quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

BEBERMORAR

O álcool está presente na história da humanidade há tempo suficiente para ter participado de rituais com animais e pessoas mortas, para ser o centro de milagres e rituais de sucesso nas colheitas e caças, casamentos e vitórias de toda sorte.

Infelizmente, ele é coadjuvante assíduo também em conflitos familiares, em brigas de trânsito, em acidentes de trabalho, conflitos armados e em mortes trágicas de vários tipos. A coragem, a sorte e a aventura costumam estar associadas a ingestão de álcool.

A culpa é ou não da bebida?
A culpa pode não ser de ninguém, mas alguém deve ser responsabilizado, certamente.

Bebemos, não só porque é líquido. Bebemos também porque é uma delícia, faz casquinhas na garganta (dizem) e o bem estar que provoca no início é ótimo. Combina mesmo com ocasiões alegres e festivas. Sua presença é uma constante em todos os eventos realmente importantes na vida das pessoas.

Em doses moderadas e nos momentos certos, pode mesmo fazer bem à saúde, manter o colesterol em níveis seguros e diminuir o estresse. As doses moderadas são as mesmas para quase todos nós, maiores de 18 anos. Há os que não podem beber por restrições de saúde (diabéticos, alcoolistas, pessoas em uso de alguns medicamentos e outras situações). Há também os que estão trabalhando ou que irão dirigir ou operar máquinas de precisão, cuidar de crianças ou enfermos, enfim. Sabem que não é o momento.

O problema mesmo está na dificuldade de se encarar os limites, especialmente em momentos de festa e descontração.

Medidas simples para não pagar mico e poder relaxar e se divertir sem precisar ficar abstêmio (se você não tem restrições médicas quanto a beber):

• Água! Beba líquidos como água, sucos, água de coco;
• Alimente-se corretamente. Coma de 4/4h refeições leves e de fácil digestão;
• Não abuse de alimentos gordurosos e massas;
• Um clássico: não misture destilados com fermentados. De fato, escolha as bebidas pelo teor alcoólico e dê preferência às misturas com água, gelo e frutas;
• Faça pausas. Espace o tempo entre a ingestão de álcool, associando sempre à refeição.

Há um cuidado especial em relação aos excessos neste período. O EXEMPLO. Há estatísticas que comprovam que o início do uso de bebidas alcoólicas antes dos 18 anos, em especial dos meninos, se dá em festas e comemorações dentro de casa, dentro das reuniões de família. Esta é mais uma razão para termos responsabilidade em meio à diversão. Precisamos estar cientes de como apresentamos as bebidas alcoólicas aos nossos filhos.

Não se trata simplesmente de repreendê-los ou censurá-los, mas, em especial, de nos darmos conta de que eles aprendem com o que fazemos muito mais do que com o que falamos. Saúde!


Fonte: Editoria HelpSaúde.
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