e se relacionar com o paciente. Entretanto, em nosso tempo,

Mitos e verdades sobre a friagem e o golpe de ar

Leva o casaco! O inverno está chegando, e com ele alergias, gripes e outras doenças respiratórias. Essa estação do ano também trás a famigerada friagem, e as mães e avós ficam em polvorosa recomendando casaquinhos e agasalhos. Mas será que o tal golpe de ar, que ocorre quando saímos de um banho quente, quando abrimos a geladeira, quando bate um vento, e em vários outros momentos, realmente faz mal para saúde? É inegável que muitas pessoas associam friagem e golpes de ar à maior incidência de gripes. Afinal, no inverno, gripes e resfriados são sim mais comuns.  Diversos estudos já foram feitos, desde 1950, para avaliar essa correlação e nenhum desses jamais comprovou essa teoria. Eles indicam que a friagem e golpes de ar não têm influência sobre o desenvolvimento de tais doenças, que isso é uma crendice. Na verdade, gripes, resfriados e infecções respiratórias são doenças infecciosas, provocadas por micróbios que se alojam no aparelho respiratório e causam tosses, espirros, cor

Malformações Vasculares do Cérebro

1. Introdução As malformações vasculares cerebrais são anomalias na formação dos vasos sanguíneos do cérebro e que podem levar a acidentes vasculares ou epilepsia.  2. Classificação em tipos Os diversos tipos de malformações vasculares cerebrais apresentam diferentes quadros clinicos, ou seja, sintomas e sinais de sua existência, assim como características típicas em exames de imagens, como ressonância magnética cerebral. Devem, portanto, ser analisadas separadamente. A classificação mais usada na literature médica divide as malformações vasculares cerebrais em quatro tipos: • Malformações artério-venosas ou mais conhecidas como MAV. • As malformações cavernosas cerebrais ou cavernomas (ou, também chamados angiomas cavernosos). • As malformações venosas (ou angiomas venosos). • As telangiectasias. 2.1. Malformações artériovenosas cerebrais (MAVs) Embora não seja o tipo mais comum de malformação vascular do cérebro, pode manifestar-se em pacientes jovens, sendo causa