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Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo fim da Violência contra as Mulheres - 6 de Dezembro

A ORIGEM DA DATA

O Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres foi instituído pela Lei nº Lei 11.489 e sancionada pelo Presidente da República em 20 de junho de 2007.

O dia 6 de dezembro lembra o Massacre de Mulheres de Montreal (Canadá). Em 1989, nessa data, um estudante entrou armado numa escola politécnica da cidade. Gritando que queria acertar apenas as feministas, ordenou que todos os homens saíssem da sala e o atirador matou 14 alunas à queima-roupa.

Aos gritos, o assassino, Marc Lepine falava a elas “_ Vocês são todas feministas”. Em seguida, suicidou, deixando uma carta dizendo que não suportava o fato de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente masculino.

Este assassinato brutal mobilizou a opinião pública do país e do exterior, trazendo à tona o debate sobre as desigualdades entre mulheres e homens, buscando promover a IGUALDADE através do dia-a-dia: educação, oportunidades de trabalho, justiça, segurança pública e direitos humanos.

A ideia é encorajar os homens a quebrar o ciclo da violência e informá-los que a Lei Maria da Penha, por exemplo, não é contra os homens, e sim contra qualquer prática de violência baseada na desigualdade e o resultado é muito positivo, pois é uma forma de conscientizar as pessoas como se deve proceder quando souber de uma agressão.

CAMPANHA DO LAÇO BRANCO

A Campanha do Laço Branco foi o símbolo canadense adotado como lema para os homens jamais cometam um ato violento contra a mulher e não deixar impunes que o cometem.

Na Primeira Campanha do Laço Branco - White Ribbon Campaign, no Canadá, foram distribuídos 100 mil laços brancos entre os homens canadenses para que não se esquecessem da violência causada pelo machismo – para que jamais fosse esquecida a data do massacre de Montreal.


O UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), em parceria com organizações de mulheres vem implementando paulatinamente esta campanha ao longo das duas últimas décadas: na Índia, Japão, Vietnã, Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Espanha, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Portugal, Namíbia, Quênia, África do Sul e Marrocos , Israel , Austrália, Estados Unidos e Brasil, entre outros.

QUE PAÍSES MAIS PRATICAM VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES?

O Afeganistão, o Congo, o Paquistão, a índia e a Somália são os países que mais praticam violência contra as mulheres, sendo o Afeganistão o país que mais pratica a violência contra a mulher em todo o mundo.

- altos níveis de estupro;
- violência doméstica;
- discriminação econômica;
- feticídio (destruição de um feto no útero);
- mutilação genital.

O Afeganistão é o país com um dos maiores índices de mortalidade materna do mundo, pois a violência não é somente praticada pelos homens, mas também pela falta dos princípios básicos dos Direitos Humanos: saúde e pobreza extrema.

No Paquistão se encontra a maior taxa de homicídio dote, os chamados “crimes contra a honra”. Segundo a Comissão de Direitos Humanos, cerca de 1.000 mulheres e meninas morrem todos os anos.

ENTRE NA CAMPANHA DO LAÇO BRANCO

No Brasil, algumas iniciativas começaram a ser delineadas em 1999, com a finalidade de ampliar as ações e a difusão da data, principalmente através das Organizações dos Movimentos de Mulheres e a mídia. Não é preciso ser 06 de dezembro.

Assista ao vídeo, produzido pela Campanha Brasileira do Laço Branco.

Se você ou alguma mulher for vítima de Violência, não se cale: Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, órgão ligado à Presidência da República e informe-se a respeito da Delegacia ou Centro de Atendimento à Mulher mais próximo.

Foto: Campanha do Laço Branco

Fonte: Editoria HelpSaúde.
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