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Aquisição da Linguagem

Atualmente nos deparamos com uma forte influência, e necessidade, para que as crianças sejam colocadas cada vez mais cedo, e num período maior de tempo em instituições de educação infantil.

Com isso se torna muito importante o acompanhamento por parte dos pais e dos profissionais nas questões relacionadas ao desenvolvimento da criança. Considera-se que a integralidade deste depende de cuidados que envolvem tanto aspectos afetivos quanto biológicos.

Podemos dizer que a aquisição da linguagem faz parte central desse processo nos primeiros anos de vida. Sendo assim esperaríamos que fosse como um dos indicadores da integridade geral do desenvolvimento.

Durante uma triagem no desenvolvimento da linguagem podemos identificar indícios para avaliar a integridade de alguns subsistemas neurais incluindo a audição, processamento auditivo central, desenvolvimento cognitivo, função motora da articulação, a visão e processamento da informação visual.

É fundamental ficar atento a qualquer dificuldade da criança na aquisição da linguagem nos padrões normais, pois é logo no primeiro ano de vida que ocorrem as modificações mais importantes no desenvolvimento, quando se apresentam grandes saltos evolutivos em menores períodos de tempo.

Dessa forma, a observação e estimulação da linguagem são importantes. Veja algumas dicas:

- Nos horários da amamentação, opte por um ambiente com menos luz, tranqüilo e faça do toque a linguagem do amor;

- A mãe ou a pessoa de maior contato, pode aproveitar a rotina de atividades diárias (banho, troca de roupas), para estabelecer diálogos com a criança;

- No primeiro período de vida (sensório-motor ou pré-verbal), que se estende até os 2 anos aproximadamente, a criança precisa de experiências concretas, exploração de objetos, "preensão do mundo". É o período das ações motoras. Opte por brincadeiras que envolvam a procura de objetos. Ex.: esconda objetos para que a criança possa achá-los (rolando, engatinhando, andando,correndo);

- Ao iniciar as primeiras palavras, valorize suas tentativas com reforços positivos;

- Iniba o uso freqüente de gestos. Encoraje a criança a expressar-se verbalmente;

- As palavras erradas devem ser aceitas, mas "devolvidas" de forma adequada. Não imite o erro e nem se utilize de fala infantilizada;

- Não faça comparações entre a fala de seu filho com a de outras crianças.

Lembrem-se, cada criança tem o seu ritmo!



Fonte: Erika de Cássia Gallo. CRFa: SP 12415

Fonoaudiologa cadastrada no Help Saúde.


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