Pular para o conteúdo principal

Meningite

“O quê está se passando naquela cabeça?”

A meningite é uma doença grave. Em especial, por que a presença dela costuma significar que alguma bactéria ou vírus foi capaz de atravessar a barreira mais importante de defesa do nosso corpo. Esta se chama BARREIRA HEMATOENCEFÁLICA. É a última defesa do nosso cérebro.

Então, o que ocorre é que chegando ao interior da cabeça, após vencer a BARREIRA HEMATOENCEFÁLICA, o vírus ou bactéria inflama e infecciona as membranas que revestem nosso cérebro, as MENINGES, ou seja, a meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro. Pode ocorrer em indivíduos de qualquer idade, mas geralmente são mais vulneráveis crianças menores de 5 anos.

Existem diversos tipos de meningites que podem ser contagiosas ou transmissíveis, pois podem ser causadas por bactérias ou vírus. A meningite é uma doença séria e rara que deve ser tratada logo no início para evitar sequelas e morte.

Existem 2 tipos mais comuns de meningite:

Meningite bacteriana – estas costumam ter sintomas mais intensos, são mais graves e são contagiosas por via respiratória (meningocócica epneumocócica, geralmente);
Meningite viral –são menos graves e o quadro clínico costuma ser mais leve. O tratamento é como o de uma gripe: suporte de hidratação, analgésicos, repouso e observação.

Raramente exitem casos de meningite por outros agentes como a auto imune, por exemplo.

No caso da cantora baiana Ivete Sangalo que foi diagnosticada com meningite benigna não contagiosa, permanece internada sendo tratada com medicamentos intravenosos enquanto realiza outros exames.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito através do exame clínico e posterior exame do líquor ou líquido céfalo raquiano. Este líquido reveste os espaços aonde se encontram o cérebro e a medula espinhal.

Tanto em crianças como nos adultos, devemos procurar um médico para descartar a possibilidade de meningite, quando surgirem os seguintes sintomas:

• Sensação de desânimo;
• Moleza;
• Febre, geralmente alta, mas em idosos, nem sempre;
• Dores fortes de cabeça;
• Vômito, às vezes sem a presença prévia de náuseas;
• Dificuldade de flexionar o pescoço;
• Manchas vinhosas na pele;
• Alterações súbitas de comportamento ( menos comuns).

São sintomas comuns no caso de meningite.

Prevenção:

Alguns tipos de meningite podem ser prevenidos por vacinação, como Haemophilus e Meningococo tipo A e C e em adultos a proteção pode durar de 1 a 4 anos. A higiene ambiental e ambientes ventilados ajudam na prevenção. Devem ser evitados ambientes com aglomerações.

Transmissão:

Há diversas formas de se contaminar, dentre ela através da fala, espirro, tosse e até beijos. Nem todos que adquirem o meningococo ficam doentes, pois o organismo se defende com os anticorpos que cria através do contato com essas mesmas bactérias, adquirindo, portanto, resistência à doença.

Tratamento:

Após a avaliação médica e a análise preliminar de amostras clínicas, o doente permanecerá internado e o tratamento será realizado com antibióticos específicos. Após a alta do paciente não há mais perigo de contágio.

Na presença dos sintomas relatados, busque avaliação médica. Só um médico pode diferenciar tais sintomas de outras infecções e solicitar o exame do líquor quando necessário.

ATENÇÃO:

1. As meningites bacterianas e virais são de notificação compulsória ao Ministério da Saúde.

2. É muito importante manter os bons hábitos de higiene, lavando as mãos , em especial antes das refeições e antes e depois de usar o banheiro para evitar a contaminação;

3. VACINAÇÃO - a vacina da influenza B também protege-nos da meningite


Fonte: Editoria HelpSaúde.

Foto: Ivete Sangalo - Website Oficial - Copyright Todos os direitos reservados a oficialivetesangalo

Quer fazer parte do nosso blog? Envie um artigo para artigos@helpsaude.com.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mitos e verdades sobre a friagem e o golpe de ar

Leva o casaco! O inverno está chegando, e com ele alergias, gripes e outras doenças respiratórias. Essa estação do ano também trás a famigerada friagem, e as mães e avós ficam em polvorosa recomendando casaquinhos e agasalhos. Mas será que o tal golpe de ar, que ocorre quando saímos de um banho quente, quando abrimos a geladeira, quando bate um vento, e em vários outros momentos, realmente faz mal para saúde? É inegável que muitas pessoas associam friagem e golpes de ar à maior incidência de gripes. Afinal, no inverno, gripes e resfriados são sim mais comuns.  Diversos estudos já foram feitos, desde 1950, para avaliar essa correlação e nenhum desses jamais comprovou essa teoria. Eles indicam que a friagem e golpes de ar não têm influência sobre o desenvolvimento de tais doenças, que isso é uma crendice. Na verdade, gripes, resfriados e infecções respiratórias são doenças infecciosas, provocadas por micróbios que se alojam no aparelho respiratório e causam tosses, espirros, cor

Estados Unidos questionam o pânico da H1N1

Com toda a movimentação da mídia, dos governos, previsões catastróficas e vacinas compradas às pressas, os americanos e outras nações começam a questionar se todo o movimento mundial em volta da Gripe H1N1 não traria mais malefícios para a sociedade do que a própria epidemia. Notícias como "A Gripe Suína já matou 600 pessoas nos EUA e já corresponde a 97% das novas infecções" assustam qualquer um, mas tomam nova perspectiva quando vemos que 36.000 pessoas morrem anualmente para a "gripe comum" (gripe sazonal). Medidas bem intencionadas podem ser exageradas às vezes, como um excesso de escolas fechadas, e tendem a espalhar o pânico na sociedade, alimentando um medo que não corresponde à gravidade da situação. Não que devamos abstrair dos cuidados, mas é melhor para todos quando damos o devido peso às situações. Os estadunidenses já passaram por várias situações de pânico da população que no final não se converteram em tragédias, como o medo do antraz, do bug do

Os Perigos escondidos nos Alimentos: Peixe-espada

Sabiam que pode ser perigoso consumir certos peixes? Médicos alertam sobre os danos que podem ser causados por metais pesados, presentes em grandes quantidades em alguns peixes.  O alerta serve especialmente para mulheres que estão grávidas ou planejando ficar. O Dr. Philip Landrigan, pediatra da escola de medicina de Mount Sinai, diz que nesse período, evitar peixes com muito mercúrio é uma prioridade. O peixe-espada contém níveis elevados de mercúrio, um metal que pode danificar fetos em desenvolvimento e até causar ataques cardíacos em adultos. No entanto, sabemos da importância de se comer peixes regularmente, para se obter a dose diária de omega-3, um ácido graxo que diminui a quantidade de colesterol ruim no sangue (LDL) e aumenta a do colesterol bom (HDL).  A solução? Comam peixes que não contêm grandes quantidades dessas substâncias nocivas, como o salmão, atum e truta e façam rotineiramente um check-up preventivo . Equipe HelpSaúde Fonte: Rodale DISCLAIMER: